Ontem (08.04.007), testemunhas relataram que a polícia, orientada pelos comandantes americanos no Iraque, tentou impedir os xiitas de chegarem até Najaf para atender ao apelo do clérigo Moqtada al Sadr, mas hoje a cidade amanheceu tomada pelos manifestantes. Iraquianos queimaram bandeiras americanas e pintaram os slogans "que a América caia" e "Bush é um cão" no chão.
segunda-feira, abril 09, 2007
Bagdá... Quatro Anos aos Pés do Invasor.
Ontem (08.04.007), testemunhas relataram que a polícia, orientada pelos comandantes americanos no Iraque, tentou impedir os xiitas de chegarem até Najaf para atender ao apelo do clérigo Moqtada al Sadr, mas hoje a cidade amanheceu tomada pelos manifestantes. Iraquianos queimaram bandeiras americanas e pintaram os slogans "que a América caia" e "Bush é um cão" no chão.
sábado, abril 07, 2007
Fingindo-se de Cego...
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Tem sido sempre assim... Primeiro atiram, e depois tentam explicar ao mundo porque atiraram. E quando não conseguem uma explicação que se sustente ao longo dos anos, fica tudo por isso mesmo.
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Destruíram uma nação, sua história, seus costumes... Dilapidaram suas riquezas, jogaram irmãos contra irmãos numa carnificina brutal, zombaram dos seus costumes milenares, instituíram um falso governo democrático e um tribunal de execuções subordinado às vontades do vingativo Bush Jr.
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Não quero acreditar que um povo bárbaro como esses e seus governos usurpadores possam permanecer incólumes diante da sede de justiça dos justos.
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Não tenho pressa... Saberei esperar até vê-los pendurados numa corda.
terça-feira, março 20, 2007
Quatro Anos de Invasão

Onde está o pé dessa criança?
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Setenta mil civis iraquianos assassinados em nome de mais uma horripilante mentira americana. Onde estão as armas de destruição em massa? A quem o Iraque era uma ameaça? Quem convidou os americanos a invadirem esse país? Ninguém... Enganaram o conselho de segurança da ONU com montagens de fotos de satélites e nem assim conseguiram seu apoio. Invadiram assim mesmo, apesar das manifestações contrárias em todo o mundo. Quando pagarão por mais esse crime contra a humanidade, contra as tradições de um povo, seus costumes, suas riquezas?...
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quinta-feira, março 08, 2007
sexta-feira, março 02, 2007
Pendores Sádicos
sábado, fevereiro 24, 2007
sexta-feira, fevereiro 09, 2007
Iraque: 2003, 2004, 2005, 2006, 2007... Tudo Em Nome De Um Mentira Deslavada.
Quando tudo isso será reparado?Cada ataque a redutos de civis desarmados, é explicado como ato de loucura dos rebeldes, que protegem suas posições com trincheiras vivas, e fica tudo por isso mesmo.
Que povo é esse que, acobertado por uma mentira desavergonhada, é capaz de invadir uma nação, subjugar seu povo, implantar um falso governo democrático, instalar um tribunal de execuções nos moldes dos existentes em épocas sombrias da barbárie humana - como a do holocauto na segunda grande guerra, estratégicamente utilizado por eles para desviar a atenção sobre o terror das bombas atômicas contra civis japoneses - condenar e executar nessa encenação de tribunal de forma atroz seus ex-líderes, zombar de tradições milenares, humilhar prisioneiros de guerra e expô-los ao ridículo, e ter o cinismo de justificar que tudo é em nome da liberdade de todos os homens?
Quem julgará esse povo e seus líderes, e quando isso acontecerá?
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Usurpadores Contumazes.
Chefe Seatlle"O Grande Chefe de Washington comunicou-nos o seu desejo de comprar as nossas terras. O Grande Chefe assegurou-nos também da sua amizade e de quanto nos preza. Isso é muito generoso da sua parte, pois sabemos que ele não necessita da nossa amizade.
Porém, vamos considerar a sua oferta, pois sabemos que se o não fizermos, o homem branco virá com armas e tomará as nossas terras.
Mas, como pode comprar ou vender o céu e o calor da terra? Tal idéia é estranha para nós. Se não somos os proprietários da pureza do ar ou do resplendor da água, como podes comprá-los a nós?
Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada clareira e cada zumbido de inseto são sagrados nas tradições e na memória do meu povo. A seiva que corre nas árvores transporta consigo as recordações do homem de pele vermelha. O homem branco esquece a sua terra natal, quando, depois de morto vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem a beleza desta terra, pois ela é a mãe do homem de pele vermelha. Somos parte destas terras como elas fazem parte de nós.
As flores perfumadas são nossas irmãs; o veado, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, as seivas das pradarias, o calor que emana do corpo de um pónei e o próprio homem, todos pertencem à mesma família.
Assim, quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós. O Grande Chefe manda dizer que nos reservará um lugar em que possamos viver confortavelmente e que será para nós como um pai e que nós seremos seus filhos. Vamos considerar a sua oferta de comprar a nossa terra, embora isso não seja fácil, pois esta terra é sagrada para nós.
A água cintilante dos rios e dos regatos não é apenas água, é o sangue dos nossos antepassados. Se vendermos a nossa terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e deverás ensiná-lo aos teus filhos e fazer-lhes saber que cada reflexo na água límpida dos lagos fala do passado e das recordações do meu povo. O murmúrio das águas é a voz do pai de meu pai. Os rios são nossos irmãos, matam-nos a sede, transportam-nos nas canoas e alimentam os nossos filhos. Se vendermos a nossa terra, terás de te lembrar e ensinar aos teus filhos que os rios são nossos e vossos irmãos, e terás de dispensar-lhes a bondade que darias a um irmão.
Nós sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um pedaço de terra vale o mesmo que outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mais sua inimiga, e depois de a conquistar prossegue o seu caminho. Deixa para trás as sepulturas dos seus antepassados e isso não o importa. Apodera-se das terras dos seus filhos e isso não o inquieta. Ele considera a terra, sua mãe, e o céu, seu irmão, como objetos que podem ser comprados, saqueados ou vendidos como ovelhas ou miçangas cintilantes. Na sua voracidade arruinará a terra e deixará atrás de si apenas um deserto.
Não sei. Nossos caminhos diferem dos vossos. As vossas cidades ferem os olhos do homem de pele vermelha. Não há lugares calmos nas cidades do homem branco. Não há sítios onde se possa ouvir as folhas a desabrochar na primavera ou o zunir das asas dos insectos. O barulho que tudo domina ofende os ouvidos do homem de pele vermelha. Para que serve a vida se um homem não pode escutar o grito solitário do noitibó ou a lengalenga noturna das rãs à volta de um pântano ? Sou um homem de pele vermelha e não compreendo, talvez porque os homens de pele vermelha são selvagens e ignorantes. O índio prefere o suave sussurro do vento roçando a superfície de uma lagoa e o perfume do ar lavado pela chuva do meio-dia ou carregado do aroma dos pinheiros.
O ar é precioso para o homem de pele vermelha, porque todas as criaturas partilham a mesma aragem: os animais, as árvores, o homem todos respiram o mesmo ar. O homem branco parece indiferente ao ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se vendermos as nossas terras, deverás recordar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte o seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu o primeiro sopro de vida ao nosso antepassado recebe também o nosso último suspiro. Se vendermos as nossas terras, deverás conservá-la como um lugar reservado e sagrado, onde o próprio homem branco possa saborear o vento perfumado pelas flores da pradaria.
Assim pois, vamos considerar a oferta para comprar a nossa terra. Se decidirmos aceitar, será com uma condição: O homem branco deverá tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e não compreendo outros costumes. Eu vi milhares de búfalos a apodrecer na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia de um combóio em movimento. Eu sou um selvagem que não compreende que o cavalo de ferro fumegante possa ser mais importante do que o búfalo que nós, os índios, matamos apenas para o sustento de nossa vida.
O que seria do homem sem os animais? Se todos os animais desaparecessem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais não tarda a acontecer ao homem. Todas as coisas estão relacionadas entre si.
Deverão ensinar aos vossos filhos que o chão debaixo dos seus pés é feito das cinzas dos nossos antepassados. Ensinem aos vossos filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão é sobre eles próprios que cospem.
Uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si.
Tudo o que acontece à terra acontece aos filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a teia da vida, ele não passa de um fio da teia. Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará.
