domingo, julho 01, 2007

Uma Dedada na Liberdade

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Cerca de 130 pessoas, entre elas 45 civis afegãos, incluindo mulheres, idosos e crianças, morreram e tiveram suas casas destruídas em um bombardeio aéreo do Exército americano no Sul do Afeganistão, informaram neste sábado fontes oficiais. A ofensiva aconteceu na noite de sexta-feira - 29.06.07 - no distrito de Gereshk (província de Helmand), depois que tropas afegãs e americanas caíram em uma emboscada de um grupo de supostos rebeldes talibãs.
Quando as tropas responderam aos tiros, os talibãs fugiram para o povoado de Haiderabad, que foi em seguida bombardeado indiscriminadamente pela força aérea da “coalizão” de uma distância de 37 quilômetros, o que causou a morte de até 130 pessoas.
As baixas civis nas operações militares dos invasores americanos no Afeganistão geraram uma forte polêmica no país, que levou o presidente Hamid Karzai a pronunciar um duro discurso.
"Não se combate os terroristas disparando de uma distância de 37 quilômetros contra um alvo. Isso, definitivamente, causará vítimas civis", afirmou, ao se referir a outro incidente ocorrido dois dias antes no mesmo distrito de Gereshk.
Segundo as estimativas de ONGs, as forças internacionais e, principalmente, as tropas americanas, são responsáveis pela morte acidental de pelo menos 300 civis desde o começo do ano.
Assim têm agido os Estados Unidos em todas as suas frentes de combates. Seus aviões disparam indiscriminadamente contra o que quiserem e justificam as mortes de civis alegando que o inimigo os coloca nos prováveis locais de ataque, na tentativa de impedi-los.
Quantas dezenas de milhares de civis, principalmente mulheres, crianças e idosos, vêm sendo assassinados dessa maneira diariamente, e um simples comunicado de que foi inevitável e sentem muito, basta para silenciar a “livre” mídia internacional?
Esses usurpadores um dia pagarão por todos esses crimes bárbaros, ou a humanidade marchará inexoravelmente para um triste fim.
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domingo, junho 10, 2007

MICHAEL MORRE Reage Diante de Preesão dos EUA.

Michael Moore em cartaz do seu novo documentário Sicko.
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O cineasta Michael Moore afirmou, nesta última sexta-feira, que está "disposto a lutar" contra a ofensiva do governo dos Estados Unidos que o acusa de violar o bloqueio imposto por Washington contra Cuba. O estadunidense acusou a gestão de George W. Bush de abusar de seus poderes no comando do Estado para favorecer sua plataforma política.
Em março, Moore viajou à ilha caribenha para filmar o atendimento médico prestado pelo sistema de saúde cubano a 10 trabalhadores estadunidenses que participaram dos serviços de resgate no atentado de 11 de setembro, em Nova Yorque. As imagens fazem parte do novo documentário do cineasta, "Sicko", que denuncia a indústria da saúde nos Estados Unidos e o mau serviço prestado à população na maior potência capitalista do planeta.
Em 2 de maio, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos enviou uma carta a Michael Moore, autor de "Tiros em Columbine" e "Fahrenheit 9/11," informando que o governo estadunidense não havia lhe concedido permissão para "ignorar" o bloqueio contra Cuba. O documento foi assinado por Dale Thompson, chefe do Escritório de Controle de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro. Na carta, pede-se que Moore entregue uma série de dados sobre a viagem que fez a Cuba em fevereiro de 2007 e lhe lembra que as violações são passíveis de penalização "civil e/ou criminal". Desde 1962, os Estados Unidos impõem um bloqueio político, econômico e comercial contra Cuba. Os prejuízos financeiros da medida são calculados em mais de US$ 82 bilhões. O bloqueio já foi condenado em 15 ocasiões pela Assembléia Geral das Nações Unidas (ONU), a última vez em 2006. As restrições, ampliadas no governo Bush, proíbem estadunidenses de viajar à ilha sem autorização oficial. "Os esforços do governo Bush em dirigir uma investigação politicamente motivada contra Michael Moore e "Sicko" não nos deterá na hora de assegurarmos que o povo estadunidense veja o filme", disse um porta-voz da equipe do documentarista. A estréia nos cinemas estadunidenses está prevista para ocorrer em 29 de junho próximo. Em uma resposta do cineasta, publicada por Meghan O`Hara, produtora de seu mais recente documentário "Sicko", Moore afirma que "o presidente Bush e seu governo deveriam gastar seu tempo tentando ajudar a esses heróis para que recebam a assistência sanitária que necessitam, ao invés de abusar de seu poder legal em prol de sua agenda política". O cineasta se refere aos dez trabalhadores que participaram dos trabalhos de resgate após os ataques de 11 de setembro de 2001, mas não tiveram assistência médica adequada nos Estados Unidos. Por isso, viajaram a Cuba. "O novo filme de Michael Moore arrancará a máscara da indústria sanitária estadunidense", prometeu O`Hara em seu comunicado. Moore tem 20 dias para entregar os materiais solicitados pela investigação.
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(Fonte: Adital/World Data Service) Site de Michael Moore
Colaboração do Economista Filipe Reis.
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quinta-feira, maio 31, 2007

O Terrorista Indultário.








sexta-feira, maio 18, 2007

Separação Amigável


“Posso ter-me enganado. Vocês me julgarão por isso. Mas não tenham dúvidas de que sempre fiz o que acreditei melhor para os interesses do país”

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Com estas palavras Blair despediu-se dos britânicos e ontem esteve na “casa branca”, combinando com seu ex companheiro Bush o que dirão daqui pra frente pra tentar continuar justificando a ineficaz invasão do Afeganistão, e o brutal derramamento de sangue no Iraque, mas, principalmente, acertando o que não dirão daqui pra frente, para que não venha a público tudo o que sempre esteve por trás dessa relação espúria e incestuosa.
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quarta-feira, abril 18, 2007

Virginia Tech... Prontos Para a Colheita.

