quarta-feira, dezembro 31, 2008

BUSH - Restam-lhe 20 Dias Como Presidente...

"PARA SEMPRE"
A marca que nenhuma das suas súperbombas foi capaz de produzir.

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... Já Como Homem,
Tenho Dúvidas de que
Um Dia Sequer, o Tenha Sido.
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segunda-feira, dezembro 15, 2008

Bush, o Cão Mentiroso, Prova do Chulé de Alá.

Atirar sapatos em outra pessoa, é o maior insulto no mundo árabe.

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Um jornalista iraquiano jogou sapatos sobre o presidente dos EUA, George W. Bush, durante sua última visita às escondidas ao Iraque Invadido.

A agressão ocorreu no momento em que Bush cumprimentava o premiê do Iraque, Nuri al-Maliki, durante uma entrevista coletiva no escritório do líder iraquiano, na protegida zona verde de Bagdá.

Durante o ataque, o repórter de TV chamou Bush de "cão" em árabe. "É o beijo de despedida, seu cão", disse ele.


O ambiente ficou tumultuado no salão. Bush sorriu sem graça, e Maliki ficou constrangido. "Não me incomodo", disse o presidente americano a seguir, pedindo que os presentes mantivessem a calma.

Aos gritos e se debatendo, o agressor foi retirado do local por agentes de segurança iraquianos e homens do serviço secreto dos EUA.

Num acinte nunca visto na diplomacia mundial, o presidente americano, que levou instituições federais do seu país a apresentar relatórios mentirosos que justificassem a invasão, reuniu a imprensa para declarar o que todo o mundo já sabe há sete anos: “Não havia motivos para invadir esse país e subjugar seu povo!”

Quando será que o mundo vai julgar e condenar esse cafajeste mentiroso e seus assessores? Será que o brilho da Broadway – já não tão intenso - e os aplausos ao dinheiro de Wall Street – já tão escassos - continuarão a sobrepujar a dignidade da humanidade?!!!...

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segunda-feira, novembro 24, 2008

Barack Obama - A Quantos Atentados Sobreviverá?!


Os conservadores americanos caem em campo
para abater sua caça preferida: seus irmãos negros.
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Nem só o negro alimenta o apetite por sangue da maioria dos americanos... O reformista também é uma das suas caças preferidas. Não fosse assim e Martin Luther King seria o único abatido das últimas cinco décadas. Mas, temos dois brancos também caçados a bala nesse mesmo período: John e Bob Kennedy, ambos contrariando em parte os interesses desses xiitas.

A proteção a Obama, ainda como candidato a candidato pelo partido Democrata, se explica pela violência da sociedade americana em geral, e pelos assassinatos políticos, em particular. Obama costuma ser comparado aos Kennedy’s acima, que despertaram grandes esperanças na minoria sadia daquela população.

As doenças subterrâneas da cultura americana estão todas encharcadas de sangue. Sangue de inocentes pelo mundo afora, e também sangue deles mesmos, principalmente de negros, pobres (lembram-se do furacão Katrina?) e até brancos, desde que ousem trocar algumas das engrenagens enferrujadas da economia americana, mesmo que numa tentativa de salva-la do abismo em que já se meteu, ou de melhorar a qualidade de vida no planeta, tendo mais respeito pelos povos que não lhe são simpáticos. Essa máquina enferrujada, mas que se quer permanente, tem permitido milhões de chaminés naquele país jorrando toneladas de dióxido de carbono na atmosfera de todos nós; tem levado a máquina de guerra de que tanto se orgulham e da qual me envergonho como ser humano, a invadir países que possuem tesouros que lhes interessam – como o petróleo - sob falsas acusações promovidas por seus órgãos de segurança e por um discurso doentio dos que governam atualmente aquela triste e decadente nação. Em qual outro país civilizado deste nosso planeta, grupos fortemente armados se formam para defender a fronteira do seu país – já fortemente defendida inclusive com a construção de mais um vergonhoso muro; outros são os “supremacistas”, defensores da superioridade racial, disseminados já em todos os recantos americanos, à caça de negros e outras etnias “sujas”, tudo isso sob a proteção das suas leis e o estarrecedor silêncio dos outros povos? "Isso só existe lá, no país que se diz modelo de liberdade.

