quarta-feira, agosto 06, 2008

Olimpíadas 2008 - Tentando Desviar a Atenção

Cada um mostra ou esconde o que lhe convém.
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Depois de o presidente dos EUA, George W. Bush, receber na terça-feira um grupo de dissidentes chineses, e de o Congresso americano aprovar resolução cobrando respeito aos direitos humanos no país-sede da Olimpíada, o comitê organizador reagiu de imediato.

O encontro de Bush com os dissidentes foi particularmente um incômodo para a China devido à presença entre os convidados na Casa Branca de Rebiya Kadee, que esteve na prisão por seis anos antes de ser expulsa da China em 2005, de fato a mais conhecida representante da etnia muçulmana uigur da qual provêem os grupos terroristas que pretendem "sabotar" as Olimpíadas.

É assim que os Estados Unidos tratam os terroristas que incomodam os países que não lhe são simpáticos ou que lhes ameaçam pelo poderio econômico e militar.

Que autoridade moral tem o governo americano e o povo que representa para condenar a maneira como a China convive com os direitos humanos? Quantos países a China invadiu nos últimos 50 anos? De quantas guerras participou? Quantas bombas nucleares atirou em civis? E se fizermos estas mesmas perguntas trocando a China pelos Estados Unidos, quais serão as respostas?

Como é que o governo americano não se envergonha de receber terroristas expulsos do território chinês como se fossem representantes da liberdade e dos direitos humanos, enquanto em Guatánamo e em Abu Ghraib torturam, executam na calada da noite, mantêm incomunicáveis e sem direito a defesa milhares de seres humanos de várias nacionalidades, com o perverso e inconsistente argumento de que são possíveis terroristas?

Sun Weide, porta-voz do Comitê Olímpico Chinês, acusou os EUA de tentarem politizar o evento. "Somos contra qualquer tentativa de politizar os Jogos. Essas iniciativas expõem intenção maligna de sabotar a Olimpíada. É uma blasfêmia contra o espírito olímpico e vai contra a vontade de pessoas do mundo todo.

O sucesso dessas olimpíadas incomoda o governo e o povo americano que estão exatamente na contra-mão do sucesso chinês em várias frentes.
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sexta-feira, junho 27, 2008

Suprema Corte Norte Americana Libera Geral...

Como sempre, farão bom uso...
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segunda-feira, junho 02, 2008

Mas Quem?!... - "Eu Mesmo!: McCain!..."

A nova (mesma) cara de Tio San
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McCain é um ególatra. Ele joga de forma a conquistar os jornalistas da grande imprensa. Conhece seus nomes, trata todos sempre muito bem, convida todos para churrascos, é seu camarada. Essa maneira como ele puxa o saco da grande imprensa chega a ser nojenta. Ele estoura muito fácil, é impaciente e não é um homem que tenha grandes conhecimentos. Não entende de economia, por exemplo e tem visão estrábica sobre questões diplomáticas, isso tudo somado ao fato de o Partido Republicano estar em escombros. Como não sobrou ninguém que pudesse representar o Partido desde Reagan, McCain ascendeu, mas muitos republicanos consideram que ele não é um homem de princípios além de trair suas convicções com facilidade.

McCain, afirmou que "nunca se renderá" no Iraque e que as tropas norte-americanas no país "voltarão para casa com vitória e honra, e que começarão a deixar aquele país a partir de 2013".

“O mundo deveria lançar uma campanha de isolamento do Irã a fim de coibir as ambições nucleares desse país e reduzir a ameaça potencial representada por ele diante de Israel.” Afirmou na última segunda-feira John McCain. "Deveríamos privatizar as sanções contra o Irã lançando uma campanha mundial de isolamento", afirmou em um encontro do Comitê Israelo-Americano de Assuntos Públicos, comparando tais manobras aos esforços realizados para colocar fim ao apartheid (regime de segregação racial) na África do Sul.

"À medida que um número cada vez maior de pessoas, empresas, fundos de pensão e instituições financeiras do mundo todo passar a evitar as empresas que fazem negócios com o Irã, a elite radical que comanda esse país se tornará mais impopular do que já é hoje em dia", disse.

Disse ainda: "Se o Conselho de Segurança demorar para cumprir essa sua responsabilidade, os EUA precisarão liderar um grupo de países com uma postura semelhante em esforços para impor sanções multilaterais fora do âmbito da ONU."

O republicano afirmou que manterá o embargo norte-americano sobre a ilha de Cuba. Ao referir-se ao embargo, ele assinalou que, se for eleito, seu governo "proporcionará mais assistência moral e material aos ativistas que valentemente desafiam o regime cubano a cada dia. Meu Departamento de Justiça perseguirá vigorosamente os funcionários cubanos. Que ninguém se engane: O embargo deve continuar até que os elementos de base de uma sociedade democrática sejam estabelecidos", afirmou.

Alguém duvida que o seu pensamento é diferente da maioria dos americanos?

Veremos nas urnas, em novembro próximo.
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terça-feira, março 18, 2008

USA - A Caminho do Inevitável...

Ladeira a baixo, à dezenas de bilhões de dólares ao dia.
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domingo, março 09, 2008

Bush e o Conflito Sul Americano: Quebrando a Cara...


... Até Quando?...
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A história da política externa norte americana expõe, ao longo de décadas, toda a insensibilidade, avareza e beligerância desse povo.
Planejar golpes de estados em países que não lhe são simpáticos ou que não lhes rendem a homenagem que julgam merecer, apoiando grupos rebeldes mesmo sabendo que, muito provavelmente, num futuro próximo, se voltarão contra eles mesmos, é um enredo tão repetitivo quanto os produzidos na outrora glamuroza Hollywood. Mas, de que importa essa possível mudança de lado dos golpistas se o comércio de armas foi estabelecido, além de se haver instalado mais uma zona de conflito armado, com possível invasão daquele país que agora facilmente pode ser classificado como habitado por grupos terroristas, com a destruição parcial da sua infra-estrutura e futura reconstrução por empresas americanas, transformando o assassinato de civis em “falhas lamentáveis” e estrategicamente necessários para que uma “democracia plena”, bem aos moldes da de Washington seja estabelecida?