O injusto e sanguinário ceifeiro.
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A sociedade americana semeou e continua semeando a morte em todo o mundo. Faz do sangue humano a matéria prima de suas principais fontes de renda. Não se trata aqui de um simples exercício de retórica rançosa contra esse povo historicamente arrogante, exibicionista, beligerante e usurpador.
É lamentável presenciarmos massacres como o de ontem na Virginia Tech deixando trinta e dois mortos. Trinta e nove outras pessoas já morreram no interior de escolas americanas, totalizando agora setenta e uma mortes, e é de se esperar que todas elas juntas sejam, lamentavelmente, apenas uma pequena amostra do que está por vir.
Há décadas que a indústria cinematográfica americana investe mais de 70% dos seus fartos recursos em roteiros onde o sangue de asiáticos e árabes – predominantemente – jorra abundantemente, para deleite dos espectadores de outros países que, por acharem que tudo que vem de lá é encantador, lotam as salas de cinema como já fizeram os próprios americanos ao assistirem esses mesmos filmes.
A indústria de jogos eletrônicos aprimora dia a dia a capacidade de criar jogos de combate, onde inimigos são despedaçados com uma realidade cada vez mais brutal e assustadora.
A cultura de que cada casa deve ter no mínimo uma arma em seu interior, continua sendo estimulada, para que a indústria bélica não se desaqueça.
Os governos, tanto esse de George W. Bush, como todos os outros que o antecederam, promovem assassinatos de líderes internacionais que não lhe são simpáticos; apóiam ditaduras sanguinárias; bloqueiam economicamente, por simples capricho durante décadas, países pobres que um dia ousaram pensar livremente; acusam nações de possuírem armas de destruição em massa e invadem esses países para depois dizerem: “Não havia nada lá!”, achando que o mundo esqueceu de suas armas de extermínio como as bombas atômicas sobre civis japoneses – setecentos mil mortos; o gás mostarda usado aos milhares de toneladas sobre o Vietnã e, sabe-se lá, quantas dessas epidemias que vemos surgirem em países africanos e asiáticos não são plantadas por laboratórios americanos visando apenas o lucro com a venda dos antídotos, como a vacina contra a gripe aviária em humanos, cuja descoberta foi anunciada ontem, irônicamente no mesmo dia dessa chacina.
O desdém e desprezo com que tratam habitantes de países de terceiro mundo que, acreditando que tudo isso trás felicidade, vão estudar legalmente em suas universidades ou lavar cadáveres americanos após entrarem ilegalmente via México, serve de combustível para um crescente sentimento de ódio que extrapola suas próprias fronteiras e ganha o mundo, principalmente o mundo mulçumano.
De todos os atentados em suas universidades e escolas, esse foi o primeiro que não foi praticado por um americano, se é que se pode dizer que Cho Seung-Hui, com esse nome e aqueles olhos rasgados, residindo com sua família naquele país desde os cinco anos de idade, não o é.
O americano proprietário da loja que vendeu ao estudante sul-coreano a pistola nove milímetros e cinqüenta cartuchos, disse em entrevista após o massacre: “Foi uma venda comum”, e passou a andar armado também, pois já começou a receber ameaças de morte.
A onda de ataques contra escolas dos EUA, em Setembro do ano passado – 2006 - já chamava a atenção por inserir um novo fator neste tipo de crime: agora adultos atacavam crianças.Em apenas seis dias - entre 27 de setembro e o dia 2 de outubro daquele ano - seis crianças morreram em três ataques contra escolas de diferentes Estados - Colorado, Wisconsin e Pensilvânia. Em dois deles, os agressores eram adultos.
Autoridades americanas alertaram: “Assim, professores e outros estudantes que percebam o comportamento estranho de um jovem podem avisar a equipe antes que se chegue a um crime. As informações repassadas serão mantidas em sigilo e poderão ser anônimas, para não expor o jovem.” Como viver em paz num clima desses?...

Especialistas americanos afirmam: "Os ataques não são causados por um único fator. Crianças com problemas, com dificuldades de relacionamento na escola e em contato freqüente com videogames ou filmes violentos geram explosão de violência.”
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E o brilho vermelho
das balas dos canhões,
E as bombas explodindo no ar,
Deram prova através da noite
Que nossa bandeira
ainda estava lá.
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Diz o Hino Nacional Americano.
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Na verdade, estão apenas colhendo o que sempre plantaram.
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terça-feira, abril 17, 2007

Enxergando o Futuro...

Bush. Pelo jeito, satisfeito com o futuro americano, mesmo sem estar entendendo nada!
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Mal ouve, mal fala,
mal vê...
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segunda-feira, abril 16, 2007

Famílias Inteiras Assassinadas Impunemente


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Mais uma família - incluindo mãe e criança - foi assassinada ontem por tropas americanas no Iraque, não merecendo sequer uma explicação por parte do comando desses invasores. Certamente vão deixar passar alguns dias para depois darem uma declaração de que tudo foi um triste engano, como o de hoje, quando quatro soldados iraquianos foram fuzilados em plena rua pelos invasores americanos, merecendo um simples pedido de desculpa do comando americano, de que tudo não passou de um grande erro.
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segunda-feira, abril 09, 2007

Bagdá... Quatro Anos aos Pés do Invasor.

Protestos hoje em Bagdá.
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Até hoje, o número de iraquianos mortos após a invasão pelos EUA aproxima-se de 100.000 contra pouco mais de 3.270 americanos, 140 britânicos, 124 soldados da coalizão internacional de outras nacionalidades.
Ontem (08.04.007), testemunhas relataram que a polícia, orientada pelos comandantes americanos no Iraque, tentou impedir os xiitas de chegarem até Najaf para atender ao apelo do clérigo Moqtada al Sadr, mas hoje a cidade amanheceu tomada pelos manifestantes. Iraquianos queimaram bandeiras americanas e pintaram os slogans "que a América caia" e "Bush é um cão" no chão.




"Insurgente" vítima do "Libertador".

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sábado, abril 07, 2007

Fingindo-se de Cego...

... Como a Mídia Ocidental.
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Documentos oficiais encontrados no Iraque após a intervenção americana de 2003 confirmam que o regime iraquiano nunca colaborou diretamente com a rede terrorista Al Qaeda, de acordo com um relatório divulgado ontem pelo Pentágono.
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O documento contradiz um dos principais argumentos usados pelo governo Bush para justificar a intervenção no Iraque, segundo o qual o regime de Saddam Hussein tinha ligações estreitas com a organização terrorista de Osama bin Laden.
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Em setembro de 2002, o subsecretário de defesa americano afirmou que a relação entre o regime iraquiano e a Al Qaeda era antiga, num informe enviado ao diretor de gabinete do vice-presidente Dick Cheney. Na época, segundo o relatório, os serviços secretos americanos concluíram pela "ausência de sinais conclusivos" sobre as eventuais ligações e que "uma cooperação direta não havia sido estabelecida".
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Antes da invasão militar americana, a tese do governo Bush que estabelecia ligações entre o regime iraquiano e a Al Qaeda era pouco levada em consideração pelo povo americano, que exigia retaliação com ou sem provas, e a qualquer preço.
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Mas, desde 2003, os membros dos serviços de informação acusam a Casa Branca de ter ignorado as informações coletadas por seus serviços e de ter apenas escolhido os dados que justificavam um atentado militar no Iraque.
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O vice-presidente Dick Cheney reafirmou a tese das ligações entre o regime de Saddam Hussein e a Al Qaeda. Numa entrevista a um programa de rádio, ele disse que a rede terrorista atuava no Iraque antes mesmo de os Estados Unidos chegarem ao país. "Eles estavam presentes antes da nossa invasão do Iraque", afirmou.
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Tem sido sempre assim... Primeiro atiram, e depois tentam explicar ao mundo porque atiraram. E quando não conseguem uma explicação que se sustente ao longo dos anos, fica tudo por isso mesmo.
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Destruíram uma nação, sua história, seus costumes... Dilapidaram suas riquezas, jogaram irmãos contra irmãos numa carnificina brutal, zombaram dos seus costumes milenares, instituíram um falso governo democrático e um tribunal de execuções subordinado às vontades do vingativo Bush Jr.
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Não quero acreditar que um povo bárbaro como esses e seus governos usurpadores possam permanecer incólumes diante da sede de justiça dos justos.
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Não tenho pressa... Saberei esperar até vê-los pendurados numa corda.
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terça-feira, março 20, 2007

Quatro Anos de Invasão



Onde está o pé dessa criança?