Mas nós vamos considerar a vossa oferta e ir para a reserva que destinais ao meu povo. Viveremos à parte e em paz. Que nos importa o lugar onde de tudo talvez sejamos irmãos, veremos. Mas, nós sabemos uma coisa, que opassaremmos o resto dos nossos dias ? Já não serão muitos. Ainda algumas horas, alguns invernos e não restará qualquer dos filhos das grandes tribos que viveram outrora nestas terras, ou que vagueiam ainda nas florestas. Nenhum estará cá para chorar as sepulturas de um povo tão poderoso e tão cheio de esperança como o vosso. Mas porque chorar o fim do meu povo ? As tribos são constituídas por homens e nada mais. E os homens vão e vêm como as vagas do mar.
Nem o próprio homem branco pode escapar ao destino comum. Apesar disso, o homem branco talvez venha a descobrir um dia que o nosso Deus é o mesmo Deus. Ele é o Deus dos homens e a sua misericórdia é a mesma para o homem de pele vermelha e para o homem branco. A terra é preciosa aos olhos de Deus e quem ofende a terra cobre o seu criador de desprezo. O homem branco perecerá também e, quem sabe, antes de outras tribos. Continuem a macular o vosso leito e irão sufocar nos vossos desperdícios.
Mas na vossa perdição brilhareis em chamas ofuscantes acendidas pelo poder do Grande Espírito que vos conduziu e que, por desígnios só por ele conhecidos, vos deu poder sobre estas terras e sobre o homem de pele vermelha. Este destino é para nós um mistério. Não o compreendemos quando os búfalos são massacrados, os cavalos selvagens subjugados, os recantos secretos das florestas ficam impregnados do odor de muitos homens e as colinas desfiguradas pelos fios falantes. Onde está a floresta virgem ? Desapareceu. Onde está a águia ? Morreu. Qual o significado de abandonar os póneis e a caça ? É parar de viver e começar a vegetar.
É nestas condições que vamos considerar a oferta da compra das nossas terras. E se aceitarmos será apenas para ficarmos seguros de recebermos a reserva que nos prometeram. Talvez aí possamos acabar os nossos dias e quando o último homem de pele vermelha tiver desaparecido desta terra, e a sua recordação não for mais do que a sombra de uma núvem deslizando na pradaria, estes lugares e estas florestas abrigarão ainda os espíritos do meu povo. Assim se vendermos as nossas terras amai-as como as temos amado e cuidai delas como nós cuidámos. E com toda a vossa força e o vosso poder conservem-na para os teus filhos e amem-na como Grande Espírito nos ama a todos.
Sabemos uma coisa: o nosso Deus é o mesmo Deus. Ele ama esta terra. O próprio homem branco não pode fugir ao mesmo destino. Talvez sejamos irmãos, veremos.
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Eles Estão Chegando...
A crença de que o uso da força é a única saída para se conquistar a 'liberdade' de um país, se opondo ao consagrado pensamento de Gandhi e da maioria da população mundial, é uma realidade quando se fala da política externa norte-americana.Ah, as mulheres que o tenente americano Mark Browne conheceu neste verão em Copacabana!
Segundo o site do Exército dos EUA, a meta do programa Descanso e Recuperação é "dar alívio aos servidores e livrá-los do estresse da missão de combate".
Tudo começa na agência Tours Gone Wild, de Miami, que promete "a viagem da sua vida". Mas turismo é o que menos importa. No site, a propaganda é mulher, festa, mulher, mulher, festa, outra festa, outra mulher. Não necessariamente nessa ordem. Quer mais? O pacote, oferecido a partir de US$ 1.300 - US$ 3.000 nesta alta estação, descreve: "É difícil viajar para um país diferente e saber as baladas quentes, os lugares que os baladeiros brasileiros vão. Você não quer perder a noite inteira buscando um lugar e muito menos ficar na fila atrás de gente que não fala inglês e que não deixará você entrar. Nosso serviço de festas VIP é a solução, com transporte, entrada, fura-fila, acesso à área VIP e guia particular". Para convencer os clientes (os militares americanos no Iraque, lembra?), fotos... Muitas fotos! De quê? Mulher, festa, mulher de novo, outra festa, outra mulher. Na galeria de imagens, mais mulheres, aparentemente brasileiras, em poses sensuais ou simulando o ato sexual. Em inglês, "party" (festa) também é empregado no sentido de usar drogas, em linguagem informal. "Dar um teco", embora a agência não deixe claro (nem poderia). E o Pão de Açúcar, o Cristo, a Lagoa, o passeio em jipe pela Rocinha, as outras atrações do Rio? O lugar é Copacabana. Melhor: a orla de Copacabana. Colega de batalhão do tenente Mark Browne, Brian Feldmayer (os dois têm 25 anos), explica ao jornal britânico "The Guardian": "Já vi o suficiente [de favelas] no Iraque. A maioria dos meus amigos está ansiosa para vir ao Rio. Eles já ouviram falar do crime, de todos os problemas. Mas quando digo o que acontece nessa viagem... Garanto que nos próximos dois anos 65% deles virão". Na página de testemunhos de clientes, Andrew P., 31, de Denver, diz: "Fomos às boates mais quentes e conhecemos as mulheres mais gostosas. Altamente recomendado". Abaixo, o tenente Kirk B., 21, completa, numa foto ao lado de duas mulheres: "Depois de passar o pior ano da minha vida no Iraque, viajar ao Rio foram as melhores férias que já tive".