O acordo político-militar entre Estados Unidos e Colômbia sob o comando de Uribe, jogou o país sul-americano numa corrida armamentista e montou o maior aparato de guerra da região. “Com população de 44 milhões de habitantes, a Colômbia passou a ter um contingente militar de cerca de 208.600 efetivos, enquanto o Brasil, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados e mais de 190 milhões de habitantes tem um contingente de somente 287.870, a Venezuela, 82.600 e o Equador, 56.500. E relativamente ao PIB, os gastos militares da Colômbia somam mais que o dobro dos gastos do Brasil e somente se comparam aos do Chile, que é também um país militarizado”.
Esta aliança - o Plano Colômbia - nasceu ainda em 2000, quando a o país era governado por Andrés Pastrana. Originalmente, a iniciativa tinha como justificativa pública combater os narcotraficantes. Na prática, visava as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN). Uma mudança no aspecto formal da empreitada ocorreu após o 11 de setembro. George W. Bush renovou a parceria, rebatizada de Plano Patriota em sua segunda fase, e colocou-a no âmbito de seu enfrentamento “ao terrorismo”. Por meio desta parceria, os Estados Unidos repassam à Colômbia tecnologia militar, apoio logístico, treinamento de tropas e cerca de US$ 1,3 bilhões anuais para diversas finalidades, inclusive o financiamento da compra de equipamentos militares. E é a própria indústria bélica dos Estados Unidos o principal fornecedor do exército colombiano.

O governo brasileiro está convencido de que houve interferência americana na ação colombiana de invadir o território do Equador para atacar o grupo guerrilheiro que lá estava, sabe-se agora que, negociando com o governo francês, sob os auspícios de Chávez e Correa, a libertação de Bettancourt.

Essa possível ascensão de Chávez como negociador eficaz, não poderia ser permitida pelo governo Bush, o que fez com que redobrassem o empenho para que o principal negociador pelo lado das FARC fosse caçado e executado, estivesse em qual território estivesse, bem ao estilo norteamericano de pouco se lixar para a soberania de nações militarmente insignificantes.

O presidente da França reagiu mal à morte de Reyes, o negociador das FARC: "É um erro, um golpe muito duro para o processo de paz e para as negociações que visam a libertação dos reféns", teria dito Nicholas Sarkozy em reunião de ministros segundo jornal parisiense, "Reyes era interlocutor essencial para nós, vamos ter de recomeçar do zero". Diz o jornal que Sarkozy "não teria medido palavras para criticar" a operação.

A questão que se coloca agora para a América do Sul, é como lidar com o novo problema apresentado: a disposição dos Estados Unidos de agir, também aqui, diretamente na defesa de seus interesses estratégicos no mundo. A bola da vez parece ser o conjunto: Amazônia e campos de petróleo e gás de 'nuestra América". Nossos estrategistas militares, que nunca apreciaram muito os Estados Unidos, têm agora soberbas razões para ficarem totalmente inquietos com o soprar forte dos "ventos do norte".

Uribe tentou contra-atacar. Acusou Chávez de repassar US$ 300 milhões às Farc, informação negada pelo governo venezuelano. Bush veio em seu socorro e convocou apoio dos governos sul-americanos à ação de seu aliado. Em vão, o colombiano se isolou ainda mais. Presidentes do continente condenaram a ação, inclusive o brasileiro, pessoalmente. E Correa lançou uma ofensiva diplomática e iniciou um giro pela região (Peru, Brasil, Venezuela, Panamá, República Dominicana).

A posição dura contra a Colômbia, e a prioridade para a formação de um Conselho Sul-Americano de Defesa, fazem parte dessa resposta a uma possível ingerência dos Estados Unidos na região. Há um convencimento de que, sem o apoio americano, o governo Uribe não teria condições tecnológicas de rastrear a localização dos guerrilheiros, nem de realizar o ataque. Fato é que criou-se um conflito sem precedentes:
“O que está por trás dessa discussão é a hegemonia no Norte da América do Sul e da relação com os EUA”.

Uma possível vitória dos Democratas nas próximas eleições de novembro com certeza retardaria qualquer plano de pronta invasão da nossa América do Sul, mas não a extinguiria, pois, tais ações beligerantes e de expansão dos seus domínios, é uma questão cultural americana.
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quinta-feira, fevereiro 14, 2008