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Setenta mil civis iraquianos assassinados em nome de mais uma horripilante mentira americana. Onde estão as armas de destruição em massa? A quem o Iraque era uma ameaça? Quem convidou os americanos a invadirem esse país? Ninguém... Enganaram o conselho de segurança da ONU com montagens de fotos de satélites e nem assim conseguiram seu apoio. Invadiram assim mesmo, apesar das manifestações contrárias em todo o mundo. Quando pagarão por mais esse crime contra a humanidade, contra as tradições de um povo, seus costumes, suas riquezas?...

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quinta-feira, março 08, 2007

América Latina: de 08 a 13 de Março de 2007.

Auterações na ilustração: Rodolfo Vasconcellos.
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"Go....hooooooooooooome, C.h.a.a.a.v.e.e.s.s.s.! ! !...."

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Irã, 2100: "Bordel Texas"

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Reencarnação: Um dos elos perdidos do Cristianismo.
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Palácio em Bagdá, 2003.

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Foi assim!...
Fazendo jus a este blog.

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sexta-feira, março 02, 2007

Pendores Sádicos

Alterações na Ilustração: Rodolfo Vasconcellos.
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Por que acreditamos que há dignidade nessa relação ?...
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Tanto o horror quanto a liberdade, .quando... são mostrados pelos americanos, mostram sempre uma outra face: a face dos aliados, a face “do bem”.
No dia 8 de agosto de 1945, um piloto americano pintou na fuselagem de seu avião o nome de sua mãe: Enola Gay. Depois, despejou em Hiroshima a bomba atômica que derreteu em trinta segundos cerca de cem mil pessoas. No dia seguinte, outro avião despejou outra bomba em Nagasaki e transformou em pó mais cem mil. É incalculável o número dos que morreram depois, ao longo dos anos, por efeito da radiação nuclear que passou a ter seus efeitos estudados "in loco" pelos americanos, sendo os japoneses simples cobaias vivas.
Hiroshima e Nagasaki demonstraram a eficiência tecnológica anglo-saxônica.
Enquanto os nazistas seriam “loucos”, matando em nome de um ideal psicótico, a bomba americana foi lançada em nome da “Razão”, em nome da "Paz", em nome da "Liberdade", em nome dos Aliados.
Assim como os nazistas elaboraram uma lógica burocrática para a “solução final”, os americanos criaram uma lógica científica para seu monstruoso crime, ainda pendente de punição.
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sábado, fevereiro 24, 2007

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

Iraque: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007... Tudo Em Nome De Um Mentira Deslavada.

Quando tudo isso será reparado?



Esse foi apenas um dos milhares e milhares de ataques das forças americanas - disfarçadas de "força de coalizão" - contra o povo iraquiano. Os anciãos, as mulheres e as crianças trucidadas por bombas de última geração ou ataques relâmpagos contra supostos "insurgentes" e "rebeldes" - leia-se iraquianos defendendo sua pátria, do usurpador - chegam à cifra das centenas de milhares, e cujas vidas não têm a quem ser reclamadas - pelo menos até hoje - porque a grande mídia e os governos ocidentais estão assustados com a possibilidade de serem taxados de inimigos ou acolhedores de terroristas, e transformarem-se no próximo alvo.
Cada ataque a redutos de civis desarmados, é explicado como ato de loucura dos rebeldes, que protegem suas posições com trincheiras vivas, e fica tudo por isso mesmo.
Que povo é esse que, acobertado por uma mentira desavergonhada, é capaz de invadir uma nação, subjugar seu povo, implantar um falso governo democrático, instalar um tribunal de execuções nos moldes dos existentes em épocas sombrias da barbárie humana - como a do holocauto na segunda grande guerra, estratégicamente utilizado por eles para desviar a atenção sobre o terror das bombas atômicas contra civis japoneses - condenar e executar nessa encenação de tribunal de forma atroz seus ex-líderes, zombar de tradições milenares, humilhar prisioneiros de guerra e expô-los ao ridículo, e ter o cinismo
de justificar que tudo é em nome da liberdade de todos os homens?
Que povo é esse?!
Quem julgará esse povo e seus líderes, e quando isso acontecerá?
Em que tribunal serão julgados e em que praça serão executados?
A humanidade não poderá seguir adiante sem reparar essa miserável insanidade, esse assalto sanguinário e arrogante à dignidade e à vidas das pessoas... Esse atentado abjeto ao amor universal, à vida na terra!...
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quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Usurpadores Contumazes.

Chefe Seatlle


Os Índios Duwamish habitavam na zona norte do atual estado de Washington, cuja capital Seattle tem o nome do Chefe Índio que proferiu o discurso, conhecido como a Carta do Chefe Índio, que é considerada como um dos mais belos manifestos ecológicos. Após a cedência das terras os índios Duwamish migraram para a reserva Port Madison onde está sepultado o Chefe Seattle.

