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Onde está o pé dessa criança?
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Setenta mil civis iraquianos assassinados em nome de mais uma horripilante mentira americana. Onde estão as armas de destruição em massa? A quem o Iraque era uma ameaça? Quem convidou os americanos a invadirem esse país? Ninguém... Enganaram o conselho de segurança da ONU com montagens de fotos de satélites e nem assim conseguiram seu apoio. Invadiram assim mesmo, apesar das manifestações contrárias em todo o mundo. Quando pagarão por mais esse crime contra a humanidade, contra as tradições de um povo, seus costumes, suas riquezas?...
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Quando tudo isso será reparado?
Chefe Seatlle
A crença de que o uso da força é a única saída para se conquistar a 'liberdade' de um país, se opondo ao consagrado pensamento de Gandhi e da maioria da população mundial, é uma realidade quando se fala da política externa norte-americana.
Não será assim... inesperadamente e com uma corda incapaz de suportar o peso da sua consciência. Será com data marcada, com manchete de primeira página nos jornais "Voz de Luziânia" e "Opção" de Goiânia: "HOJE MORRERÁ BUSH E SUA DOUTRINA DAS GUERRAS SEM FIM", será com festas em todos os recantos mais longínquos da nossa casa Terra, ou do que sobrou dela.
George W. Bush. Eleito Para Dois Mandatos de Presidente, Pelo Povo Americano.
Desejo que um dia você perceba que o cargo não é o homem, e que em nome de cargo algum, de respeitabilidade adquirida alguma, alguém pode deixar de agir como só mais um ser vivo, com obrigações solidárias, responsabilidades para com todos os outros, e permissividade ao amor indiscriminado.
Desejo que um dia, você e o povo que o escolheu para líder, percebam que nem todos os povos têm como alvo das suas energias, o ganhar e juntar, o comprar e mostrar, o armar-se e atacar.
Desejo que essa postura típica dos poderosos financeiramente, militarmente, ou por estarem eventualmente investidos de um cargo que lhes dêm poder de decisão sobre outras vidas, possa dar espaço ao respeito pelas diferenças ideológicas, culturais, religiosas e econômicas, sem interesses disfarçados ao apoiá-las, nem mentiras deslavadas ao angariar provas para brutalmente rechaçá-las, na maioria das vezes por puro e perverso exibicionismo.
Que toda essa arrogância e ganância que norteiam suas decisões, lhe façam um dia sentir, o que a maioria dos homens sentiria por agir assim: vergonha;
Que a capacidade de matar, destituir, torturar, que agora não se faz mais acompanhar sequer da costumeira desfaçatez dos seus antecessores, seja substituída pela razão de que cada povo, por mais simples que pareça ser, tem o direito de fazer suas próprias escolhas, dentro das suas limitações e tradições, e no seu próprio ritmo;
Que quando se diz que a felicidade independe de tantos excessos, não é conversa de quem é pobre, e essa pobreza uma resultante da incapacidade. Isso também pode ser uma opção. Uma opção por respeito ao povo vizinho, à pessoa vizinha, à natureza. Uma opção pela felicidade, simplesmente. Felicidade resultante da capacidade de perceber a totalidade da vida sem fronteiras nacionais e internacionais, sem assaltos às riquezas de outros povos e a compra do silêncio de testemunhas; sem exibicionismos, sem extravagâncias, prepotência, e tantos outros adjetivos semelhantes que, hoje mais do que nunca, servem para qualificar você e seu povo - com poucas excessões.
Como presente de ano novo, nesse dia e noite angustiante, ofereço-lhe três exemplos quase díspares mas nunca antagônicos, da nossa adormecida revolta latina.
Che Guevara – Argentino –
"Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos."
Silvio Rodrigues – Cubano -
Por Quien Mecere Amor
Cuenta Silvio: “Esta cainción la compuse a finales del 81, deciembre se mal no lo recuerdo. Por esa fecha (data) el gobierno de los Estadus Unidos decreto un bloqueo naval alrededor de Cuba y lo llevo a cabo con la excusa (desculpa) de que nosotros los cubanos estabamos enviando armas a El Salvador. Cosa de ellos. En el caso de que eso foara cierto, y en el caso de que fuera necesaria una respuesta a un sentimiento de solidaridad, de amor como podiera ser ese, a un gesto de esa envergadura, esta canción pretende ser esa respuesta.”
Lenine – Brasileiro -
Na Pressão.
olho na pressão, tá fervendo
olho na panela
dinamite é o feijão cozinhando
dentro do molho dela
a bruxa acendeu o fogo
se cuida, rapaziada
tem mandinga de cabôco
mandando nessas parada
garrafada de serpente
despacho de cachoeira
quanto mais o fogo sobe
mais a panela cheira
olho na pressão, tá fervendo
olho na panela
dinamite é o feijão cozinhando
dentro do molho dela
a bruxa mexeu o caldo
se liga aí, ô galera
tá pingando na mistura
saliva da besta-fera
chacina no centro-oeste
e guerrilha na fronteira
emboscada na avenida
tiro e queda na ladeira
mas feitiço é bumerangue
perseguindo a feiticeira
"Quando a mídia internacional divulgou vídeos e fotos mostrando as torturas, humilhações sexuais e outros abusos e violações dos direitos humanos a que os prisioneiros iraquianos eram submetidos na prisão de Abu Ghraib, a revista "Stern", da Alemanha, na capa de uma edição publicou como título, sobre o retrato de George W. Bush: "Moralisch Bankrott" - Bancarrota Moral.