A agência de turismo Tours Gone Wild nega promover turismo sexual de soldados americanos no Rio de Janeiro.
Segundo um dos proprietários, Santiago Merija, que no site aparece ao lado de uma mulata vestida de passista, a política da agência é "não perguntar e não comentar" [a respeito de turismo sexual]. Nos EUA, exploração e prostituição são crimes com pena de um ano de prisão.
"Nossos clientes se viram sozinhos. Nós levamos aos lugares, mas a abordagem é responsabilidade deles", diz.
A Tours Gone Wild espera levar 300 soldados americanos neste ano ao Rio. O número é quatro vezes maior que no início da guerra, em 2003.
VINÍCIUS QUEIROZ GALVÃO Enviado especial da Folha a Miami
domingo, fevereiro 04, 2007
Será Caso de Inimputabilidade?
quinta-feira, fevereiro 01, 2007
Forca
Não será assim... inesperadamente e com uma corda incapaz de suportar o peso da sua consciência. Será com data marcada, com manchete de primeira página nos jornais "Voz de Luziânia" e "Opção" de Goiânia: "HOJE MORRERÁ BUSH E SUA DOUTRINA DAS GUERRAS SEM FIM", será com festas em todos os recantos mais longínquos da nossa casa Terra, ou do que sobrou dela.Pode ser assim, também... Como se fosse uma brincadeirinha!...
quarta-feira, janeiro 31, 2007
"Geme-as..."
sábado, dezembro 30, 2006
Sua "Justiça" Não Me Assusta... Me Enoja e Angustia...

George W. Bush. Eleito Para Dois Mandatos de Presidente, Pelo Povo Americano.
Desejo que um dia você perceba que o cargo não é o homem, e que em nome de cargo algum, de respeitabilidade adquirida alguma, alguém pode deixar de agir como só mais um ser vivo, com obrigações solidárias, responsabilidades para com todos os outros, e permissividade ao amor indiscriminado.
Desejo que um dia, você e o povo que o escolheu para líder, percebam que nem todos os povos têm como alvo das suas energias, o ganhar e juntar, o comprar e mostrar, o armar-se e atacar.
Desejo que essa postura típica dos poderosos financeiramente, militarmente, ou por estarem eventualmente investidos de um cargo que lhes dêm poder de decisão sobre outras vidas, possa dar espaço ao respeito pelas diferenças ideológicas, culturais, religiosas e econômicas, sem interesses disfarçados ao apoiá-las, nem mentiras deslavadas ao angariar provas para brutalmente rechaçá-las, na maioria das vezes por puro e perverso exibicionismo.
Que toda essa arrogância e ganância que norteiam suas decisões, lhe façam um dia sentir, o que a maioria dos homens sentiria por agir assim: vergonha;
Que a capacidade de matar, destituir, torturar, que agora não se faz mais acompanhar sequer da costumeira desfaçatez dos seus antecessores, seja substituída pela razão de que cada povo, por mais simples que pareça ser, tem o direito de fazer suas próprias escolhas, dentro das suas limitações e tradições, e no seu próprio ritmo;
Que quando se diz que a felicidade independe de tantos excessos, não é conversa de quem é pobre, e essa pobreza uma resultante da incapacidade. Isso também pode ser uma opção. Uma opção por respeito ao povo vizinho, à pessoa vizinha, à natureza. Uma opção pela felicidade, simplesmente. Felicidade resultante da capacidade de perceber a totalidade da vida sem fronteiras nacionais e internacionais, sem assaltos às riquezas de outros povos e a compra do silêncio de testemunhas; sem exibicionismos, sem extravagâncias, prepotência, e tantos outros adjetivos semelhantes que, hoje mais do que nunca, servem para qualificar você e seu povo - com poucas excessões.