"Você pode ter certeza que os negros americanos sabem disso, pensam nisso, mas têm até medo de falar sobre isso," disse Mavel Jones antes das eleições, que é funcionaria graduada de uma grande seguradora, ocupada com clientes de baixa renda e serviço comunitário junto à população do Harlem, em Nova York. Com antepassados negros e porto-riquenhos, Mavel diz: "Alguns negros têm medo até de votar em Obama, pelo receio de que possa lhe acontecer alguma coisa. Não votam nele para protegê-lo."

Crimes políticos existem em diversos países mas, aqueles que ocorrem nos Estados Unidos, têm uma traço em comum: dificilmente se consegue apontar uma explicação para gestos tão extremos. Sempre fica uma penumbra macabra que mistura o radicalismo político à doença mental. Os assassinos são presos, costumam ser condenados, mas não se sabe a razão exata daquilo que fizeram ou por que fizeram, o que torna todo esse sanguinário passado num futuro ainda mais incerto e assustador.

Mesmo quem acredita que Lee Oswald planejou e executou o assassinato de John Kennedy por conta própria não consegue explicar sua motivação profunda. Muito menos se entende a razão que levou o assassino de Robert Kennedy a apertar o gatilho. Mas, ninguém tem dúvidas sobre as causas que motivaram a morte de Martin Luther King, num momento em que a luta por direitos civis ganhava terreno por lá

King morreu como o mais importante líder da população negra americana em sua história, e é este antecedente que aumenta a preocupação em torno de Obama.

Em agosto, quatro pessoas foram detidas em Denver, onde decorreu a Convenção Democrata, por suspeita de quererem assassinar o candidato Obama.

Nos últimos dias de Outubro, autoridades federais dos EUA anunciaram que prenderam no Tennessee, dois jovens neonazistas que planejavam assassinar o ainda candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, e mais 102 negros.


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segunda-feira, outubro 06, 2008