O famoso Seymour M. Hersh, da "New Yorker", revelou que esses abusos e torturas na prisão de Abu Ghraib e também no campo de concentração em Guantánamo, desrespeitando a Convenção de Genebra, não decorreram de inclinações criminosas de alguns poucos soldados do Exército americano, mas, de uma decisão aprovada pelo secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, com o objetivo de extrair dos prisioneiros mais informações sobre Al Qaeda e a resistência no Iraque.".
O texto acima transcrito, foi publicado no meu blogg www.rodolfovasconcellos.blogspot.com em 11.09.06 e republicado neste aqui em 26.10.06.
Pois é... Anteontem, a ex-general e ex-comandante da prisão iraquiana de Abu Ghraib entre julho e novembro de 2003, Janis Karpinski, afirmou que foi o ex-secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld quem autorizou as torturas no Iraque.
Karpinski, decidiu contar tudo o que sabe porque acha que foi injustamente acusada, uma vez que os interrogatórios não eram de sua competência, mas da Inteligência Militar, que seguia instruções do general Ricardo Sánchez, comandante-em-chefe das tropas americanas no Iraque.
Entre outras coisas, os investigadores descobriram que os interrogadores obrigaram os prisioneiros a vestir sutiã, dançar com outro homem, ficar nu diante de mulheres, imitar um cão, posarem nus e entrelaçados uns aos outros e serem acuados por cães ferozes. Agora, digo eu: Imaginem o que não foi fotografado!... A queixa envolve igualmente cinco juristas da administração Bush, entre os quais está o atual ministro da Justiça, Alberto Gonzales, antigo conselheiro da Casa Branca, acusados de terem elaborado argumentação jurídica para justificar a diversificação de técnicas de interrogatório, incluindo o uso da tortura.
Os ativistas dos direitos humanos querem que Donald Rumsfeld seja julgado por crimes de guerra, e dizem ter provas suficientes para levá-lo ao tribunal. Os advogados garantem que a tortura e os maus tratos foram ordenados ou autorizados pelo ex-secretário da Defesa.
"Um dos objetivos dessa ação é deixar claro que um torturador é alguém que não pode gozar de refúgio seguro", declarou Michael Ratner, presidente do Centro de Direitos Constitucionais de Nova York, um dos grupos por trás do processo judicial. "A ação transmite uma mensagem forte de que isso é inaceitável", declarou.
Antes tarde do que nunca... Essas técnicas sempre foram utilizadas pelos representantes do povo americano, tanto em tempos de guerra quanto em tempos de paz - por sinal, coisa rara para eles - que a cada nova eleição presidencial sentem o “nobre” dever de invadir algum país para alimentar a arrogância, beligerância e prepotência do eleitorado.
Todos os aliados americanos enviam seus carrascos para aprimorar suas técnicas de torturas com eles, e não deixou de ser assim também com o Brasil, durante o golpe militar de 1964.
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As imagens que nos chegavam a todo instante dos desabrigados que perambulavam pelas poucas ruas não inundadas de Nova Orleans, ou que se degladiavam dentro do estádio Superdome, não deixavam nenhuma dúvida: eram todas de negros pobres e - fora as gangues de saqueadores que logo se formaram com o intuito principal de conseguir alimentos e se defenderem dos bandidos que também ali foram parar – eram, em sua grande maioria, idosos, obesos, mulheres e crianças. Eram os que não tinham automóvel particular, uma renda suficiente para uma vida digna; eram os que representavam um peso para o Estado. O caos prosseguiu por vários dias depois da ida do furacão Katrina. Não havia policiamento, defesa civil, atendimento sanitário ou médico/hospitalar. Helicópteros lançavam sacos de comida, que se tornavam imediatamente em focos de enlouquecidas batalhas campais. Explosões de substâncias químicas abalavam quarteirões, o odor insuportável dos cadáveres em putrefação anunciava um futuro macabro para aquela população abandonada, e o risco iminente de doenças infecto/contagiosas rondava a todos. Parafraseando Demétrio Magnoli, ”há mais de meio século, durante o bloqueio de Berlim promovido pela URSS, os EUA organizaram a célebre ponte aérea que, durante dez meses, sustentou a metrópole alemã, fornecendo-lhe comida, remédios, combustíveis e até chocolate. A maior operação logística da história, em tempos de paz, mobilizou todos os aviões de transporte americanos e britânicos na Europa, que realizavam, num dia típico, uma média de uma aterrisagem a cada três minutos em cada um dos três aeroportos de Berlim Ocidental. Mas, esse país, não conseguiu proteger ou retirar os refugiados do estádio Superdome, que disputaram alimentos a tapa, sofreram estupros e se viram obrigados a organizarem grupos de autodefesa, para permanecer vivos.”.Não existe nada comparável à logística de guerra americana. No Iraque, as colunas blindadas que capturaram Bagdá numa operação de poucos dias estendiam-se por centenas de quilômetros de deserto, enfrentando forças hostis e tempestades de areia. O país que cumpriu essa missão e tantas outras de ataque a povos e nações espalhadas por todo o planeta, não foi no entanto, capaz de salvar daquele inferno seus cidadãos pobres e negros de Nova Orleans. Nenhuma outro país deixaria seus cidadãos tão desamparados diante de um desastre natural daquelas proporções. Geralmente, em situações daquela gravidade, as nações se dão as mãos, esquecem suas diferenças ideológicas e, principalmente, seu orgulho e soberba, colocando acima deles o bem estar de cada cidadão vitimado: pobre ou abastado, negro ou branco. Desconfio que as cenas de Nova Orleans não ocorreriam em países da nossa empobrecida América Latina, na Coréia do Sul ou mesmo em Cuba que, por sinal, colocou de imediato centenas de médicos à disposição dos seus eternos algozes. Aquelas cenas nos remeteram à situação de falência do poder público típica dos países mais pobres do mundo ou à completa irresponsabilidade de Estados que desprezam a vida das pessoas. Essa primeira premissa, concordo, é questionável por enquanto, mas, com relação à segunda, não tenho nenhuma dúvida de que é inteiramente verdadeira.