"O Grande Chefe de Washington comunicou-nos o seu desejo de comprar as nossas terras. O Grande Chefe assegurou-nos também da sua amizade e de quanto nos preza. Isso é muito generoso da sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade.
Porém, vamos considerar a sua oferta, pois sabemos que se o não fizermos, o homem branco virá com armas e tomará as nossas terras.
Mas, como pode comprar ou vender o céu e o calor da terra? Tal idéia é estranha para nós. Se não somos os proprietários da pureza do ar ou do resplendor da água, como podes comprá-los a nós?
Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada clareira e cada zumbido de inseto são sagrados nas tradições e na memória do meu povo. A seiva que corre nas árvores transporta consigo as recordações do homem de pele vermelha. O homem branco esquece a sua terra natal, quando, depois de morto vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem a beleza desta terra, pois ela é a mãe do homem de pele vermelha. Somos parte destas terras como elas fazem parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs; o veado, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, as seivas das pradarias, o calor que emana do corpo de um pónei e o próprio homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que nos reservará um lugar em que possamos viver confortavelmente e que será para nós como um pai e que nós seremos seus filhos. Vamos considerar a sua oferta de comprar a nossa terra, embora isso não seja fácil, pois esta terra é sagrada para nós.
A água cintilante dos rios e dos regatos não é apenas água, é o sangue dos nossos antepassados. Se vendermos a nossa terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e deverás ensiná-lo aos teus filhos e fazer-lhes saber que cada reflexo na água límpida dos lagos fala do passado e das recordações do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, matam-nos a sede, transportam-nos nas canoas e alimentam os nossos filhos. Se vendermos a nossa terra, terás de te lembrar e ensinar aos teus filhos que os rios são nossos e vossos irmãos, e terás de dispensar-lhes a bondade que darias a um irmão.
Nós sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um pedaço de terra vale o mesmo que outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mais sua inimiga, e depois de a conquistar prossegue o seu caminho. Deixa para trás as sepulturas dos seus antepassados e isso não o importa. Apodera-se das terras dos seus filhos e isso não o inquieta. Ele considera a terra, sua mãe, e o céu, seu irmão, como objetos que podem ser comprados, saqueados ou vendidos como ovelhas ou miçangas cintilantes. Na sua voracidade arruinará a terra e deixará atrás de si apenas um deserto.
Não sei. Nossos caminhos diferem dos vossos. As vossas cidades ferem os olhos do homem de pele vermelha. Não há lugares calmos nas cidades do homem branco. Não há sítios onde se possa ouvir as folhas a desabrochar na primavera ou o zunir das asas dos insectos. O barulho que tudo domina ofende os ouvidos do homem de pele vermelha. Para que serve a vida se um homem não pode escutar o grito solitário do noitibó ou a lengalenga noturna das rãs à volta de um pântano ? Sou um homem de pele vermelha e não compreendo, talvez porque os homens de pele vermelha são selvagens e ignorantes. O índio prefere o suave sussurro do vento roçando a superfície de uma lagoa e o perfume do ar lavado pela chuva do meio-dia ou carregado do aroma dos pinheiros.
O ar é precioso para o homem de pele vermelha, porque todas as criaturas partilham a mesma aragem: os animais, as árvores, o homem todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece indiferente ao ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se vendermos as nossas terras, deverás recordar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte o seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu o primeiro sopro de vida ao nosso antepassado recebe também o nosso último suspiro. Se vendermos as nossas terras, deverás conservá-la como um lugar reservado e sagrado, onde o próprio homem branco possa saborear o vento perfumado pelas flores da pradaria.
Assim pois, vamos considerar a oferta para comprar a nossa terra. Se decidirmos aceitar, será com uma condição: O homem branco deverá tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo outros costumes. Eu vi milhares de búfalos a apodrecer na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia de um combóio em movimento. Eu sou um selvagem que não compreende que o cavalo de ferro fumegante possa ser mais importante do que o búfalo que nós, os índios, matamos apenas para o sustento de nossa vida.
O que seria do homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais não tarda a acontecer ao homem. Todas as coisas estão relacionadas entre si.
Deverão ensinar aos vossos filhos que o chão debaixo dos seus pés é feito das cinzas dos nossos antepassados. Ensinem aos vossos filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão é sobre eles próprios que cospem.
Uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si.
Tudo o que acontece à terra acontece aos filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a teia da vida, ele não passa de um fio da teia. Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará.
Mas nós vamos considerar a vossa oferta e ir para a reserva que destinais ao meu povo. Viveremos à parte e em paz. Que nos importa o lugar onde de tudo talvez sejamos irmãos, veremos. Mas, nós sabemos uma coisa, que opassaremmos o resto dos nossos dias ? Já não serão muitos. Ainda algumas horas, alguns invernos e não restará qualquer dos filhos das grandes tribos que viveram outrora nestas terras, ou que vagueiam ainda nas florestas. Nenhum estará cá para chorar as sepulturas de um povo tão poderoso e tão cheio de esperança como o vosso. Mas porque chorar o fim do meu povo ? As tribos são constituídas por homens e nada mais. E os homens vão e vêm como as vagas do mar.
Nem o próprio homem branco pode escapar ao destino comum. Apesar disso, o homem branco talvez venha a descobrir um dia que o nosso Deus é o mesmo Deus. Ele é o Deus dos homens e a sua misericórdia é a mesma para o homem de pele vermelha e para o homem branco. A terra é preciosa aos olhos de Deus e quem ofende a terra cobre o seu criador de desprezo. O homem branco perecerá também e, quem sabe, antes de outras tribos. Continuem a macular o vosso leito e irão sufocar nos vossos desperdícios.
Mas na vossa perdição brilhareis em chamas ofuscantes acendidas pelo poder do Grande Espírito que vos conduziu e que, por desígnios só por ele conhecidos, vos deu poder sobre estas terras e sobre o homem de pele vermelha. Este destino é para nós um mistério. Não o compreendemos quando os búfalos são massacrados, os cavalos selvagens subjugados, os recantos secretos das florestas ficam impregnados do odor de muitos homens e as colinas desfiguradas pelos fios falantes. Onde está a floresta virgem ? Desapareceu. Onde está a águia ? Morreu. Qual o significado de abandonar os póneis e a caça ? É parar de viver e começar a vegetar.
É nestas condições que vamos considerar a oferta da compra das nossas terras. E se aceitarmos será apenas para ficarmos seguros de recebermos a reserva que nos prometeram. Talvez aí possamos acabar os nossos dias e quando o último homem de pele vermelha tiver desaparecido desta terra, e a sua recordação não for mais do que a sombra de uma núvem deslizando na pradaria, estes lugares e estas florestas abrigarão ainda os espíritos do meu povo. Assim se vendermos as nossas terras amai-as como as temos amado e cuidai delas como nós cuidámos. E com toda a vossa força e o vosso poder conservem-na para os teus filhos e amem-na como Grande Espírito nos ama a todos.
Sabemos uma coisa: o nosso Deus é o mesmo Deus. Ele ama esta terra. O próprio homem branco não pode fugir ao mesmo destino. Talvez sejamos irmãos, veremos.
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segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Eles Estão Chegando...

A crença de que o uso da força é a única saída para se conquistar a 'liberdade' de um país, se opondo ao consagrado pensamento de Gandhi e da maioria da população mundial, é uma realidade quando se fala da política externa norte-americana.



Militares dos EUA fazem turismo sexual no Rio de Janeiro.