Wall Street: Perdida no Próprio Buraco




Os mercados internacionais de crédito entraram em colapso e há risco real de uma corrida devastadora aos bancos, tudo isso por que o pacote de 700 bilhões de dólares, nos EUA, chegou tarde, é inadequado, e precisaria ser de no mínimo o dobro.
Agora, neste momento (06.10.08 às 17h00), há uma onda de pânico percorrendo o sistema financeiro em todo o mundo. A crise iniciada há pouco mais de um ano, no setor de empréstimos hipotecários dos Estados Unidos, viveu dois repiques, nos últimos dias. Entre 15 e 16 de setembro, a falência de grandes instituições financeiras norte-americanas deixou claro que a devastação não iria ficar restrita ao setor imobiliário. Há uma semana começou a disseminar-se a sensação de que o pacote de 700 bilhões de dólares montado pela Casa Branca para tentar o resgate produziria efeitos muito limitados, pois o conjunto de medidas socorre com dinheiro público as instituições financeiras mais afetadas, mas não assegura que os recursos irriguem a economia, muito menos protege as famílias endividadas.
Deu-se então um colapso nos mercados bancários, que perdura até o momento. Apavoradas com a onda de falências, as instituições financeiras bloquearam a concessão de empréstimos – inclusive entre si mesmas. Este movimento, por sua vez, multiplicou a sensação de insegurança, corroendo o próprio sentido da palavra crédito, base de todo o sistema. A crise alastrou-se dos Estados Unidos para a Europa. Em dois dias, cinco importantes bancos do Velho Continente naufragaram .
Muito rapidamente, o terremoto financeiro começou a atingir também a chamada “economia real”. Por falta de financiamento, as vendas de veículos caíram 27% em setembro, recuando para o nível mais baixo nos últimos 15 anos. Ao longo da semana, os governantes de diversos condados norte-americanos mostraram-se intranqüilos diante da falta de caixa. O governador da poderosa Califórnia, Arnold Schwazenegger, anunciou em 2 de outubro que não poderia fazer frente ao pagamento de policiais e bombeiros se não obtivesse, do governo federal, um empréstimo imediato de ao menos 7 bilhões de dólares.
Nos últimos dias, alastrou-se o pavor de algo nunca visto, desde 1929: desconfiados da solidez dos bancos, os correntistas poderão sacar seus depósitos, o que provocaria nova onda de quebras e devastaria a confiança na própria moeda.
Os primeiros sinais deste enorme desastre já estão visíveis. Em 2 de outubro ainda, o Banco Central da Irlanda sentiu-se forçado a tranqüilizar o público, anunciando aumento no seguro estatal sobre 100% dos depósitos confiados a seis bancos. Na noite de domingo, foi a vez de o governo alemão tomar atitude semelhante. Mas as medidas foram tomadas de modo descoordenado, porque terminou sem resultados concretos. No fim-de-semana, uma reunião dos “quatro grandes” europeus foi convocada pelo presidente francês para buscar ações comuns contra a crise. Teme-se, por isso, que as iniciativas da Irlanda e Alemanha provoquem pressão contra os bancos dos demais países europeus, onde não há a mesma garantia. Além disso, suspeita-se que as autoridades estejam passando um cheque sem fundos. Na Irlanda, o valor total do seguro oferecido pelo BC equivale a mais do dobro do PIB do país...
Em conseqüência de tantas tensões, as bolsas de valores da Ásia e Europa estão vivendo, no dia de hoje mais um dia de quedas abruptas. Na primeira sessão após a aprovação do pacote de resgate norte-americano, Tóquio perdeu 4,2% e Hong Kong, 3,4%. Quedas entre 7% e 9% ocorreram também em Londres, Paris e Frankfurt. Em Moscou, a bolsa despencou 19%. Em todos estes casos, as quedas foram puxadas pelo desabamento das ações de bancos importantes. Em São Paulo, os negócios foram interrompidos duas vezes hoje, quando quedas drásticas de até 15% acionaram as regras que mandam suspender os negócios em caso de instabilidade extrema, recuperando-se na última hora e fechando a -5¨%. Apesar da intervenção do Banco Central, o dólar acumulou alta de mais de 7%, subindo a R$ 2,20.
A esta altura, todas as análises sérias coincidem em que não é possível prever nem a duração, nem a profundidade, nem as conseqüências da crise. Nos próximos meses, vai se abrir um período de fortes turbulências: econômicas, sociais e políticas.
O pacote de 700 bilhões de dólares costurado pela Casa Branca não é apenas “injusto”, mas também “ineficaz e ineficiente”. Injusto porque socializa prejuízos, oferecendo dinheiro às instituições financeiras (ao permitir que o Estado assuma seus “títulos podres”) sem assumir, em troca, parte de seu capital. Ineficaz porque, além de insuficiente, ao não oferecer ajuda às famílias endividadas — e ameaçadas de perder seus imóveis —, deixa intocada a causa do problema (o empobrecimento e perda de capacidade aquisitiva da população), atuando apenas sobre seus efeitos superficiais. Ineficiente porque nada assegura (como estão demonstrando os fatos dos últimos dias) que os bancos, recapitalizados em meio à crise, disponham-se a reabrir as torneiras de crédito que poderiam irrigar a economia..
Marx via nas crises financeiras os momentos dramáticos em que o proletariado reuniria forças para conquistar o poder e iniciar a construção do socialismo. Tal perspectiva parece distante, 125 anos após sua morte. A China, que se converteu na grande fábrica do mundo, é governada por um partido comunista. Mas, longe de ameaçarem o capitalismo, tanto os dirigentes quanto o proletariado chinês empenham-se em conquistar um lugar ao sol, na luta por poder e riqueza que a lógica do sistema estimula permanentemente.
Ao invés de disputar poder e riqueza com os capitalistas, não será possível desafiar sua lógica? O sociólogo Immanuel Wallerstein, uma espécie de profeta do declínio norte-americano, defendeu esta hipótese corajosamente no Fórum Social Mundial de 2003 - quando George Bush preparava-se para invadir o Iraque e muitos acreditavam na perenidade do poder imperial dos EUA. Em outro artigo, publicado recentemente no Le Monde Diplomatique Brasil, Wallerstein sugere que a crise tornará o futuro imediato turbulento e perigoso.
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terça-feira, setembro 23, 2008