O Talibã Americano e Outras Mazelas Religiosas

Bárbaros americanos travestidos de soldados da liberdade.
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O “talibã americano”, uma denominação que a cada dia ganha mais força na mídia americana mais independente, é formado pelos cristãos norte americanos do”arrebatamento”, cuja poderosa influência sobre a política do governo Bush para o Oriente Médio é orientada por sua crença bíblica no fato de que Israel tem um direito garantido por Deus a todas as terras da Palestina.
Alguns cristãos do “arrebatamento” vão mais além e chegam a torcer por uma guerra nuclear, porque a interpretam como o “armageddon”, que, de acordo com sua bizarra mas perturbadoramente comum interpretação do livro do Apocalipse, apressará a volta de Cristo. Richar Dawkins em seu livro “Deus, um Delírio”, diz não conseguir fazer um comentário sobre o talibã americano, melhor do que o de San Harris em seu “Carta a uma Nação Cristã”:
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“Não é, portanto, exagero dizer que, se a cidade de Nova York de repente fosse substituída por uma bola de fogo, uma porcentagem significativa da população americana veria um lado bom no cogumelo de fumaça que se formaria em seguida, já que ele lhes sugeriria que a melhor coisa que pode acontecer está prestes a acontecer: o retorno de Cristo. Devia ser de uma obviedade ofuscante que esse tipo de crença não nos ajuda muito a criar um futuro duradouro para nós mesmos – em termos sociais, econômicos, ambientais ou geopolíticos. Imagine as conseqüências da possibilidade de qualquer componente significativo do governo dos Estados Unidos realmente acreditar que o mundo está prestes a acabar e que esse fim será ‘glorioso’. O fato de quase metade da população americana aparentemente acreditar nisso, com base puramente no dogma religioso, deveria ser considerado uma emergência intelectual”.
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Essas pessoas representam o lado negro do absolutismo religioso, e frequentemente são chamadas de extremistas, mas, a tese de Dawkins, neste ponto, é de que “até mesmo a religião amena e moderna ajuda a proporcionar o clima de fé no qual o extremismo floresce naturalmente”.
Em julho de 2005, Londres foi vítima de um ataque suicida a bomba, coordenado e executado por quatro jovens cidadãos britânicos, educados, que gostavam de críquete, o tipo de jovens cuja companhia qualquer inglês teria apreciado.
Só a fé religiosa é forte o bastante para motivar uma loucura tão completa em pessoas sãs e decentes. Mas uma vez – segundo Dawkins – San Harris defendeu a questão com uma aspereza perspicaz, pegando o exemplo do líder da Al – Qaeda, Osama bin Laden – que por sinal não teve nada a ver com os ataques de Londres.
Por que alguém quereria destruir o World Trade Centes e todo mundo dentro dele? Chamar Bin Ladem de “mau” é fugir da responsabilidade de dar uma resposta adequada a pergunta tão pertinente.
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“A resposta para essa pertunta é óbvia – no mínimo por ela ter sido pacientemente articulada ad nauseam pelo próprio Bin Laden. A resposta é que homens como Bin Laden realmente acreditam no que dizem acreditar. Eles acreditam na veracidade literal do Corão. Por que dezenove homens cultos, de classe média, trocaram sua vida neste mundo pelo privilégio de matar milhares da nossa espécie? Porque acreditavam que iriam direto para o paraíso por fazê-lo. É raro encontrar o comportamento de seres humanos tão completa e satisfatoriamente explicado. Por que temos tanta relutância em aceitar essa explicação?”.
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A respeitada jornalista Muriel Gray, num texto no Herald (de Glasgow) de 24 de julho de 2005, defendeu uma tese parecida, nesse caso referindo-se aos ataques de Londres:
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“Todo mundo está sendo acusado, desde a óbvia dupla de vilões George W. Bush e Tony Blair até a inação das ‘comunidades’ muçulmanas. Mas nunca foi tão claro que só há um lugar em que pôr a culpa, e ele sempre existiu. A causa de toda essa tragédia, do massacre, da violência, do terror e da ignorância, é, obviamente, a religião por si só, e, se parece ridículo ter de dizer uma realidade tão óbvia, o fato é que o governo e a imprensa estão se saindo muito bem em fingir que não é assim que as coisas são”.
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Nossos políticos ocidentais evitam mencionar a palavra que começa com R (religião), e em vez disso caracterizam sua batalha como uma guerra contra o “terror”, como se o terror fosse uma espécie de espírito ou força, com vontades e razões. Ou caracterizam os terroristas como pessoas motivadas pela pura “maldade”. Mas elas não são motivadas pelo mal. Por mais equivocadas que as consideremos, elas são motivadas, como os assassinos cristãos de médicos que fazem abortos, pelo que elas entendem ser a execução correta e fiel daquilo que sua religião lhes diz. Não são psicóticos; são idealistas religiosos que, ao seu próprio ver, são racionais. Percebem seus atos como bons, não por causa de uma idiossincrasia pessoal distorcida, e não porque tenham sido possuídos por Satã, mas porque foram ensinados, desde o berço, a ter uma fé total e indiscutível.
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terça-feira, janeiro 22, 2008

EUA: Ladeira Abaixo, a Bilhões de Dólares por Dia.

São os vivos que devem ser educados, respeitados e amados...
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quarta-feira, novembro 28, 2007

Os Estados Unidos e a Cúpula de Anápolis

A pro-próstata hipoplástica de Bush.
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Após um acordo que não leva a lugar nenhum e pose para fotos com direito a aperto de mãos entre os líderes opositores com o presidente americano ao fundo, o que nós vimos foi apenas uma festa de despedida para George Bush e uma tentativa fracassada de retratá-lo como o grande líder que nunca conseguiu ser.
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terça-feira, setembro 11, 2007

11 de Setembro - De Hiroshima ao World Trade Center - Agosto ou Setembro, Tanto Faz... A Diferença Está no Tamanho da Desgraça de Cada Um

Sobreviventes do maior crime de guerra de todos os tempos.
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150 mil civis inocentes são condenados à morte por Harry Truman. Primeira e única nação do mundo a jogar bombas atômicas sobre civis, crime do qual jamais seus culpados foram sequer acusados, muito pelo contrário, os EUA foram saudados como heróis em todo o mundo simplesmente por terem vencido a guerra e movido uma propaganda capaz de fazer o mundo inteiro se esquecer do horror nuclear, e da forma brutal como morreram aquelas mulheres e crianças (em sua maioria, pois os homens estavam no campo). Os sobreviventes não tiveram para onde retornar e não se sabia como tratar o veneno atômico.
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Americanos voltando pra casa após o atentado de 11 de setembro de 2001.
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O maior ataque terrorista praticado contra os EUA deixou pouco mais de três mil mortos e foi protagonizado por religiosos fanáticos que usaram como armas aviões americanos, jogados contra um dos símbolos econômicos daquele país, as torres gêmeas. Por esse "crime horroroso" duas nações já foram invadidas e tiveram suas tradições destruidas, sua gente humilhada e sua economia destroçada, enquanto outras três são acusadas de formarem o "eixo do mau" e aguardam a vez de serem invadidas.
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quinta-feira, agosto 09, 2007

Sobreviventes da Barbárie Americana

Habitante de Nagasaki, dias após a segunda
Bomba Atômica americana sobre civis japoneses.
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Nagasaki: 09 de Agosto de 1945, 62 anos atrás:
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Relato de Katsuji Yoshida, que tinha 13 anos e ainda vive em Nagasaki.
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“Ouvi uma explosão e fui jogado 40 metros dentro do arrozal. A pele de meus braços descascou e ficou pendurada como uma camisa rasgada. Nós pressionávamos folhas sobre a carne para tentar protegê-la. Perdi minha orelha direita com a explosão. Duas de minhas costelas quebraram-se e nunca se emendaram, mesmo 60 anos depois. “Um grupo de mulheres veio dos campos, urrando, para uma das áreas onde casas de madeira queimavam. Muitos estavam mortos, outros feridos. Pernas e braços cortados. Estômagos abertos e intestinos pendurados. Cabeças abertas, cérebros expostos, olhos vazados. Nunca vi coisa mais brutal. “Alguns mergulhavam suas cabeças no rio e nunca emergiam – morriam assim. As pessoas nas montanhas foram atingidas pela chuva negra e por anos sofreram de diarréia. Isso é a bomba atômica: quando você acredita que o pior já passou, ela volta para te assombrar”
Após esse crime monstruoso, os americanos desencadearam uma campanha milionária para tornar os crimes nazistas piores que os seus, e acusarem os japoneses de burros e insensíveis diante da proposta de rendição incondicional apresentada dias antes.
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Crianças de Trang Bang,
queimdas pelo Napalm americano.