Ah, as mulheres que o tenente americano Mark Browne conheceu neste verão em Copacabana!
Como boa parte dos militares dos EUA, ele serviu no Iraque por 12 meses e, num programa de incentivo do Departamento da Defesa, veio parar no Rio, em pleno janeiro. A história está só começando.
Segundo o site do Exército dos EUA, a meta do programa Descanso e Recuperação é "dar alívio aos servidores e livrá-los do estresse da missão de combate".
Tudo começa na agência Tours Gone Wild, de Miami, que promete "a viagem da sua vida". Mas turismo é o que menos importa. No site, a propaganda é mulher, festa, mulher, mulher, festa, outra festa, outra mulher. Não necessariamente nessa ordem. Quer mais? O pacote, oferecido a partir de US$ 1.300 - US$ 3.000 nesta alta estação, descreve: "É difícil viajar para um país diferente e saber as baladas quentes, os lugares que os baladeiros brasileiros vão. Você não quer perder a noite inteira buscando um lugar e muito menos ficar na fila atrás de gente que não fala inglês e que não deixará você entrar. Nosso serviço de festas VIP é a solução, com transporte, entrada, fura-fila, acesso à área VIP e guia particular". Para convencer os clientes (os militares americanos no Iraque, lembra?), fotos... Muitas fotos! De quê? Mulher, festa, mulher de novo, outra festa, outra mulher. Na galeria de imagens, mais mulheres, aparentemente brasileiras, em poses sensuais ou simulando o ato sexual. Em inglês, "party" (festa) também é empregado no sentido de usar drogas, em linguagem informal. "Dar um teco", embora a agência não deixe claro (nem poderia). E o Pão de Açúcar, o Cristo, a Lagoa, o passeio em jipe pela Rocinha, as outras atrações do Rio? O lugar é Copacabana. Melhor: a orla de Copacabana. Colega de batalhão do tenente Mark Browne, Brian Feldmayer (os dois têm 25 anos), explica ao jornal britânico "The Guardian": "Já vi o suficiente [de favelas] no Iraque. A maioria dos meus amigos está ansiosa para vir ao Rio. Eles já ouviram falar do crime, de todos os problemas. Mas quando digo o que acontece nessa viagem... Garanto que nos próximos dois anos 65% deles virão". Na página de testemunhos de clientes, Andrew P., 31, de Denver, diz: "Fomos às boates mais quentes e conhecemos as mulheres mais gostosas. Altamente recomendado". Abaixo, o tenente Kirk B., 21, completa, numa foto ao lado de duas mulheres: "Depois de passar o pior ano da minha vida no Iraque, viajar ao Rio foram as melhores férias que já tive".
Outro lado:

A agência de turismo Tours Gone Wild nega promover turismo sexual de soldados americanos no Rio de Janeiro.
Segundo um dos proprietários, Santiago Merija, que no site aparece ao lado de uma mulata vestida de passista, a política da agência é "não perguntar e não comentar" [a respeito de turismo sexual]. Nos EUA, exploração e prostituição são crimes com pena de um ano de prisão.
"Nossos clientes se viram sozinhos. Nós levamos aos lugares, mas a abordagem é responsabilidade deles", diz.
A Tours Gone Wild espera levar 300 soldados americanos neste ano ao Rio. O número é quatro vezes maior que no início da guerra, em 2003.

VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO Enviado especial da Folha a Miami
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domingo, fevereiro 04, 2007

Será Caso de Inimputabilidade?

Prá se divertir, pode, né!?...
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A Casa Branca qualificou hoje - 03.02.2007 - de "atrocidade" o atentado suicida realizado em um mercado de Bagdá, que deixou pelo menos 135 mortos, em um dos ataques mais devastadores desde o começo da injustificada invasão, em março de 2003. "Ajudaremos o governo iraquiano, livremente eleito, e suas forças de segurança, a levarem os responsáveis da atrocidade que aconteceu hoje à Justiça, assim como a conseguir uma maior segurança para os habitantes de Bagdá", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, em comunicado.
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Não! Não pode não!... Prá se divertir, não pode não!...
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quinta-feira, fevereiro 01, 2007

Forca

Não será assim... inesperadamente e com uma corda incapaz de suportar o peso da sua consciência. Será com data marcada, com manchete de primeira página nos jornais "Voz de Luziânia" e "Opção" de Goiânia: "HOJE MORRERÁ BUSH E SUA DOUTRINA DAS GUERRAS SEM FIM", será com festas em todos os recantos mais longínquos da nossa casa Terra, ou do que sobrou dela.














Pode ser assim, também... Como se fosse uma brincadeirinha!...







quarta-feira, janeiro 31, 2007

"Geme-as..."

Para sempre, nos corações e nas mentes:
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"A dor de uns, pode ser a extrema alegria de outros."
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sábado, dezembro 30, 2006

Sua "Justiça" Não Me Assusta... Me Enoja e Angustia...



George W. Bush. Eleito Para Dois Mandatos de Presidente, Pelo Povo Americano.


Desejo que um dia você perceba que o cargo não é o homem, e que em nome de cargo algum, de respeitabilidade adquirida alguma, alguém pode deixar de agir como só mais um ser vivo, com obrigações solidárias, responsabilidades para com todos os outros, e permissividade ao amor indiscriminado.
Desejo que um dia, você e o povo que o escolheu para líder, percebam que nem todos os povos têm como alvo das suas energias, o ganhar e juntar, o comprar e mostrar, o armar-se e atacar.
Desejo que essa postura típica dos poderosos financeiramente, militarmente, ou por estarem eventualmente investidos de um cargo que lhes dêm poder de decisão sobre outras vidas, possa dar espaço ao respeito pelas diferenças ideológicas, culturais, religiosas e econômicas, sem interesses disfarçados ao apoiá-las, nem mentiras deslavadas ao angariar provas para brutalmente rechaçá-las, na maioria das vezes por puro e perverso exibicionismo.
Que toda essa arrogância e ganância que norteiam suas decisões, lhe façam um dia sentir, o que a maioria dos homens sentiria por agir assim: vergonha;
Que a capacidade de matar, destituir, torturar, que agora não se faz mais acompanhar sequer da costumeira desfaçatez dos seus antecessores, seja substituída pela razão de que cada povo, por mais simples que pareça ser, tem o direito de fazer suas próprias escolhas, dentro das suas limitações e tradições, e no seu próprio ritmo;
Que quando se diz que a felicidade independe de tantos excessos, não é conversa de quem é pobre, e essa pobreza uma resultante da incapacidade. Isso também pode ser uma opção. Uma opção por respeito ao povo vizinho, à pessoa vizinha, à natureza. Uma opção pela felicidade, simplesmente. Felicidade resultante da capacidade de perceber a totalidade da vida sem fronteiras nacionais e internacionais, sem assaltos às riquezas de outros povos e a compra do silêncio de testemunhas; sem exibicionismos, sem extravagâncias, prepotência, e tantos outros adjetivos semelhantes que, hoje mais do que nunca, servem para qualificar você e seu povo - com poucas excessões.

Como presente de ano novo, nesse dia e noite angustiante, ofereço-lhe três exemplos quase díspares mas nunca antagônicos, da nossa adormecida revolta latina.

Che GuevaraArgentino



"Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos."





Silvio Rodrigues
Cubano -

Por Quien Mecere Amor



Cuenta Silvio: “Esta cainción la compuse a finales del 81, deciembre se mal no lo recuerdo. Por esa fecha (data) el gobierno de los Estadus Unidos decreto un bloqueo naval alrededor de Cuba y lo llevo a cabo con la excusa (desculpa) de que nosotros los cubanos estabamos enviando armas a El Salvador. Cosa de ellos. En el caso de que eso foara cierto, y en el caso de que fuera necesaria una respuesta a un sentimiento de solidaridad, de amor como podiera ser ese, a un gesto de esa envergadura, esta canción pretende ser esa respuesta.”



Te molesta mi amor,
mi amor de juventud,
y mi amor es un arte
en virtud.

Te molesta mi amor,
mi amor sin atifaz,
y mi amor es un arte
de paz.