Como presente de ano novo, nesse dia e noite angustiante, ofereço-lhe três exemplos quase díspares mas nunca antagônicos, da nossa adormecida revolta latina.
Che Guevara – Argentino –
"Não há fronteiras nesta luta de morte, nem vamos permanecer indiferentes perante o que aconteça em qualquer parte do mundo. A vitória nossa ou a derrota de qualquer nação do mundo, é a derrota de todos."
Silvio Rodrigues – Cubano -
Por Quien Mecere Amor
Cuenta Silvio: “Esta cainción la compuse a finales del 81, deciembre se mal no lo recuerdo. Por esa fecha (data) el gobierno de los Estadus Unidos decreto un bloqueo naval alrededor de Cuba y lo llevo a cabo con la excusa (desculpa) de que nosotros los cubanos estabamos enviando armas a El Salvador. Cosa de ellos. En el caso de que eso foara cierto, y en el caso de que fuera necesaria una respuesta a un sentimiento de solidaridad, de amor como podiera ser ese, a un gesto de esa envergadura, esta canción pretende ser esa respuesta.”
Te molesta mi amor,
mi amor de juventud,
y mi amor es un arte
en virtud.
Te molesta mi amor,
mi amor sin atifaz,
y mi amor es un arte
de paz.
Mi amor es mi prenda encantada,
Es mi extensa morada,
Es mi espacio sin fin.
Mi amor no precisa fronteras;
como la primavera,
no prefiere jardín.
Mi amor no es amor de mercado,
porque un amor sangrado
no es amor de lucrar.
Mi amor es todo cuanto tiengo;
si lo niego o lo vendo,
¿para qué respirar?
Te molesta mi amor,
Mi amor de humanidad,
y mi amor es un arte
en su edad.
Te molesta mi amor,
mi amor de surtidor,
y mi amor es un arte
mayor.
Mi amor no es amor de un solo,
sino alma de todo
lo que urge sanar.
Mi amor es una amor de abajo
que el devenir me trajo
para hacerlo empinar.
Mi amor, el mas enamorado,
es del más olvidado
en su antiguo dolor.
Mi amor abre pecho (peito) a la muerte
y despeña su suertel
por un tiempo mejor.
Mi amor, este amor aguerrido,
es un sol encendido,
por quien merece amor.
Lenine – Brasileiro -
Na Pressão.
olho na pressão, tá fervendo
olho na panela
dinamite é o feijão cozinhando
dentro do molho dela
a bruxa acendeu o fogo
se cuida, rapaziada
tem mandinga de cabôco
mandando nessas parada
garrafada de serpente
despacho de cachoeira
quanto mais o fogo sobe
mais a panela cheira
olho na pressão, tá fervendo
olho na panela
dinamite é o feijão cozinhando
dentro do molho dela
a bruxa mexeu o caldo
se liga aí, ô galera
tá pingando na mistura
saliva da besta-fera
chacina no centro-oeste
e guerrilha na fronteira
emboscada na avenida
tiro e queda na ladeira
mas feitiço é bumerangue
perseguindo a feiticeira
Che Guevara
“Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.”
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segunda-feira, novembro 27, 2006
Torturador Mor...
"Quando a mídia internacional divulgou vídeos e fotos mostrando as torturas, humilhações sexuais e outros abusos e violações dos direitos humanos a que os prisioneiros iraquianos eram submetidos na prisão de Abu Ghraib, a revista "Stern", da Alemanha, na capa de uma edição publicou como título, sobre o retrato de George W. Bush: "Moralisch Bankrott" - Bancarrota Moral.
O famoso Seymour M. Hersh, da "New Yorker", revelou que esses abusos e torturas na prisão de Abu Ghraib e também no campo de concentração em Guantánamo, desrespeitando a Convenção de Genebra, não decorreram de inclinações criminosas de alguns poucos soldados do Exército americano, mas, de uma decisão aprovada pelo secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, com o objetivo de extrair dos prisioneiros mais informações sobre Al Qaeda e a resistência no Iraque.".
O texto acima transcrito, foi publicado no meu blogg www.rodolfovasconcellos.blogspot.com em 11.09.06 e republicado neste aqui em 26.10.06.
