terça-feira, junho 09, 2009

EUA - Com o Rabo Entre as Pernas, Assiste Cuba Dizer Não ao Convite da OEA.




 
Em ato de peculiar significado histórico, a OEA acaba de dar  sepultura formal à vergonhosa resolução que, em 1962, excluiu Cuba do Sistema Interamericano.
Aquela decisão foi infame e ilegal, contrária aos próprios propósitos e princípios declarados na Carta da OEA. Foi, ao mesmo tempo, coerente com a trajetória dessa Organização; com o motivo pela qual foi criada, promovida e defendida pelos Estados Unidos. Foi conseqüente com seu papel como instrumento da hegemonia estadunidense no hemisfério, e com a capacidade de Washington de impor sua vontade sobre a América Latina, no momento histórico em que triunfa a Revolução Cubana.
Hoje, a região da América Latina e Caribe vive outra realidade. A decisão adotada na 39ª Assembléia Geral da OEA é fruto da vontade de governos mais comprometidos com seus povos, com os problemas reais da região e com um sentido de independência que desafortunadamente não prevalecia em 1962.
Cuba reconhece o mérito dos governos que se empenharam em apagar formalmente aquela resolução que, nessa reunião, foi denominada de “um cadáver insepulto”.
A decisão de deixar sem efeito a resolução VI da Oitava Reunião de Consulta de Ministros de Relações Exteriores da OEA, constitui um desacato inquestionável à política seguida pelos Estados Unidos contra Cuba desde 1959. Persegue o propósito de reparar uma injustiça histórica, e atende a uma reivindicação do povo de Cuba e dos povos da América Latina.
Apesar do consenso alcançado no último minuto, esta decisão se adota contra a vontade de Washington e frente às intensas gestões e pressões exercidas sobre os governos da região. Impõe-se, assim, uma derrota ao imperialismo, utilizando seu próprio instrumento.
Cuba acolhe com satisfação esta expressão de soberania e cidadania, ao mesmo tempo em que agradece aos governos que, no espírito de solidariedade, independência e justiça, defenderam o direito de Cuba para voltar à Organização. Também compreende o desejo de libertar a OEA de um estima que perdurou como símbolo do servilismo da instituição.
Cuba, contudo, ratifica uma vez mais, que não regressará à OEA. Desde o triunfo da Revolução, a Organização dos Estados Americanos tem desempenhado um ativo papel a favor da política de hostilidade de Washington contra Cuba. Oficializou o bloqueio econômico, coordenou o embargo de armas e produtos energéticos e estipulou a obrigatoriedade de que os países membros rompessem relações diplomáticas com nosso Estado revolucionário. Durante anos pretendeu, inclusive e apesar da exclusão estabelecida, manter Cuba sob sua competência e submete-la a sua jurisdição e a de seus órgãos especializados.
Trata-se de uma Organização com um papel e uma trajetória que Cuba repudia. O povo cubano soube resistir às agressões e ao bloqueio, superar o isolamento diplomático, político e econômico, e enfrentar, por si só, sem amolecer, a agressividade persistente do império mais torpe e poderoso que já conheceu este planeta.
Nosso país hoje desfruta de relações diplomáticas com todos os países do hemisfério, exceto os Estados Unidos. Com a maioria deles desenvolve amplos vínculos de amizade e cooperação. Cuba, além disso, conquistou sua plena independência, e marcha irredutível até uma sociedade mais justa eqüitativa e solidária.
Tem feito isso com supremo heroísmo e sacrifício e com a solidariedade dos povos da América. Compartilha valores que são contrários aos do capitalismo neoliberal e egoísta que promove a OEA, e se sente com o direito e a autoridade para dizer não à idéia de incorporar-se a um organismo sobre o qual, só Estados Unidos exercem um controle opressivo. Os povos e os governos da região saberão compreender esta justa posição.
Hoje se pode entender com maior claridade que, em 1962, é a OEA que resulta incompatível com os desejos mais estimulantes dos povos da América Latina e do Caribe; que é incapaz de representar seus valores, seus interesses e suas verdadeiras ânsias de democracia; que não soube dar solução aos problemas de desigualdade e disparidade de riquezas, à corrupção, à ingerência estrangeira e à ação depredadora do grande capital transnacional.
Foi ela que calou ante os crimes mais horrendos a que comunga com os interesses do imperialismo, a que conspira e subverte contra regimes genuínos e legitimamente constituídos, com demonstrado respaldo popular.
Os discursos e pronunciamentos de San Pedro Sula foram extremamente eloqüentes. As críticas fundamentadas ao anacronismo da organização, a seu divórcio com a realidade continental e a sua trajetória infame não puderam deixar de ser atendidas.
As reclamações para que se ponha fim, de uma vez por todas, ao criminoso bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba, refletem o crescente sentimento de todo o hemisfério. É com o espírito de independência, ali representado por muitos dos que falaram, que Cuba se sente identificada.
Os anseios de integração e concentração da América Latina e do Caribe são cada vez mais manifestados. Cuba participa ativamente e propõe continuar fazendo isso, nos mecanismos regionais representativos daquela que José Martí chamou de Nossa América, do Rio Bravo à Patagônia, incluindo o Caribe insular.
Fortalecer, expandir e harmonizar esses organismos a agrupações é o caminho escolhido por Cuba, não a peregrina ilusão de regressar a uma organização que não admite reforma e que já foi condenada pela história.
A resposta do povo de Cuba à ignominiosa Oitava Reunião de Consulta de Chanceleres da OEA foi a Segunda Declaração de Havana, aprovada em Assembléia Popular no dia 04 de fevereiro de 1962, por mais de um milhão de cubanos na Praça da Revolução.
A declaração afirmava textualmente:
“... Com a dimensão que teve a epopéia de independência da América Latina, com o heroísmo que teve aquela luta, a geração de latino-americanos de hoje é tocada por uma epopéia maior e mais decisiva para a humanidade.
Porque aquela luta foi para livrar-se do poder colonial espanhol, de uma Espanha decadente, invadida pelo exército de Napoleão. Hoje, se coloca a luta de libertação frente à metrópole imperial mais poderosa do mundo, frente à força mais importante do sistema imperialista mundial e, para prestar á humanidade um serviço ainda maior do que prestaram nossos antepassados.”
“... Porque esta grande humanidade disse: ‘Basta.’ e pôs-se a andar. E sua marcha de gigantes já não será detida até conquistar a verdadeira independência, pela qual já morreram   mais de uma vez inutilmente.”
Seremos leais a estas idéias, que permitiram ao nosso povo manter Cuba livre, soberana e independente. 
Havana, 08 de junho de 2009
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sábado, março 07, 2009