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Vietnã, 37 anos atrás:
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Phan Thi Kim Phuc, a garotinha que corre em desalento por uma estrada próxima de Trang Bang, no (então) Vietnã do Norte, sentiu na pele o que é ser um desses sobreviventes. Os americanos descobriram, depois de matarem milhares de compatriotas e vietnamitas, que havia sido um equívoco enviar suas tropas e protagonizar barbáries tão longe de casa, no Sudeste Asiático. Foi com bombas incendiárias de gás napalm - arma química devastadora - que eles destruíram o templo budista em que Phan e a família se escondiam dos bombardeios americanos. Mutilaram, entre milhares de outras crianças, a menina inocente de apenas nove anos, salva por Nick Ut, o fotógrafo que a transformou em símbolo dos órfãos da mãe de todas as mazelas: a disposição humana para guerrear. Phan comoveu o mundo – hoje, aos 46 anos, é enfermeira formada em Cuba e vive no Canadá.



Criança do Bairro Xiita de Sadr City, hoje,
após amputada e medicada no Sadr City Hospital.
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Iraque, 08 de Agosto de 2007, 37 horas atrás:
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Bombardeios americanos despejaram ontem toneladas de bombas sobre o bairro de Sadr City, em Bagdá, deixando dezenas de mortos, todos civis, na maioria crianças, mulheres e anciões, segundo informações do Sadr City Hospital.
Hoje, um dia e meio após, o bairro todo saiu em peregrinação pelas ruas da cidade, após enterrarem os 30 xiitas mortos pelo bombardeio.

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segunda-feira, agosto 06, 2007

Presente de Americano

Japão - Hiroshima há 62 anos.
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Bomba atômica sobre a cidade habitada por civis, transformando em pó dezenas de milhares, e tornando a vida dos poucos sobreviventes num horror sem par.
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Iraque - Faluja - há 62 dias.
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Bombardeio sobre Faluja matando dezenas de civis, sob a desculpa de que "insurgentes" - leia-se iraquianos defendendo seu país do invasor - escondem-se entre civis para não serem encontrados. Então, já que agem assim, que morram todos.
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Tudo como dantes,
no Quartel de Abrantes.
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sábado, julho 07, 2007

Os Estados Unidos e o PAN do Rio.

O Gerente do Bando.
A r r o g a n t e ! ! !
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Para Kevin Neuendorf, gerente de imprensa do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, ao escrever em um dos quadros da sala de operações de imprensa dos EUA, no Complexo do Riocentro, a frase “Welcome to the Congo” (Bem-vindo ao Congo), ao chegar como integrante da Comitiva americana que participará do Pan do Rio, dá uma prova inconteste do espírito de superioridade, desdém e arrogância com que esse povo trata as populações de países cujo povo não elegeu como prioridade de vida o juntar e exibir recursos financeiros.
Fico me perguntando até onde vai a culpa desse coitado, que não tem outro parâmetro para “distinguir” povos e nações senão com a aferição da fartura e do esbanjamento como vivem além do poderio das suas forças armadas.
Ele nasceu naquela sociedade exibicionista, arrogante, que não sente sequer vergonha de conseguir feitos grandiosos em quase todas as áreas tecnológicas, pelo prazer de mostrar uma suposta superioridade aos demais povos e a partir daí subjuga-los, explora-los, humilha-los. Quando é uma pessoa que age dessa maneira, consequentemente é excluída do seu ciclo de amigos, é ignorada, mantida à margem. Mas, quando se trata de uma nação, os menos sensíveis e de caráter fraco, rendem-se, caem de joelhos e aplaudem.
A decisão do comitê olímpico americano em mandar de volta seu patético patrício além de soltar à imprensa uma nota “Estamos honrados em sermos recebidos no Brasil e antecipamos uma edição espetacular dos jogos Pan-americanos”, nada mais é do que uma satisfação à mídia mundial, e não um sentimento de que algo indevido foi escrito naquele quadro.
A cada dia que passa, a cada atitude conjunta ou individual desse povo, mais forte vai se intensificando o asco que grande parte do planeta já sente por aquela gente vazia de nobres princípios.
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domingo, julho 01, 2007

Uma Dedada na Liberdade

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Cerca de 130 pessoas, entre elas 45 civis afegãos, incluindo mulheres, idosos e crianças, morreram e tiveram suas casas destruídas em um bombardeio aéreo do Exército americano no Sul do Afeganistão, informaram neste sábado fontes oficiais. A ofensiva aconteceu na noite de sexta-feira - 29.06.07 - no distrito de Gereshk (província de Helmand), depois que tropas afegãs e americanas caíram em uma emboscada de um grupo de supostos rebeldes talibãs.
Quando as tropas responderam aos tiros, os talibãs fugiram para o povoado de Haiderabad, que foi em seguida bombardeado indiscriminadamente pela força aérea da “coalizão” de uma distância de 37 quilômetros, o que causou a morte de até 130 pessoas.
As baixas civis nas operações militares dos invasores americanos no Afeganistão geraram uma forte polêmica no país, que levou o presidente Hamid Karzai a pronunciar um duro discurso.
"Não se combate os terroristas disparando de uma distância de 37 quilômetros contra um alvo. Isso, definitivamente, causará vítimas civis", afirmou, ao se referir a outro incidente ocorrido dois dias antes no mesmo distrito de Gereshk.
Segundo as estimativas de ONGs, as forças internacionais e, principalmente, as tropas americanas, são responsáveis pela morte acidental de pelo menos 300 civis desde o começo do ano.
Assim têm agido os Estados Unidos em todas as suas frentes de combates. Seus aviões disparam indiscriminadamente contra o que quiserem e justificam as mortes de civis alegando que o inimigo os coloca nos prováveis locais de ataque, na tentativa de impedi-los.
Quantas dezenas de milhares de civis, principalmente mulheres, crianças e idosos, vêm sendo assassinados dessa maneira diariamente, e um simples comunicado de que foi inevitável e sentem muito, basta para silenciar a “livre” mídia internacional?
Esses usurpadores um dia pagarão por todos esses crimes bárbaros, ou a humanidade marchará inexoravelmente para um triste fim.
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domingo, junho 10, 2007

MICHAEL MORRE Reage Diante de Preesão dos EUA.