Os Cornos de Wall Street a Caminho do Buraco

Pra engolir US$ 1.500.000.000.000,00
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Após o 11 de Setembro de 2001 foi a mesma coisa: já tinham um plano pronto pra ser aprovado às pressas pelo Congresso, sob a responsabilidade de que era a única salvação para a pátria americana e teriam apenas uma semana para faze-lo, e ao final, o que vimos foi um desfile de crimes de guerra, de violações dos direitos da pessoa, de mentiras que justificassem a invasão do Iraque e a execução de Saddan Hussein após um hilariante julgamento comandado ilegalmente pela Casa Branca, vôos clandestinos transportando desafetos que eram seqüestrados e levados para países onde carrascos treinados por eles mesmos os aguardavam, tortura de prisioneiros com direito a fotos coloridas em Guatánamo, ameaça a outras nações que não lhe são simpáticas porque não se encantam com Hollywood e Wall Street, além da mal sucedida reconstrução do Iraque que enriqueceu ainda mais os parceiros de Bush. E agora, às vésperas de uma eleição presidencial, tudo se repete. Quem não sabia que Wall Street iria pelos ares, e que essa bolha veio sendo soprada propositadamente até aqui? Mais uma vez apresenta-se um plano de emergência dando tantos poderes ao executivo que o Congresso até agora não obteve êxito em chegar a um consenso, embora a Casa Branca tente passar a versão de que conseguiu redigir e engendrar o mesmo em apenas dois dias. Acredite quem quiser! Na verdade, os republicanos não vão devolver o poder aos democratas sem concluírem as mudanças que, em “nome de Deus”, estão implantando juntamente com o “Talibã Americano”.

Segundo Trevor Evans – professor de economia da Universidade de Berlim – “é a crise mais séria que atingiu os EUA desde 1930 e que eles estão vivendo além dos seus limites desde os anos 80. Isso significa importar menos de outros países, e que é necessário fazer o consumidor americano entender que terá de consumir menos.” E pondera: “Estamos injetando incerteza na veia. O futuro raramente foi tão nebuloso.” Já Peter Moricy, da Universidade de Maryland, considera que o Banco de Investimentos Lehman, carrega apenas uma pequeníssima parte do lixo tóxico que tomou conta das carteiras de investimentos dos bancos americanos: “O que acontece hoje é uma sirene de alarme. Cedo ou tarde, haverá o efeito dominó.” E, para concluir, o professor da New York University, Nouriel Rouvini, antevê que os Estados Unidos se transformam na USSRA (Estados Unidos Socialistas da República da América), com os camaradas Bush, Paulson e Bernanke socializando, como cornos espertos, os prejuízos dos ricos.


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terça-feira, setembro 02, 2008

EUA X HIROSHIMA - O Assassino Vai ào Túmulo das Suas Vítimas.

Como a nação que representa: literalmente descarada...
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A presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos (equivalente ao presidente do Congresso Nacional, no Brasil), Nancy Pelosi, foi a Hiroshima hoje e depositou flores no memorial às vítimas exterminadas num piscar de olhos pela bomba atômica. Ela é a mais alta representante americana a visitar o local até hoje.

Não é possível que exista maior demonstração de hipocrisia que esta. Depositar flores em memoriais representa uma homenagem a vítimas ou reconhecimento por atos heróicos. É assim que os americanos recebem as altas autoridades de outras nações quando lhes visitam, e vão ao “Túmulo do Soldado Desconhecido” com a maior pompa, render homenagem aos assassinos de tantas vidas em todos os recantos deste planeta desde sempre e até os dias de hoje.

As centenas de milhares de vítimas para as quais o memorial de Hiroshima foi erguido viraram cinza até os ossos em apenas três segundos, sob o calor da fusão nuclear da primeira bomba atômica atirada sobre humanos. Hiroshima era uma cidade agrícola, sem nenhum interesse estratégico-militar. Foi escolhida por uma questão simplesmente geográfica e, ainda hoje, mais de 60 anos depois, ainda nascem bebês com má formação genética no Japão por conta desse presente americano.

Exultantes com o sucesso da “nova maravilha tecnológica” atiraram outra apenas seis dias depois sobre os civis de Nagasaki, e desta vez tiveram o cuidado de documentar o estrago que fizeram.

As imagens do horror atômico foram censuradas pelo governo americano enquanto que as do holocausto eram alardeadas e divulgadas para toda a mídia por ordem do presidente daquele país. Até hoje, nenhum presidente ou mesmo vice-presidente americano teve o descaramento de visitar o memorial de Hiroshima, mas, a partir de agora – num enredo hollywoodiano – as portas estão abertas para esse próximo passo macabro.

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sexta-feira, agosto 15, 2008

BUSH'a Vida! Eu Não Quero Que a Minha Dependa Desses Dois PUTIN's

Movendo os peões.



O mundo assistiu a uma mini-guerra no Cáucaso este mês. Incomodados com todos os flashes e holofotes direcionados para a China, Bush e Putin, no mesmo dia da abertura dos Jogos Olímpicos de 2008, trocaram escaramuças. A retórica, embora apaixonada, foi muito irrelevante. A geopolítica é uma série gigantesca de jogos de xadrez a dois, nos quais os jogadores buscam vantagens de posição. Nestes jogos, é crucial saber as regras que permitem os movimentos. Cavalos não podem mover-se em diagonal.