Mi Lay - Mais Uma Chacina dos Estados Unidos da América


Chacina há 41 anos.
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Na ensolarada manhã de 16 de março de 1968, a aldeia vietnamita Mi Lay acordou invadida por soldados norte-americanos e viu as centenas de civis inocentes serem sumaria e covardemente executados sob o fogo das metralhadores e de lança-chamas, não sobrando vivo um único morador, dentre os mais de 500 que habitavam a aldeia. Só havia bebês, crianças, mulheres e velhos. O motivo atribuído foi o de que a área era utilizada como refúgio para guerrilheiros norte - vietnamitas. As informações mentirosas apresentadas depois à mídia pelo exército americano foram de que, diariamente, os habitantes de Mi Lay e das aldeias próximas à região saíam para o mercado e que, nesse instante, a área ficaria ocupada por tropas da guerrilha.

A chacina aconteceu sob o comando do tenente William Calley, o responsável pela Companhia Charley, da 11º Brigada de Infantaria. A amplitude do episódio só não foi marior devido ao corajoso ato de um piloto que sobrevoava o local de helicóptero no momento exato da chacina. Muitas vidas foram salvas graças a Hugh Thompson Jr.

Ao observar do alto o que acontecia, Thompson ameaçou atirar com a metralhadora da aeronave nos soldados americanos e esses recuaram. O caso só veio à público cerca de um ano e meio depois, quando alguns soldados americanos resolveram denunciar o massacre cometido. Todavia, o conhecimento em escala mundial da notícia associa-se à um único nome: Seymour Hersh.

Com determinação e competência, o jornalista Seymour Hersh denunciou ao mundo as atrocidades cometidas em Mi Lay. Na época, com 31 anos, Saymor encontrou inúmeras dificuldades para divulgar a matéria referente à carnificina. A grande imprensa americana recusava-se publicá-la, evitando caos e incômodo. O assunto só passou a ser veiculado em 1969, depois que a agência de notícias Dispatch News Service aceitou repassá-la e jornais de pequeno porte começaram a distribuí-la. Semanas depois, revistas de grande circulação como Newsweek e Time passaram à abordar o assunto. Com a revelação sobre Mi Lay, a pressão para a retirada dos Estados Unidos da guerra alastrou-se.