Michael Moore em cartaz do seu novo documentário Sicko.
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O cineasta Michael Moore afirmou, nesta última sexta-feira, que está "disposto a lutar" contra a ofensiva do governo dos Estados Unidos que o acusa de violar o bloqueio imposto por Washington contra Cuba. O estadunidense acusou a gestão de George W. Bush de abusar de seus poderes no comando do Estado para favorecer sua plataforma política.
Em março, Moore viajou à ilha caribenha para filmar o atendimento médico prestado pelo sistema de saúde cubano a 10 trabalhadores estadunidenses que participaram dos serviços de resgate no atentado de 11 de setembro, em Nova Yorque. As imagens fazem parte do novo documentário do cineasta, "Sicko", que denuncia a indústria da saúde nos Estados Unidos e o mau serviço prestado à população na maior potência capitalista do planeta.
Em 2 de maio, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos enviou uma carta a Michael Moore, autor de "Tiros em Columbine" e "Fahrenheit 9/11," informando que o governo estadunidense não havia lhe concedido permissão para "ignorar" o bloqueio contra Cuba. O documento foi assinado por Dale Thompson, chefe do Escritório de Controle de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro. Na carta, pede-se que Moore entregue uma série de dados sobre a viagem que fez a Cuba em fevereiro de 2007 e lhe lembra que as violações são passíveis de penalização "civil e/ou criminal". Desde 1962, os Estados Unidos impõem um bloqueio político, econômico e comercial contra Cuba. Os prejuízos financeiros da medida são calculados em mais de US$ 82 bilhões. O bloqueio já foi condenado em 15 ocasiões pela Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), a última vez em 2006. As restrições, ampliadas no governo Bush, proíbem estadunidenses de viajar à ilha sem autorização oficial. "Os esforços do governo Bush em dirigir uma investigação politicamente motivada contra Michael Moore e "Sicko" não nos deterá na hora de assegurarmos que o povo estadunidense veja o filme", disse um porta-voz da equipe do documentarista. A estréia nos cinemas estadunidenses está prevista para ocorrer em 29 de junho próximo. Em uma resposta do cineasta, publicada por Meghan O`Hara, produtora de seu mais recente documentário "Sicko", Moore afirma que "o presidente Bush e seu governo deveriam gastar seu tempo tentando ajudar a esses heróis para que recebam a assistência sanitária que necessitam, ao invés de abusar de seu poder legal em prol de sua agenda política". O cineasta se refere aos dez trabalhadores que participaram dos trabalhos de resgate após os ataques de 11 de setembro de 2001, mas não tiveram assistência médica adequada nos Estados Unidos. Por isso, viajaram a Cuba. "O novo filme de Michael Moore arrancará a máscara da indústria sanitária estadunidense", prometeu O`Hara em seu comunicado. Moore tem 20 dias para entregar os materiais solicitados pela investigação.
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(Fonte: Adital/World Data Service) Site de Michael Moore
Colaboração do Economista Filipe Reis.
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quinta-feira, maio 31, 2007

O Terrorista Indultário.








sexta-feira, maio 18, 2007

Separação Amigável


“Posso ter-me enganado. Vocês me julgarão por isso. Mas não tenham dúvidas de que sempre fiz o que acreditei melhor para os interesses do país”

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Com estas palavras Blair despediu-se dos britânicos e ontem esteve na “casa branca”, combinando com seu ex companheiro Bush o que dirão daqui pra frente pra tentar continuar justificando a ineficaz invasão do Afeganistão, e o brutal derramamento de sangue no Iraque, mas, principalmente, acertando o que não dirão daqui pra frente, para que não venha a público tudo o que sempre esteve por trás dessa relação espúria e incestuosa.
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quarta-feira, abril 18, 2007

Virginia Tech... Prontos Para a Colheita.