Mi amor es mi prenda encantada,
Es mi extensa morada,
Es mi espacio sin fin.
Mi amor no precisa fronteras;
como la primavera,
no prefiere jardín.

Mi amor no es amor de mercado,
porque un amor sangrado
no es amor de lucrar.
Mi amor es todo cuanto tiengo;
si lo niego o lo vendo,
¿para qué respirar?

Te molesta mi amor,
Mi amor de humanidad,
y mi amor es un arte
en su edad.

Te molesta mi amor,
mi amor de surtidor,
y mi amor es un arte
mayor.

Mi amor no es amor de un solo,
sino alma de todo
lo que urge sanar.
Mi amor es una amor de abajo
que el devenir me trajo
para hacerlo empinar.

Mi amor, el mas enamorado,
es del más olvidado
en su antiguo dolor.
Mi amor abre pecho (peito) a la muerte
y despeña su suertel
por un tiempo mejor.
Mi amor, este amor aguerrido,
es un sol encendido,
por quien merece amor.



LenineBrasileiro -

Na Pressão.



olho na pressão, tá fervendo

olho na panela

dinamite é o feijão cozinhando

dentro do molho dela

a bruxa acendeu o fogo

se cuida, rapaziada

tem mandinga de cabôco

mandando nessas parada

garrafada de serpente

despacho de cachoeira

quanto mais o fogo sobe

mais a panela cheira

olho na pressão, tá fervendo

olho na panela

dinamite é o feijão cozinhando

dentro do molho dela

a bruxa mexeu o caldo

se liga aí, ô galera

tá pingando na mistura

saliva da besta-fera

chacina no centro-oeste

e guerrilha na fronteira

emboscada na avenida

tiro e queda na ladeira

mas feitiço é bumerangue

perseguindo a feiticeira



Che Guevara

“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.”
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segunda-feira, novembro 27, 2006

Torturador Mor...

"ECCE HOMO" (Eis o homem) - "De como a gente se torna o que a gente é."
"Nietzsche"

"Quando a mídia internacional divulgou vídeos e fotos mostrando as torturas, humilhações sexuais e outros abusos e violações dos direitos humanos a que os prisioneiros iraquianos eram submetidos na prisão de Abu Ghraib, a revista "Stern", da Alemanha, na capa de uma edição publicou como título, sobre o retrato de George W. Bush: "Moralisch Bankrott" - Bancarrota Moral.
O famoso Seymour M. Hersh, da "New Yorker", revelou que esses abusos e torturas na prisão de Abu Ghraib e também no campo de concentração em Guantánamo, desrespeitando a Convenção de Genebra, não decorreram de inclinações criminosas de alguns poucos soldados do Exército americano, mas, de uma decisão aprovada pelo secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, com o objetivo de extrair dos prisioneiros mais informações sobre Al Qaeda e a resistência no Iraque.".

O texto acima transcrito, foi publicado no meu blogg www.rodolfovasconcellos.blogspot.com em 11.09.06 e republicado neste aqui em 26.10.06.

Pois é... Anteontem, a ex-general e ex-comandante da prisão iraquiana de Abu Ghraib entre julho e novembro de 2003, Janis Karpinski, afirmou que foi o ex-secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld quem autorizou as torturas no Iraque.
Karpinski, decidiu contar tudo o que sabe porque acha que foi injustamente acusada, uma vez que os interrogatórios não eram de sua competência, mas da Inteligência Militar, que seguia instruções do general Ricardo Sánchez, comandante-em-chefe das tropas americanas no Iraque.
Entre outras coisas, os investigadores descobriram que os interrogadores obrigaram os prisioneiros a vestir sutiã, dançar com outro homem, ficar nu diante de mulheres, imitar um cão, posarem nus e entrelaçados uns aos outros e serem acuados por cães ferozes. Agora, digo eu: Imaginem o que não foi fotografado!... A queixa envolve igualmente cinco juristas da administração Bush, entre os quais está o atual ministro da Justiça, Alberto Gonzales, antigo conselheiro da Casa Branca, acusados de terem elaborado argumentação jurídica para justificar a diversificação de técnicas de interrogatório, incluindo o uso da tortura.
Os ativistas dos direitos humanos querem que Donald Rumsfeld seja julgado por crimes de guerra, e dizem ter provas suficientes para levá-lo ao tribunal. Os advogados garantem que a tortura e os maus tratos foram ordenados ou autorizados pelo ex-secretário da Defesa.
"Um dos objetivos dessa ação é deixar claro que um torturador é alguém que não pode gozar de refúgio seguro", declarou Michael Ratner, presidente do Centro de Direitos Constitucionais de Nova York, um dos grupos por trás do processo judicial. "A ação transmite uma mensagem forte de que isso é inaceitável", declarou.
Antes tarde do que nunca... Essas técnicas sempre foram utilizadas pelos representantes do povo americano, tanto em tempos de guerra quanto em tempos de paz - por sinal, coisa rara para eles - que a cada nova eleição presidencial sentem o “nobre” dever de invadir algum país para alimentar a arrogância, beligerância e prepotência do eleitorado.
Todos os aliados americanos enviam seus carrascos para aprimorar suas técnicas de torturas com eles, e não deixou de ser assim também com o Brasil, durante o golpe militar de 1964.

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quinta-feira, novembro 23, 2006

K a t r i n a: A Fratura Exposta.

Pretos e Pobres... SIM!!!