De 1945 a 1989, o principal jogo de xadrez era jogado entre os Estados Unidos e a União Soviética. Era conhecido como Guerra Fria, e as regras básicas eram chamadas “Yalta”. A mais importante delas dizia respeito à linha que dividia a Europa em duas zonas de influência. Foi chamada por Winston Churchill de “Cortina de Ferro” e ia de Stettin a Trieste. A regra era: não importava quanto conflito fosse provocado na Europa pelos peões, eles não deveriam provocar uma guerra real entre os Estados Unidos e a União Soviética. E ao fim de cada episódio de conflito, as peças deveriam retornar para os postos de onde haviam saído. Esta regra foi observada meticulosamente até o colapso do comunismo em 1989, episódio marcado notoriamente pela destruição do muro de Berlim.

É perfeitamente claro, como todo o mundo observou na época, que as regras de Yalta foram revogadas em 1989, e que o jogo entre os Estados Unidos e a Rússia (a partir de 1991) mudou radicalmente. O maior problema desde então é que os Estados Unidos não compreenderam bem as novas regras. Eles proclamaram a si próprios — e foram proclamados por outros — a superpotência solitária. Em termos de regras de xadrez isto foi interpretado como se os EUA estivessem livres para mover-se pelo tabuleiro da forma que bem entendessem. E, em particular, para trazer os antigos peões soviéticos para sua esfera de influência. Sob o governo Clinton, e de forma mais espetacular sob o de George Bush, os Estados Unidos foram levando o jogo dessa forma.

Havia um único problema: os Estados Unidos não eram a superpotência solitária; e sequer, uma super-potência. O fim da Guerra Fria fez com que deixassem de ser uma das duas superpotências, para se tornarem um Estado forte, em uma redistribuição verdadeiramente multilateral de poder real, no sistema inter-estatal. Muitos países grandes são agora capazes de jogar os seus próprios jogos de xadrez sem ter de pedir licença às duas super-potências de outrora. E eles começaram a fazer isso.

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Parafraseando texto do "Le Monde Diplomatique"

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quarta-feira, agosto 06, 2008

Olimpíadas 2008 - Tentando Desviar a Atenção

Cada um mostra ou esconde o que lhe convém.
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Depois de o presidente dos EUA, George W. Bush, receber na terça-feira um grupo de dissidentes chineses, e de o Congresso americano aprovar resolução cobrando respeito aos direitos humanos no país-sede da Olimpíada, o comitê organizador reagiu de imediato.

O encontro de Bush com os dissidentes foi particularmente um incômodo para a China devido à presença entre os convidados na Casa Branca de Rebiya Kadee, que esteve na prisão por seis anos antes de ser expulsa da China em 2005, de fato a mais conhecida representante da etnia muçulmana uigur da qual provêem os grupos terroristas que pretendem "sabotar" as Olimpíadas.

É assim que os Estados Unidos tratam os terroristas que incomodam os países que não lhe são simpáticos ou que lhes ameaçam pelo poderio econômico e militar.

Que autoridade moral tem o governo americano e o povo que representa para condenar a maneira como a China convive com os direitos humanos? Quantos países a China invadiu nos últimos 50 anos? De quantas guerras participou? Quantas bombas nucleares atirou em civis? E se fizermos estas mesmas perguntas trocando a China pelos Estados Unidos, quais serão as respostas?

Como é que o governo americano não se envergonha de receber terroristas expulsos do território chinês como se fossem representantes da liberdade e dos direitos humanos, enquanto em Guatánamo e em Abu Ghraib torturam, executam na calada da noite, mantêm incomunicáveis e sem direito a defesa milhares de seres humanos de várias nacionalidades, com o perverso e inconsistente argumento de que são possíveis terroristas?

Sun Weide, porta-voz do Comitê Olímpico Chinês, acusou os EUA de tentarem politizar o evento. "Somos contra qualquer tentativa de politizar os Jogos. Essas iniciativas expõem intenção maligna de sabotar a Olimpíada. É uma blasfêmia contra o espírito olímpico e vai contra a vontade de pessoas do mundo todo.

O sucesso dessas olimpíadas incomoda o governo e o povo americano que estão exatamente na contra-mão do sucesso chinês em várias frentes.
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segunda-feira, junho 02, 2008

Mas Quem?!... - "Eu Mesmo!: McCain!..."