O injusto e sanguinário ceifeiro.
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A sociedade americana semeou e continua semeando a morte em todo o mundo. Faz do sangue humano a matéria prima de suas principais fontes de renda. Não se trata aqui de um simples exercício de retórica rançosa contra esse povo historicamente arrogante, exibicionista, beligerante e usurpador.
É lamentável presenciarmos massacres como o de ontem na Virginia Tech deixando trinta e dois mortos. Trinta e nove outras pessoas já morreram no interior de escolas americanas, totalizando agora setenta e uma mortes, e é de se esperar que todas elas juntas sejam, lamentavelmente, apenas uma pequena amostra do que está por vir.
Há décadas que a indústria cinematográfica americana investe mais de 70% dos seus fartos recursos em roteiros onde o sangue de asiáticos e árabes – predominantemente – jorra abundantemente, para deleite dos espectadores de outros países que, por acharem que tudo que vem de lá é encantador, lotam as salas de cinema como já fizeram os próprios americanos ao assistirem esses mesmos filmes.
A indústria de jogos eletrônicos aprimora dia a dia a capacidade de criar jogos de combate, onde inimigos são despedaçados com uma realidade cada vez mais brutal e assustadora.
A cultura de que cada casa deve ter no mínimo uma arma em seu interior, continua sendo estimulada, para que a indústria bélica não se desaqueça.
Os governos, tanto esse de George W. Bush, como todos os outros que o antecederam, promovem assassinatos de líderes internacionais que não lhe são simpáticos; apóiam ditaduras sanguinárias; bloqueiam economicamente, por simples capricho durante décadas, países pobres que um dia ousaram pensar livremente; acusam nações de possuírem armas de destruição em massa e invadem esses países para depois dizerem: “Não havia nada lá!”, achando que o mundo esqueceu de suas armas de extermínio como as bombas atômicas sobre civis japoneses – setecentos mil mortos; o gás mostarda usado aos milhares de toneladas sobre o Vietnã e, sabe-se lá, quantas dessas epidemias que vemos surgirem em países africanos e asiáticos não são plantadas por laboratórios americanos visando apenas o lucro com a venda dos antídotos, como a vacina contra a gripe aviária em humanos, cuja descoberta foi anunciada ontem, irônicamente no mesmo dia dessa chacina.
O desdém e desprezo com que tratam habitantes de países de terceiro mundo que, acreditando que tudo isso trás felicidade, vão estudar legalmente em suas universidades ou lavar cadáveres americanos após entrarem ilegalmente via México, serve de combustível para um crescente sentimento de ódio que extrapola suas próprias fronteiras e ganha o mundo, principalmente o mundo mulçumano.
De todos os atentados em suas universidades e escolas, esse foi o primeiro que não foi praticado por um americano, se é que se pode dizer que Cho Seung-Hui, com esse nome e aqueles olhos rasgados, residindo com sua família naquele país desde os cinco anos de idade, não o é.
O americano proprietário da loja que vendeu ao estudante sul-coreano a pistola nove milímetros e cinqüenta cartuchos, disse em entrevista após o massacre: “Foi uma venda comum”, e passou a andar armado também, pois já começou a receber ameaças de morte.
A onda de ataques contra escolas dos EUA, em Setembro do ano passado – 2006 - já chamava a atenção por inserir um novo fator neste tipo de crime: agora adultos atacavam crianças.Em apenas seis dias - entre 27 de setembro e o dia 2 de outubro daquele ano - seis crianças morreram em três ataques contra escolas de diferentes Estados - Colorado, Wisconsin e Pensilvânia. Em dois deles, os agressores eram adultos.
Autoridades americanas alertaram: “Assim, professores e outros estudantes que percebam o comportamento estranho de um jovem podem avisar a equipe antes que se chegue a um crime. As informações repassadas serão mantidas em sigilo e poderão ser anônimas, para não expor o jovem.” Como viver em paz num clima desses?...

Especialistas americanos afirmam: "Os ataques não são causados por um único fator. Crianças com problemas, com dificuldades de relacionamento na escola e em contato freqüente com videogames ou filmes violentos geram explosão de violência.”
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E o brilho vermelho
das balas dos canhões,
E as bombas explodindo no ar,
Deram prova através da noite
Que nossa bandeira
ainda estava lá.
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Diz o Hino Nacional Americano.
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Na verdade, estão apenas colhendo o que sempre plantaram.
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terça-feira, abril 17, 2007

Enxergando o Futuro...

Bush. Pelo jeito, satisfeito com o futuro americano, mesmo sem estar entendendo nada!
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Mal ouve, mal fala,
mal vê...
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segunda-feira, abril 16, 2007

Famílias Inteiras Assassinadas Impunemente


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Mais uma família - incluindo mãe e criança - foi assassinada ontem por tropas americanas no Iraque, não merecendo sequer uma explicação por parte do comando desses invasores. Certamente vão deixar passar alguns dias para depois darem uma declaração de que tudo foi um triste engano, como o de hoje, quando quatro soldados iraquianos foram fuzilados em plena rua pelos invasores americanos, merecendo um simples pedido de desculpa do comando americano, de que tudo não passou de um grande erro.
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segunda-feira, abril 09, 2007

Bagdá... Quatro Anos aos Pés do Invasor.

Protestos hoje em Bagdá.
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Até hoje, o número de iraquianos mortos após a invasão pelos EUA aproxima-se de 100.000 contra pouco mais de 3.270 americanos, 140 britânicos, 124 soldados da coalizão internacional de outras nacionalidades.
Ontem (08.04.007), testemunhas relataram que a polícia, orientada pelos comandantes americanos no Iraque, tentou impedir os xiitas de chegarem até Najaf para atender ao apelo do clérigo Moqtada al Sadr, mas hoje a cidade amanheceu tomada pelos manifestantes. Iraquianos queimaram bandeiras americanas e pintaram os slogans "que a América caia" e "Bush é um cão" no chão.




"Insurgente" vítima do "Libertador".

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sábado, abril 07, 2007

Fingindo-se de Cego...

... Como a Mídia Ocidental.
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Documentos oficiais encontrados no Iraque após a intervenção americana de 2003 confirmam que o regime iraquiano nunca colaborou diretamente com a rede terrorista Al Qaeda, de acordo com um relatório divulgado ontem pelo Pentágono.
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O documento contradiz um dos principais argumentos usados pelo governo Bush para justificar a intervenção no Iraque, segundo o qual o regime de Saddam Hussein tinha ligações estreitas com a organização terrorista de Osama bin Laden.
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Em setembro de 2002, o subsecretário de defesa americano afirmou que a relação entre o regime iraquiano e a Al Qaeda era antiga, num informe enviado ao diretor de gabinete do vice-presidente Dick Cheney. Na época, segundo o relatório, os serviços secretos americanos concluíram pela "ausência de sinais conclusivos" sobre as eventuais ligações e que "uma cooperação direta não havia sido estabelecida".
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Antes da invasão militar americana, a tese do governo Bush que estabelecia ligações entre o regime iraquiano e a Al Qaeda era pouco levada em consideração pelo povo americano, que exigia retaliação com ou sem provas, e a qualquer preço.
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Mas, desde 2003, os membros dos serviços de informação acusam a Casa Branca de ter ignorado as informações coletadas por seus serviços e de ter apenas escolhido os dados que justificavam um atentado militar no Iraque.
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O vice-presidente Dick Cheney reafirmou a tese das ligações entre o regime de Saddam Hussein e a Al Qaeda. Numa entrevista a um programa de rádio, ele disse que a rede terrorista atuava no Iraque antes mesmo de os Estados Unidos chegarem ao país. "Eles estavam presentes antes da nossa invasão do Iraque", afirmou.
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Tem sido sempre assim... Primeiro atiram, e depois tentam explicar ao mundo porque atiraram. E quando não conseguem uma explicação que se sustente ao longo dos anos, fica tudo por isso mesmo.
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Destruíram uma nação, sua história, seus costumes... Dilapidaram suas riquezas, jogaram irmãos contra irmãos numa carnificina brutal, zombaram dos seus costumes milenares, instituíram um falso governo democrático e um tribunal de execuções subordinado às vontades do vingativo Bush Jr.
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Não quero acreditar que um povo bárbaro como esses e seus governos usurpadores possam permanecer incólumes diante da sede de justiça dos justos.
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Não tenho pressa... Saberei esperar até vê-los pendurados numa corda.
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terça-feira, março 20, 2007

Quatro Anos de Invasão



Onde está o pé dessa criança?