As imagens que nos chegavam a todo instante dos desabrigados que perambulavam pelas poucas ruas não inundadas de Nova Orleans, ou que se degladiavam dentro do estádio Superdome, não deixavam nenhuma dúvida: eram todas de negros pobres e - fora as gangues de saqueadores que logo se formaram com o intuito principal de conseguir alimentos e se defenderem dos bandidos que também ali foram parar – eram, em sua grande maioria, idosos, obesos, mulheres e crianças. Eram os que não tinham automóvel particular, uma renda suficiente para uma vida digna; eram os que representavam um peso para o Estado. O caos prosseguiu por vários dias depois da ida do furacão Katrina. Não havia policiamento, defesa civil, atendimento sanitário ou médico/hospitalar. Helicópteros lançavam sacos de comida, que se tornavam imediatamente em focos de enlouquecidas batalhas campais. Explosões de substâncias químicas abalavam quarteirões, o odor insuportável dos cadáveres em putrefação anunciava um futuro macabro para aquela população abandonada, e o risco iminente de doenças infecto/contagiosas rondava a todos. Parafraseando Demétrio Magnoli, ”há mais de meio século, durante o bloqueio de Berlim promovido pela URSS, os EUA organizaram a célebre ponte aérea que, durante dez meses, sustentou a metrópole alemã, fornecendo-lhe comida, remédios, combustíveis e até chocolate. A maior operação logística da história, em tempos de paz, mobilizou todos os aviões de transporte americanos e britânicos na Europa, que realizavam, num dia típico, uma média de uma aterrisagem a cada três minutos em cada um dos três aeroportos de Berlim Ocidental. Mas, esse país, não conseguiu proteger ou retirar os refugiados do estádio Superdome, que disputaram alimentos a tapa, sofreram estupros e se viram obrigados a organizarem grupos de autodefesa, para permanecer vivos.”.Não existe nada comparável à logística de guerra americana. No Iraque, as colunas blindadas que capturaram Bagdá numa operação de poucos dias estendiam-se por centenas de quilômetros de deserto, enfrentando forças hostis e tempestades de areia. O país que cumpriu essa missão e tantas outras de ataque a povos e nações espalhadas por todo o planeta, não foi no entanto, capaz de salvar daquele inferno seus cidadãos pobres e negros de Nova Orleans. Nenhuma outro país deixaria seus cidadãos tão desamparados diante de um desastre natural daquelas proporções. Geralmente, em situações daquela gravidade, as nações se dão as mãos, esquecem suas diferenças ideológicas e, principalmente, seu orgulho e soberba, colocando acima deles o bem estar de cada cidadão vitimado: pobre ou abastado, negro ou branco. Desconfio que as cenas de Nova Orleans não ocorreriam em países da nossa empobrecida América Latina, na Coréia do Sul ou mesmo em Cuba que, por sinal, colocou de imediato centenas de médicos à disposição dos seus eternos algozes. Aquelas cenas nos remeteram à situação de falência do poder público típica dos países mais pobres do mundo ou à completa irresponsabilidade de Estados que desprezam a vida das pessoas. Essa primeira premissa, concordo, é questionável por enquanto, mas, com relação à segunda, não tenho nenhuma dúvida de que é inteiramente verdadeira.
Um país que já cometeu as atrocidades que os EUA cometeram em tempos de guerra ou de paz, disfarçadas sempre por notícias favoráveis de uma mídia atrelada apenas a conveniências econômicas, ou acobertadas por resoluções submissas do Conselho de “Segurança” do ONU, dando a tantos atos terroristas americanos, títulos como: “Em Defesa da Democracia”, “Para Libertar Aquele Povo Oprimido”, ou, o que está mais em voga, “Exterminar os Terroristas”, e uma conseqënte aparência de legalidade.

O governo Bush é, obviamente, o culpado imediato pela tragédia, mas, é preciso enxergar a paisagem inteira. “Os EUA não souberam socorrer Nova Orleans pelo mesmo motivo que não conseguem imprimir cédulas eleitorais unificadas ou modernizar seu sistema de voto eletrônico. Desde a administração do outro republicano Ronald Reagan, nos anos 80, quase todo o serviço público americano foi desmontado, até se tornar uma montanha de ruínas. A máquina Federal renunciou ao propósito de atender a população e, como conseqüência, já não existem as repartições, os burocratas, as rotinas e os procedimentos voltados para responder a emergências civis. Nos tempos do faroeste, salvavam-se os que tinham armas. Hoje, escapam os que têm dinheiro.” – diz ainda Demétrio Magnoli.

Diante do furacão Katrina, o governo americano só conseguiu alertar os proprietários de automóveis para abandonarem a cidade. Bem depois do desastre, deslocou do Iraque forças militares com a prerrogativa de atirar contra as gangues que agiram em liberdade na cidade desamparada.

Nova Orleans é um diagnóstico sobre o sentido de uma vergonhosa opção histórica: os EUA sabem matar cidadãos civis, crianças e idosos de outras nações, seja individualmente com suas modernas armas que enxergam à noite e bombas que penetram qualquer superfície, ou seja coletivamente, através dos subsídios aos seus produtos agrícolas ou se valendo das envenenadas bombas nucleares que dizimaram milhares de civis japoneses após a segunda guerra mundial, mas, não sabem, sequer, proteger a vida dos seus negros e pobres.

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A l i m e n t o . . .

Quando avaliamos a gravidade do ato de tirar uma vida, não devemos levar em conta a raça, o sexo ou a espécie a que pertence o indivíduo, mas sim as características do ser individual que está sendo morto, como por exemplo seu próprio desejo de continuar a viver, ou o tipo de vida que é capaz de viver.
Peter Singer - Vida Ética - Pag. 12.
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Pesquisa de Foto - Nadja Rolim
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Reproduzo a seguir, trechos de Editorial do The New York Times:

“O jogo fraudulento de comércio não está apenas semeando a pobreza ao redor do mundo, mas também muito ressentimento. Nas Filipinas, uma ex-colônia americana, nossa política de comércio agrícola é vista como um plano para perpetuar o imperialismo. No Vietnã, um país que foi capaz de reduzir sua pobreza rural apenas quando se desviou de sua ortodoxia marxista e permitiu que empreendedores tivessem acesso aos mercados globais, um exportador de peixes desesperado nos disse: "Nós nos perguntamos se vocês nos desejam mal atualmente tanto quanto no passado". O Congresso americano ignorou até a ciência, para decretar que o bagre do Vietnã, que se tornou popular entre os consumidores americanos, não é bagre, e portanto não pode ser comercializado como tal.
Os países desenvolvidos canalizam cerca de US$ 1 bilhão por dia em subsídios para seus próprios agricultores, encorajando a superprodução, que provoca queda dos preços. Os agricultores dos países pobres não conseguem competir com os produtos subsidiados, mesmo dentro de seus próprios países. Nos últimos anos, os agricultores americanos têm conseguido derrubar o preço do algodão, trigo, arroz, milho e outros produtos nos mercados mundiais a preços que nem começam a cobrir os custos de produção, tudo por cortesia dos contribuintes.
A traição de Washington aos seus princípios de livre comércio, ultrajaram não apenas os países mais pobres, mas também alguns aliados exportadores de alimentos, como a Austrália. O governo Bush podia ter-se unido a países como Austrália e Brasil em Cancún. Nossos representantes de comércio poderiam ter trabalhado para superar tanto os interesses mais mesquinhos do lobby agrícola americano, quanto o próprio protecionismo defensivo dos países em desenvolvimento. Em vez disso, os Estados Unidos se aliaram docilmente ao grupo de países que têm medo da concorrência justa.
Em uma aldeia onde se cultiva algodão em Burkina Fasso, nós vimos um escola com duas salas, mas devido à falta de verbas, apenas uma sala de aula está concluída. O mais embaraçoso para um americano é dar-se conta de que a cultura por trás das políticas agrícolas do nosso país, com suas barreiras comerciais e os bilhões de dólares em subsídios, contribui poderosamente para o atraso e as dificuldades vividas pelos produtores rurais dos países pobres e em desenvolvimento”
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(((O)))