Um país que já cometeu as atrocidades que os EUA cometeram em tempos de guerra ou de paz, disfarçadas sempre por notícias favoráveis de uma mídia atrelada apenas a conveniências econômicas, ou acobertadas por resoluções submissas do Conselho de “Segurança” do ONU, dando a tantos atos terroristas americanos, títulos como: “Em Defesa da Democracia”, “Para Libertar Aquele Povo Oprimido”, ou, o que está mais em voga, “Exterminar os Terroristas”, e uma conseqënte aparência de legalidade.
O governo Bush é, obviamente, o culpado imediato pela tragédia, mas, é preciso enxergar a paisagem inteira. “Os EUA não souberam socorrer Nova Orleans pelo mesmo motivo que não conseguem imprimir cédulas eleitorais unificadas ou modernizar seu sistema de voto eletrônico. Desde a administração do outro republicano Ronald Reagan, nos anos 80, quase todo o serviço público americano foi desmontado, até se tornar uma montanha de ruínas. A máquina Federal renunciou ao propósito de atender a população e, como conseqüência, já não existem as repartições, os burocratas, as rotinas e os procedimentos voltados para responder a emergências civis. Nos tempos do faroeste, salvavam-se os que tinham armas. Hoje, escapam os que têm dinheiro.” – diz ainda Demétrio Magnoli.
Diante do furacão Katrina, o governo americano só conseguiu alertar os proprietários de automóveis para abandonarem a cidade. Bem depois do desastre, deslocou do Iraque forças militares com a prerrogativa de atirar contra as gangues que agiram em liberdade na cidade desamparada.
Nova Orleans é um diagnóstico sobre o sentido de uma vergonhosa opção histórica: os EUA sabem matar cidadãos civis, crianças e idosos de outras nações, seja individualmente com suas modernas armas que enxergam à noite e bombas que penetram qualquer superfície, ou seja coletivamente, através dos subsídios aos seus produtos agrícolas ou se valendo das envenenadas bombas nucleares que dizimaram milhares de civis japoneses após a segunda guerra mundial, mas, não sabem, sequer, proteger a vida dos seus negros e pobres.
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Quando avaliamos a gravidade do ato de tirar uma vida, não devemos levar em conta a raça, o sexo ou a espécie a que pertence o indivíduo, mas sim as características do ser individual que está sendo morto, como por exemplo seu próprio desejo de continuar a viver, ou o tipo de vida que é capaz de viver.À medida que entramos neste novo século, vai ficando cada vez mais evidente que o neoliberal "acordo de Washington" e as políticas e regras econômicas estabelecidas pelo Grupo dos Sete e suas instituições financeiras - o Banco Mundial, o FMI e a OMC - estão desencaminhadas. As análises de estudiosos e líderes comunitários (...) deixam claro que a "nova economia" está gerando um sem-número de conseqüências danosas e relacionadas entre si - um aumento de desigualdade e da exclusão social, um colapso da democracia, uma deterioração mais rápida e extensa do ambiente natural e uma pobreza e alienação cada vez maiores. O novo capitalismo global criou também uma economia criminosa de amplitude internacional que afeta profundamente a economia e a política nacional e internacional dos diversos países. O mesmo capitalismo põe em risco e destrói inúmeras comunidades locais pelo mundo inteiro; e, no exercício de uma biotecnologia mal-pensada, violou o caráter sagrado da vida e procurou transformar a diversidade em monocultura, a ecologia em engenharia e a própria vida numa mercadoria.
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Fritjof Capra
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em "As Conexões Ocultas" Cap. 7.
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