A nova (mesma) cara de Tio San
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McCain é um ególatra. Ele joga de forma a conquistar os jornalistas da grande imprensa. Conhece seus nomes, trata todos sempre muito bem, convida todos para churrascos, é seu camarada. Essa maneira como ele puxa o saco da grande imprensa chega a ser nojenta. Ele estoura muito fácil, é impaciente e não é um homem que tenha grandes conhecimentos. Não entende de economia, por exemplo e tem visão estrábica sobre questões diplomáticas, isso tudo somado ao fato de o Partido Republicano estar em escombros. Como não sobrou ninguém que pudesse representar o Partido desde Reagan, McCain ascendeu, mas muitos republicanos consideram que ele não é um homem de princípios além de trair suas convicções com facilidade.

McCain, afirmou que "nunca se renderá" no Iraque e que as tropas norte-americanas no país "voltarão para casa com vitória e honra, e que começarão a deixar aquele país a partir de 2013".

“O mundo deveria lançar uma campanha de isolamento do Irã a fim de coibir as ambições nucleares desse país e reduzir a ameaça potencial representada por ele diante de Israel.” Afirmou na última segunda-feira John McCain. "Deveríamos privatizar as sanções contra o Irã lançando uma campanha mundial de isolamento", afirmou em um encontro do Comitê Israelo-Americano de Assuntos Públicos, comparando tais manobras aos esforços realizados para colocar fim ao apartheid (regime de segregação racial) na África do Sul.

"À medida que um número cada vez maior de pessoas, empresas, fundos de pensão e instituições financeiras do mundo todo passar a evitar as empresas que fazem negócios com o Irã, a elite radical que comanda esse país se tornará mais impopular do que já é hoje em dia", disse.

Disse ainda: "Se o Conselho de Segurança demorar para cumprir essa sua responsabilidade, os EUA precisarão liderar um grupo de países com uma postura semelhante em esforços para impor sanções multilaterais fora do âmbito da ONU."

O republicano afirmou que manterá o embargo norte-americano sobre a ilha de Cuba. Ao referir-se ao embargo, ele assinalou que, se for eleito, seu governo "proporcionará mais assistência moral e material aos ativistas que valentemente desafiam o regime cubano a cada dia. Meu Departamento de Justiça perseguirá vigorosamente os funcionários cubanos. Que ninguém se engane: O embargo deve continuar até que os elementos de base de uma sociedade democrática sejam estabelecidos", afirmou.

Alguém duvida que o seu pensamento é diferente da maioria dos americanos?

Veremos nas urnas, em novembro próximo.
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terça-feira, março 18, 2008

USA - A Caminho do Inevitável...

Ladeira a baixo, à dezenas de bilhões de dólares ao dia.
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domingo, março 09, 2008

Bush e o Conflito Sul Americano: Quebrando a Cara...


... Até Quando?...
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A história da política externa norte americana expõe, ao longo de décadas, toda a insensibilidade, avareza e beligerância desse povo.
Planejar golpes de estados em países que não lhe são simpáticos ou que não lhes rendem a homenagem que julgam merecer, apoiando grupos rebeldes mesmo sabendo que, muito provavelmente, num futuro próximo, se voltarão contra eles mesmos, é um enredo tão repetitivo quanto os produzidos na outrora glamuroza Hollywood. Mas, de que importa essa possível mudança de lado dos golpistas se o comércio de armas foi estabelecido, além de se haver instalado mais uma zona de conflito armado, com possível invasão daquele país que agora facilmente pode ser classificado como habitado por grupos terroristas, com a destruição parcial da sua infra-estrutura e futura reconstrução por empresas americanas, transformando o assassinato de civis em “falhas lamentáveis” e estrategicamente necessários para que uma “democracia plena”, bem aos moldes da de Washington seja estabelecida?