Na Cúpula Mundial da Alimentação, 186 chefes de Estado e de governo apresentaram sua meta de reduzir a quantidade de famintos (815 milhões) pela metade até 2015. Hoje, mais de dez anos depois, a FAO estima que os que estão nessa situação cheguem a 852 milhões, ou seja, cerca de 13% da população mundial, sem alimento diário suficiente para ter uma vida sã.
Com suas subvenções intactas, os Estados Unidos inundam de alimentos baratos e subsidiados as nações em desenvolvimento, destruindo a produção dos pequenos agricultores desses países. O México, por exemplo, cultiva milho por mais de dez mil anos, mas, em razão do Tratado de Livre Comércio da América do Norte – ALCA - que alguns supunham, igualaria o campo da competição comercial, abriu seus mercados para as importações norte-americanas, incluindo o milho. Os produtores mexicanos, a maioria mini e pequenos produtores rurais, não puderam competir contra os gigantes produtores de milho dos Estados Unidos. Embora nos últimos 50 anos as riquezas do Planeta tenham sido multiplicadas por sete, elas nunca estiveram tão mal distribuídas, pois 20% da população mundial detêm 82,7% das riquezas, enquanto os 20% mais pobres vivem mergulhados na miséria, tentando sobreviver com menos de US$ 1 diário; e 60% da população mundial – mais de 3 bilhões de pessoas – com menos de US$ 2.
O hemisfério Norte, onde vive 25% da população global, consome 70% da energia mundial, 75% dos metais, 85% da madeira e 60% dos alimentos. Em todo o mundo, os cerca de 1,3 bilhão de pessoas que vivem na pobreza extrema, não têm acesso sequer a água potável.
Segundo dados da ONU, para responder às necessidades básicas de toda a população do Globo, bastaria retirar 4% da riqueza acumulada pelas 225 maiores fortunas, pois, atingir a satisfação universal das necessidades sanitárias e nutricionais, custaria apenas US$ 13 bilhões. A cada 4 segundos uma pessoa morre de fome. Ou seja, 24 mil pessoas por dia, quase 9 milhões por ano. A fome mata mais pessoas que o terrorismo internacional que, não obstante, é combatido sem tréguas por todos os países ricos, OTAN e ONU, com os EUA à frente.
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segunda-feira, novembro 13, 2006

O Poder Que Vem do Alto.

Gébush Cristo
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A intolerância e alienação dos radicais religiosos cristãos (católicos e protestantes) principalmente os texanos americanos com o sucesso da obra e, principalmente, do filme Harry Potter, deriva da constatação de que: na guerra das “igrejas eletrônicas”, para se ter domínio do universo intelectual de milhões, basta que uma obra se transforme em sucesso e leve as pessoas, enfim, a pensarem. E foi assim que se constatou que não foram poucos os que conseguiram perceber e pesquisar a partir de livros como Harry Potter da escritora britânica J. K. Rowling, ou de outras estórias infantis dos Grimms de Hans Christian Anderson, ou outras de Monteiro Lobato e John Tolkien que falam de magia e iluminam o imaginário infantil com seus personagens de Elfos, Duendes, Fadas e Sacis-Pererês. Os milhões de leitores constataram a partir daí que,os chamados Bruxos e Bruxas, aqueles originais, da Europa Pré-Cristã, não passavam de homens e mulheres que cultivavam uma religião apenas diferente da cristã e possuíam conhecimentos vastos em fitoterapia e medicina natural. Vários livros de acadêmicos e historiadores já falaram sobre isso, mas, como eram lidos por poucos as “pequenas igrejas – Grandes Negócios” e mega-instituições religiosas pouco lhes deram crédito. O horror da época das “caça às bruxas”, tanto por católicos quanto por protestantes, em especial contra as figuras femininas, podem ser melhor avaliadas em aberrações históricas, como no caso da cidade de Trier, na Alemanha, que no século XV mandou para a fogueira, em uma única semana, 798 das 800 mulheres da cidade. Sálen, nos EUA, é também outro caso famoso.
“Lunáticos estão no coração do governo Bush”. Escreveu George Manbiot no “Guardian” de Londres, tomando por base o que aconteceu na convenção estadual do Partido Republicano de Bush, no Texas. Entre os temas domésticos, as abordagens de sempre: Aborto é crime; homossexualismo contraria as verdades vindas de Deus; deve ser combatido e rejeitado qualquer mecanismo de controle ou proibição da posse de armas de fogo; é preciso conter a entrada de imigrantes a qualquer custo.
"O governo Bush é muito mais que a máquina das vontades de um cowboy do Texas, como geralmente se imagina. O presidente está cercado e sustentado por duas coalizões distintas, cada qual com a sua agenda. Uma é a dos neoconservadores republicanos, os neocon – os tais que o conservador Scowcroft considera loucos. Outra é a direita fundamentalista cristã – a turma da Christian Coalition, que abrange os criacionistas, inimigos do ensino da biologia evolucionista." (Newton Carlos, em seu livro "Bush e as Doutrinas das Guerras Sem Fim").
E, na política externa, que nunca foi o forte do Partido Republicano do Texas – motivo do despreparo de Bush nessa área – defesa incondicional da agenda de Israel, país há dez mil quilômetros de distância, mas, de acordo com os participantes da convenção, será lá que acontecerá o ajuste final – leia-se “Juizo Final”. Os republicanos texanos decidiram que Israel tem o direito de ficar com toda Jerusalém e a Cisjordânia ocupada. Nada de devolver parte dos territórios tomados na guerra de 1967.
Os EUA devem pressionar os países árabes para que “absorvam” em seus territórios imigrantes palestinos expulsos de suas terras pelo exército israelense. Para entender o que levou Israel a tornar-se ponto focal numa assembléia de caubóis texanos, é preciso voltar ao século 19. Dois pregadores americanos passaram a usar em seus sermões, textos bíblicos nunca utilizados antes em qualquer narrativa de aparência consistente. “Jesus voltará à terra quando estiverem dadas certas pré-condições. A primeira delas é a criação do Estado de Israel. A segunda, a ocupação por parte de Israel, do restante das “Terras Bíblicas” – o que envolve grande parte do Oriente Médio. Um terceiro templo deve ser construído onde hoje é a esplanada das mesquitas, em Jerusalém. Legiões de “anticristos” se levantarão contra Israel e a guerra conduzirá a um confronto final no vale de Armageddon. Depois disso os Judeus serão queimados ou convertidos ao cristianismo e o Messias voltará à terra.”
O que faz tais cenários tão ao gosto dos cristãos fundamentalistas é uma profecia confortadora: “Antes da grande batalha os verdadeiros crentes serão sugados de suas roupas e colocados numa sala de espera no Paraíso. Desse lugar privilegiado, com a proteção da mão direita de Deus, verão seus inimigos serem massacrados ou devorados.”.
No momento, os verdadeiros crentes trabalham nas pré-condições. Ajudam colônias judaicas nos territórios palestinos ocupados, querem que os Estados Unidos ampliem ainda mais seu apoio a Israel e antevêem o duelo de última instância com o mundo islâmico, eixo do mal, Nações Unidas, União Européia – especialmente a França.
Pesquisadores acreditam que 18 por cento do eleitorado americano pertencem a igrejas ou movimentos que subscrevem essa ignorância.
É preciso se libertar desses intermediários de coisa nenhuma e intérpretes de uma falsa verdade que pululam cada vez mais, ganhando bastante com o medo e a ignorância do povo.
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