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Setenta mil civis iraquianos assassinados em nome de mais uma horripilante mentira americana. Onde estão as armas de destruição em massa? A quem o Iraque era uma ameaça? Quem convidou os americanos a invadirem esse país? Ninguém... Enganaram o conselho de segurança da ONU com montagens de fotos de satélites e nem assim conseguiram seu apoio. Invadiram assim mesmo, apesar das manifestações contrárias em todo o mundo. Quando pagarão por mais esse crime contra a humanidade, contra as tradições de um povo, seus costumes, suas riquezas?...

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quinta-feira, março 08, 2007

América Latina: de 08 a 13 de Março de 2007.

Auterações na ilustração: Rodolfo Vasconcellos.
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"Go....hooooooooooooome, C.h.a.a.a.v.e.e.s.s.s.! ! !...."

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Irã, 2100: "Bordel Texas"

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Reencarnação: Um dos elos perdidos do Cristianismo.
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Palácio em Bagdá, 2003.

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Foi assim!...
Fazendo jus a este blog.

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sexta-feira, março 02, 2007

Pendores Sádicos

Alterações na Ilustração: Rodolfo Vasconcellos.
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Por que acreditamos que há dignidade nessa relação ?...
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Tanto o horror quanto a liberdade, .quando... são mostrados pelos americanos, mostram sempre uma outra face: a face dos aliados, a face “do bem”.
No dia 8 de agosto de 1945, um piloto americano pintou na fuselagem de seu avião o nome de sua mãe: Enola Gay. Depois, despejou em Hiroshima a bomba atômica que derreteu em trinta segundos cerca de cem mil pessoas. No dia seguinte, outro avião despejou outra bomba em Nagasaki e transformou em pó mais cem mil. É incalculável o número dos que morreram depois, ao longo dos anos, por efeito da radiação nuclear que passou a ter seus efeitos estudados "in loco" pelos americanos, sendo os japoneses simples cobaias vivas.
Hiroshima e Nagasaki demonstraram a eficiência tecnológica anglo-saxônica.
Enquanto os nazistas seriam “loucos”, matando em nome de um ideal psicótico, a bomba americana foi lançada em nome da “Razão”, em nome da "Paz", em nome da "Liberdade", em nome dos Aliados.
Assim como os nazistas elaboraram uma lógica burocrática para a “solução final”, os americanos criaram uma lógica científica para seu monstruoso crime, ainda pendente de punição.
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sábado, fevereiro 24, 2007

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Iraque: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007... Tudo Em Nome De Um Mentira Deslavada.

Quando tudo isso será reparado?



Esse foi apenas um dos milhares e milhares de ataques das forças americanas - disfarçadas de "força de coalizão" - contra o povo iraquiano. Os anciãos, as mulheres e as crianças trucidadas por bombas de última geração ou ataques relâmpagos contra supostos "insurgentes" e "rebeldes" - leia-se iraquianos defendendo sua pátria, do usurpador - chegam à cifra das centenas de milhares, e cujas vidas não têm a quem ser reclamadas - pelo menos até hoje - porque a grande mídia e os governos ocidentais estão assustados com a possibilidade de serem taxados de inimigos ou acolhedores de terroristas, e transformarem-se no próximo alvo.
Cada ataque a redutos de civis desarmados, é explicado como ato de loucura dos rebeldes, que protegem suas posições com trincheiras vivas, e fica tudo por isso mesmo.
Que povo é esse que, acobertado por uma mentira desavergonhada, é capaz de invadir uma nação, subjugar seu povo, implantar um falso governo democrático, instalar um tribunal de execuções nos moldes dos existentes em épocas sombrias da barbárie humana - como a do holocauto na segunda grande guerra, estratégicamente utilizado por eles para desviar a atenção sobre o terror das bombas atômicas contra civis japoneses - condenar e executar nessa encenação de tribunal de forma atroz seus ex-líderes, zombar de tradições milenares, humilhar prisioneiros de guerra e expô-los ao ridículo, e ter o cinismo
de justificar que tudo é em nome da liberdade de todos os homens?
Que povo é esse?!
Quem julgará esse povo e seus líderes, e quando isso acontecerá?
Em que tribunal serão julgados e em que praça serão executados?
A humanidade não poderá seguir adiante sem reparar essa miserável insanidade, esse assalto sanguinário e arrogante à dignidade e à vidas das pessoas... Esse atentado abjeto ao amor universal, à vida na terra!...
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quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Usurpadores Contumazes.

Chefe Seatlle


Os Índios Duwamish habitavam na zona norte do atual estado de Washington, cuja capital Seattle tem o nome do Chefe Índio que proferiu o discurso, conhecido como a Carta do Chefe Índio, que é considerada como um dos mais belos manifestos ecológicos. Após a cedência das terras os índios Duwamish migraram para a reserva Port Madison onde está sepultado o Chefe Seattle.