O acordo político-militar entre Estados Unidos e Colômbia sob o comando de Uribe, jogou o país sul-americano numa corrida armamentista e montou o maior aparato de guerra da região. “Com população de 44 milhões de habitantes, a Colômbia passou a ter um contingente militar de cerca de 208.600 efetivos, enquanto o Brasil, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados e mais de 190 milhões de habitantes tem um contingente de somente 287.870, a Venezuela, 82.600 e o Equador, 56.500. E relativamente ao PIB, os gastos militares da Colômbia somam mais que o dobro dos gastos do Brasil e somente se comparam aos do Chile, que é também um país militarizado”.
Esta aliança - o Plano Colômbia - nasceu ainda em 2000, quando a o país era governado por Andrés Pastrana. Originalmente, a iniciativa tinha como justificativa pública combater os narcotraficantes. Na prática, visava as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN). Uma mudança no aspecto formal da empreitada ocorreu após o 11 de setembro. George W. Bush renovou a parceria, rebatizada de Plano Patriota em sua segunda fase, e colocou-a no âmbito de seu enfrentamento “ao terrorismo”. Por meio desta parceria, os Estados Unidos repassam à Colômbia tecnologia militar, apoio logístico, treinamento de tropas e cerca de US$ 1,3 bilhões anuais para diversas finalidades, inclusive o financiamento da compra de equipamentos militares. E é a própria indústria bélica dos Estados Unidos o principal fornecedor do exército colombiano.

O governo brasileiro está convencido de que houve interferência americana na ação colombiana de invadir o território do Equador para atacar o grupo guerrilheiro que lá estava, sabe-se agora que, negociando com o governo francês, sob os auspícios de Chávez e Correa, a libertação de Bettancourt.

Essa possível ascensão de Chávez como negociador eficaz, não poderia ser permitida pelo governo Bush, o que fez com que redobrassem o empenho para que o principal negociador pelo lado das FARC fosse caçado e executado, estivesse em qual território estivesse, bem ao estilo norteamericano de pouco se lixar para a soberania de nações militarmente insignificantes.

O presidente da França reagiu mal à morte de Reyes, o negociador das FARC: "É um erro, um golpe muito duro para o processo de paz e para as negociações que visam a libertação dos reféns", teria dito Nicholas Sarkozy em reunião de ministros segundo jornal parisiense, "Reyes era interlocutor essencial para nós, vamos ter de recomeçar do zero". Diz o jornal que Sarkozy "não teria medido palavras para criticar" a operação.

A questão que se coloca agora para a América do Sul, é como lidar com o novo problema apresentado: a disposição dos Estados Unidos de agir, também aqui, diretamente na defesa de seus interesses estratégicos no mundo. A bola da vez parece ser o conjunto: Amazônia e campos de petróleo e gás de 'nuestra América". Nossos estrategistas militares, que nunca apreciaram muito os Estados Unidos, têm agora soberbas razões para ficarem totalmente inquietos com o soprar forte dos "ventos do norte".

Uribe tentou contra-atacar. Acusou Chávez de repassar US$ 300 milhões às Farc, informação negada pelo governo venezuelano. Bush veio em seu socorro e convocou apoio dos governos sul-americanos à ação de seu aliado. Em vão, o colombiano se isolou ainda mais. Presidentes do continente condenaram a ação, inclusive o brasileiro, pessoalmente. E Correa lançou uma ofensiva diplomática e iniciou um giro pela região (Peru, Brasil, Venezuela, Panamá, República Dominicana).

A posição dura contra a Colômbia, e a prioridade para a formação de um Conselho Sul-Americano de Defesa, fazem parte dessa resposta a uma possível ingerência dos Estados Unidos na região. Há um convencimento de que, sem o apoio americano, o governo Uribe não teria condições tecnológicas de rastrear a localização dos guerrilheiros, nem de realizar o ataque. Fato é que criou-se um conflito sem precedentes:
“O que está por trás dessa discussão é a hegemonia no Norte da América do Sul e da relação com os EUA”.

Uma possível vitória dos Democratas nas próximas eleições de novembro com certeza retardaria qualquer plano de pronta invasão da nossa América do Sul, mas não a extinguiria, pois, tais ações beligerantes e de expansão dos seus domínios, é uma questão cultural americana.
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O Talibã Americano e Outras Mazelas Religiosas