Quarenta e um anos depois, os EUA estão atolados em uma outra “guerra” que em seis anos já custou mais de US$ 3,5 trilhões e causou a morte de mais de um milhão e duzentos mil iraquianos. Os seis anos de invasão ao Iraque conseguem ser ainda mais assombrosos do que os dez anos de Vietnã. Hoje a tecnologia empregada nas armas tem um poder de destruição em massa nunca visto antes em toda a história da humanidade. Um poder de abate tão fulminante que até mesmo os soldados norte-americanos a sentem contra si, como, por exemplo, as munições fabricadas com urânio. Há um índice altíssimo de veteranos com sérios problemas de saúde e câncer por terem manipulado este tipo de munição.

Olhar para os EUA, hoje, é como olhá-lo ontem, pois, mudanças mesmo nunca aconteceram, mesmo com a tecnologia, o crescimento econômico e o avanço no IDH inclusos nesta avaliação. Em seguida vêm as falências de imensos conglomerados, crise econômica incontrolável, descarada destruição do meio-ambiente e derrocada financeira arrastando milhões de desempregados para o meio da rua, puxando meio mundo para o buraco também. Numa rápida análise percebemos que o outrora “país da liberdade” sempre esteve envolvido nos conflitos mais trágicos e cruéis da história da humanidade: Vietnã, 2ª Guerra Mundial, Guerra da Secessão, dupla invasão do Iraque, apoio a todas as barbáries israelenses, bombas atômicas sobre civis japoneses de Iroshima e Nagazaki evaporando centenas de milhares deles… Impossível numerá-los. E, em todas essas chacinas, tentam confundir a opinião pública interna e do resto do mundo, fazendo-se passar por agredidos e, até mesmo, tomando a iniciativa ao denunciar a suposta agressão sofrida, com provas documentais falsas.

Quando veremos os representantes desses usurpadores serem condenados e executados?...


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sábado, janeiro 31, 2009

A Osama, O Buraco...

Ruim com ele, pior sem ele.
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É bom que seja Barack Obama quem esteja no comando da outrora primeira potência econômica do planeta, e ainda primeira em poder de fogo. Falo de fogo que mata, torra, evapora, como em Hiroshima e Nagazaki, e não de fogo verbal, também muito utilizado pelo coveiro Bush.

Obama tem origem africana, pois é filho de um economista queniano e de uma antropóloga estadunidense. Após uma infância emocionalmente instável, com a separação dos pais aos dois anos e um novo casamento da mãe em seguida com um indonésio, morou e estudou em Jakarta até os 10 anos, indo depois morar com os avós maternos no Havaí, e de lá, soube, aos vinte anos, da morte do pai em acidente automobilístico.

Com diplomas das universidades de Columbia e de Havard , atuou como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis antes de iniciar sua carreira política, que não é constituída apenas de vitórias.

Certamente que a herança genética paterna tem influência preponderante sobre a confiança que chega a inspirar na maioria dos povos, negros ou não. Porém, seu discurso reformista, ao primeiro tropeço, o levará para o beco sem saída formado pelos ultra conservadores e os que costumam resolver todos os problemas com uma arma em punho.

Em queda livre e sem freios que a segurem, a economia americana está muito mais esfarrapada do que demonstram os números oficiais, e deixam transparecer os líderes de outros países, amedrontados com a profundidade do poço que nos aguarda


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terça-feira, janeiro 20, 2009

Barack Obama - O Primeiro Dia da Caça

Blindagem à odiosa herança das vítimas americanas.
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.Segundo o Jornal Nacional de ontem, "hoje o planeta será sacudido pela cerimônia de posse do novo presidente americano Barack Obama". Apesar da puxação de saco, seria muito bom se os Estados Unidos causassem perplexidade ao mundo apenas com eventos como esse de hoje, mas, o que costumamos presenciar, são gemidos e ranger de dentes de indignação com as ações criminosas da maior máquina de guerra já existente no planeta, seja em invasões de paises que não lhe são simpáticos e assassinatos dos seus líderes baseados em mentiras vergonhosas, seja com o "simples" apoio tático e ideológico como o que presenteia os carniceiros israelenses que invadem a Palestina e assassinam preferencialmente mulheres e crianças.
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segunda-feira, janeiro 19, 2009

Bush - Os Últimos Instantes do Busca-pé Que Deu Chabu




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Uma vergonha
para a espécie
e um rombo irrecuperável

para os States.

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domingo, janeiro 18, 2009

Bush - Seu Penúltimo Dia

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Quanto de sol é preciso
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Para clarear tuas idéias
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Se no meio do temporal
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Ainda insistes em usar
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Os teus óculos escuros
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Do Poeta Heldemarcio Ferreira
No seu livro "Visões", noutro contexto.
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