"O Grande Chefe de Washington comunicou-nos o seu desejo de comprar as nossas terras. O Grande Chefe assegurou-nos também da sua amizade e de quanto nos preza. Isso é muito generoso da sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade.
Porém, vamos considerar a sua oferta, pois sabemos que se o não fizermos, o homem branco virá com armas e tomará as nossas terras.
Mas, como pode comprar ou vender o céu e o calor da terra? Tal idéia é estranha para nós. Se não somos os proprietários da pureza do ar ou do resplendor da água, como podes comprá-los a nós?
Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada clareira e cada zumbido de inseto são sagrados nas tradições e na memória do meu povo. A seiva que corre nas árvores transporta consigo as recordações do homem de pele vermelha. O homem branco esquece a sua terra natal, quando, depois de morto vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem a beleza desta terra, pois ela é a mãe do homem de pele vermelha. Somos parte destas terras como elas fazem parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs; o veado, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, as seivas das pradarias, o calor que emana do corpo de um pónei e o próprio homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que nos reservará um lugar em que possamos viver confortavelmente e que será para nós como um pai e que nós seremos seus filhos. Vamos considerar a sua oferta de comprar a nossa terra, embora isso não seja fácil, pois esta terra é sagrada para nós.
A água cintilante dos rios e dos regatos não é apenas água, é o sangue dos nossos antepassados. Se vendermos a nossa terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e deverás ensiná-lo aos teus filhos e fazer-lhes saber que cada reflexo na água límpida dos lagos fala do passado e das recordações do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, matam-nos a sede, transportam-nos nas canoas e alimentam os nossos filhos. Se vendermos a nossa terra, terás de te lembrar e ensinar aos teus filhos que os rios são nossos e vossos irmãos, e terás de dispensar-lhes a bondade que darias a um irmão.
Nós sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um pedaço de terra vale o mesmo que outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mais sua inimiga, e depois de a conquistar prossegue o seu caminho. Deixa para trás as sepulturas dos seus antepassados e isso não o importa. Apodera-se das terras dos seus filhos e isso não o inquieta. Ele considera a terra, sua mãe, e o céu, seu irmão, como objetos que podem ser comprados, saqueados ou vendidos como ovelhas ou miçangas cintilantes. Na sua voracidade arruinará a terra e deixará atrás de si apenas um deserto.
Não sei. Nossos caminhos diferem dos vossos. As vossas cidades ferem os olhos do homem de pele vermelha. Não há lugares calmos nas cidades do homem branco. Não há sítios onde se possa ouvir as folhas a desabrochar na primavera ou o zunir das asas dos insectos. O barulho que tudo domina ofende os ouvidos do homem de pele vermelha. Para que serve a vida se um homem não pode escutar o grito solitário do noitibó ou a lengalenga noturna das rãs à volta de um pântano ? Sou um homem de pele vermelha e não compreendo, talvez porque os homens de pele vermelha são selvagens e ignorantes. O índio prefere o suave sussurro do vento roçando a superfície de uma lagoa e o perfume do ar lavado pela chuva do meio-dia ou carregado do aroma dos pinheiros.
O ar é precioso para o homem de pele vermelha, porque todas as criaturas partilham a mesma aragem: os animais, as árvores, o homem todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece indiferente ao ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se vendermos as nossas terras, deverás recordar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte o seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu o primeiro sopro de vida ao nosso antepassado recebe também o nosso último suspiro. Se vendermos as nossas terras, deverás conservá-la como um lugar reservado e sagrado, onde o próprio homem branco possa saborear o vento perfumado pelas flores da pradaria.
Assim pois, vamos considerar a oferta para comprar a nossa terra. Se decidirmos aceitar, será com uma condição: O homem branco deverá tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo outros costumes. Eu vi milhares de búfalos a apodrecer na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia de um combóio em movimento. Eu sou um selvagem que não compreende que o cavalo de ferro fumegante possa ser mais importante do que o búfalo que nós, os índios, matamos apenas para o sustento de nossa vida.
O que seria do homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais não tarda a acontecer ao homem. Todas as coisas estão relacionadas entre si.
Deverão ensinar aos vossos filhos que o chão debaixo dos seus pés é feito das cinzas dos nossos antepassados. Ensinem aos vossos filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão é sobre eles próprios que cospem.
Uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si.
Tudo o que acontece à terra acontece aos filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a teia da vida, ele não passa de um fio da teia. Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará.
Mas nós vamos considerar a vossa oferta e ir para a reserva que destinais ao meu povo. Viveremos à parte e em paz. Que nos importa o lugar onde de tudo talvez sejamos irmãos, veremos. Mas, nós sabemos uma coisa, que opassaremmos o resto dos nossos dias ? Já não serão muitos. Ainda algumas horas, alguns invernos e não restará qualquer dos filhos das grandes tribos que viveram outrora nestas terras, ou que vagueiam ainda nas florestas. Nenhum estará cá para chorar as sepulturas de um povo tão poderoso e tão cheio de esperança como o vosso. Mas porque chorar o fim do meu povo ? As tribos são constituídas por homens e nada mais. E os homens vão e vêm como as vagas do mar.
Nem o próprio homem branco pode escapar ao destino comum. Apesar disso, o homem branco talvez venha a descobrir um dia que o nosso Deus é o mesmo Deus. Ele é o Deus dos homens e a sua misericórdia é a mesma para o homem de pele vermelha e para o homem branco. A terra é preciosa aos olhos de Deus e quem ofende a terra cobre o seu criador de desprezo. O homem branco perecerá também e, quem sabe, antes de outras tribos. Continuem a macular o vosso leito e irão sufocar nos vossos desperdícios.
Mas na vossa perdição brilhareis em chamas ofuscantes acendidas pelo poder do Grande Espírito que vos conduziu e que, por desígnios só por ele conhecidos, vos deu poder sobre estas terras e sobre o homem de pele vermelha. Este destino é para nós um mistério. Não o compreendemos quando os búfalos são massacrados, os cavalos selvagens subjugados, os recantos secretos das florestas ficam impregnados do odor de muitos homens e as colinas desfiguradas pelos fios falantes. Onde está a floresta virgem ? Desapareceu. Onde está a águia ? Morreu. Qual o significado de abandonar os póneis e a caça ? É parar de viver e começar a vegetar.
É nestas condições que vamos considerar a oferta da compra das nossas terras. E se aceitarmos será apenas para ficarmos seguros de recebermos a reserva que nos prometeram. Talvez aí possamos acabar os nossos dias e quando o último homem de pele vermelha tiver desaparecido desta terra, e a sua recordação não for mais do que a sombra de uma núvem deslizando na pradaria, estes lugares e estas florestas abrigarão ainda os espíritos do meu povo. Assim se vendermos as nossas terras amai-as como as temos amado e cuidai delas como nós cuidámos. E com toda a vossa força e o vosso poder conservem-na para os teus filhos e amem-na como Grande Espírito nos ama a todos.
Sabemos uma coisa: o nosso Deus é o mesmo Deus. Ele ama esta terra. O próprio homem branco não pode fugir ao mesmo destino. Talvez sejamos irmãos, veremos.
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