Bárbaros americanos travestidos de soldados da liberdade.
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O “talibã americano”, uma denominação que a cada dia ganha mais força na mídia americana mais independente, é formado pelos cristãos norte americanos do”arrebatamento”, cuja poderosa influência sobre a política do governo Bush para o Oriente Médio é orientada por sua crença bíblica no fato de que Israel tem um direito garantido por Deus a todas as terras da Palestina.
Alguns cristãos do “arrebatamento” vão mais além e chegam a torcer por uma guerra nuclear, porque a interpretam como o “armageddon”, que, de acordo com sua bizarra mas perturbadoramente comum interpretação do livro do Apocalipse, apressará a volta de Cristo. Richar Dawkins em seu livro “Deus, um Delírio”, diz não conseguir fazer um comentário sobre o talibã americano, melhor do que o de San Harris em seu “Carta a uma Nação Cristã”:
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“Não é, portanto, exagero dizer que, se a cidade de Nova York de repente fosse substituída por uma bola de fogo, uma porcentagem significativa da população americana veria um lado bom no cogumelo de fumaça que se formaria em seguida, já que ele lhes sugeriria que a melhor coisa que pode acontecer está prestes a acontecer: o retorno de Cristo. Devia ser de uma obviedade ofuscante que esse tipo de crença não nos ajuda muito a criar um futuro duradouro para nós mesmos – em termos sociais, econômicos, ambientais ou geopolíticos. Imagine as conseqüências da possibilidade de qualquer componente significativo do governo dos Estados Unidos realmente acreditar que o mundo está prestes a acabar e que esse fim será ‘glorioso’. O fato de quase metade da população americana aparentemente acreditar nisso, com base puramente no dogma religioso, deveria ser considerado uma emergência intelectual”.
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Essas pessoas representam o lado negro do absolutismo religioso, e frequentemente são chamadas de extremistas, mas, a tese de Dawkins, neste ponto, é de que “até mesmo a religião amena e moderna ajuda a proporcionar o clima de fé no qual o extremismo floresce naturalmente”.
Em julho de 2005, Londres foi vítima de um ataque suicida a bomba, coordenado e executado por quatro jovens cidadãos britânicos, educados, que gostavam de críquete, o tipo de jovens cuja companhia qualquer inglês teria apreciado.
Só a fé religiosa é forte o bastante para motivar uma loucura tão completa em pessoas sãs e decentes. Mas uma vez – segundo Dawkins – San Harris defendeu a questão com uma aspereza perspicaz, pegando o exemplo do líder da Al – Qaeda, Osama bin Laden – que por sinal não teve nada a ver com os ataques de Londres.
Por que alguém quereria destruir o World Trade Centes e todo mundo dentro dele? Chamar Bin Ladem de “mau” é fugir da responsabilidade de dar uma resposta adequada a pergunta tão pertinente.
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“A resposta para essa pertunta é óbvia – no mínimo por ela ter sido pacientemente articulada ad nauseam pelo próprio Bin Laden. A resposta é que homens como Bin Laden realmente acreditam no que dizem acreditar. Eles acreditam na veracidade literal do Corão. Por que dezenove homens cultos, de classe média, trocaram sua vida neste mundo pelo privilégio de matar milhares da nossa espécie? Porque acreditavam que iriam direto para o paraíso por fazê-lo. É raro encontrar o comportamento de seres humanos tão completa e satisfatoriamente explicado. Por que temos tanta relutância em aceitar essa explicação?”.
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A respeitada jornalista Muriel Gray, num texto no Herald (de Glasgow) de 24 de julho de 2005, defendeu uma tese parecida, nesse caso referindo-se aos ataques de Londres:
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“Todo mundo está sendo acusado, desde a óbvia dupla de vilões George W. Bush e Tony Blair até a inação das ‘comunidades’ muçulmanas. Mas nunca foi tão claro que só há um lugar em que pôr a culpa, e ele sempre existiu. A causa de toda essa tragédia, do massacre, da violência, do terror e da ignorância, é, obviamente, a religião por si só, e, se parece ridículo ter de dizer uma realidade tão óbvia, o fato é que o governo e a imprensa estão se saindo muito bem em fingir que não é assim que as coisas são”.
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Nossos políticos ocidentais evitam mencionar a palavra que começa com R (religião), e em vez disso caracterizam sua batalha como uma guerra contra o “terror”, como se o terror fosse uma espécie de espírito ou força, com vontades e razões. Ou caracterizam os terroristas como pessoas motivadas pela pura “maldade”. Mas elas não são motivadas pelo mal. Por mais equivocadas que as consideremos, elas são motivadas, como os assassinos cristãos de médicos que fazem abortos, pelo que elas entendem ser a execução correta e fiel daquilo que sua religião lhes diz. Não são psicóticos; são idealistas religiosos que, ao seu próprio ver, são racionais. Percebem seus atos como bons, não por causa de uma idiossincrasia pessoal distorcida, e não porque tenham sido possuídos por Satã, mas porque foram ensinados, desde o berço, a ter uma fé total e indiscutível.
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terça-feira, janeiro 22, 2008