Pois é... Anteontem, a ex-general e ex-comandante da prisão iraquiana de Abu Ghraib entre julho e novembro de 2003, Janis Karpinski, afirmou que foi o ex-secretário de Defesa americano Donald Rumsfeld quem autorizou as torturas no Iraque.
Karpinski, decidiu contar tudo o que sabe porque acha que foi injustamente acusada, uma vez que os interrogatórios não eram de sua competência, mas da Inteligência Militar, que seguia instruções do general Ricardo Sánchez, comandante-em-chefe das tropas americanas no Iraque.
Entre outras coisas, os investigadores descobriram que os interrogadores obrigaram os prisioneiros a vestir sutiã, dançar com outro homem, ficar nu diante de mulheres, imitar um cão, posarem nus e entrelaçados uns aos outros e serem acuados por cães ferozes. Agora, digo eu: Imaginem o que não foi fotografado!... A queixa envolve igualmente cinco juristas da administração Bush, entre os quais está o atual ministro da Justiça, Alberto Gonzales, antigo conselheiro da Casa Branca, acusados de terem elaborado argumentação jurídica para justificar a diversificação de técnicas de interrogatório, incluindo o uso da tortura.
Os ativistas dos direitos humanos querem que Donald Rumsfeld seja julgado por crimes de guerra, e dizem ter provas suficientes para levá-lo ao tribunal. Os advogados garantem que a tortura e os maus tratos foram ordenados ou autorizados pelo ex-secretário da Defesa.
"Um dos objetivos dessa ação é deixar claro que um torturador é alguém que não pode gozar de refúgio seguro", declarou Michael Ratner, presidente do Centro de Direitos Constitucionais de Nova York, um dos grupos por trás do processo judicial. "A ação transmite uma mensagem forte de que isso é inaceitável", declarou.
Antes tarde do que nunca... Essas técnicas sempre foram utilizadas pelos representantes do povo americano, tanto em tempos de guerra quanto em tempos de paz - por sinal, coisa rara para eles - que a cada nova eleição presidencial sentem o “nobre” dever de invadir algum país para alimentar a arrogância, beligerância e prepotência do eleitorado.
Todos os aliados americanos enviam seus carrascos para aprimorar suas técnicas de torturas com eles, e não deixou de ser assim também com o Brasil, durante o golpe militar de 1964.
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quinta-feira, novembro 23, 2006
K a t r i n a: A Fratura Exposta.
As imagens que nos chegavam a todo instante dos desabrigados que perambulavam pelas poucas ruas não inundadas de Nova Orleans, ou que se degladiavam dentro do estádio Superdome, não deixavam nenhuma dúvida: eram todas de negros pobres e - fora as gangues de saqueadores que logo se formaram com o intuito principal de conseguir alimentos e se defenderem dos bandidos que também ali foram parar – eram, em sua grande maioria, idosos, obesos, mulheres e crianças. Eram os que não tinham automóvel particular, uma renda suficiente para uma vida digna; eram os que representavam um peso para o Estado. O caos prosseguiu por vários dias depois da ida do furacão Katrina. Não havia policiamento, defesa civil, atendimento sanitário ou médico/hospitalar. Helicópteros lançavam sacos de comida, que se tornavam imediatamente em focos de enlouquecidas batalhas campais. Explosões de substâncias químicas abalavam quarteirões, o odor insuportável dos cadáveres em putrefação anunciava um futuro macabro para aquela população abandonada, e o risco iminente de doenças infecto/contagiosas rondava a todos. Parafraseando Demétrio Magnoli, ”há mais de meio século, durante o bloqueio de Berlim promovido pela URSS, os EUA organizaram a célebre ponte aérea que, durante dez meses, sustentou a metrópole alemã, fornecendo-lhe comida, remédios, combustíveis e até chocolate. A maior operação logística da história, em tempos de paz, mobilizou todos os aviões de transporte americanos e britânicos na Europa, que realizavam, num dia típico, uma média de uma aterrisagem a cada três minutos em cada um dos três aeroportos de Berlim Ocidental. Mas, esse país, não conseguiu proteger ou retirar os refugiados do estádio Superdome, que disputaram alimentos a tapa, sofreram estupros e se viram obrigados a organizarem grupos de autodefesa, para permanecer vivos.”.Não existe nada comparável à logística de guerra americana. No Iraque, as colunas blindadas que capturaram Bagdá numa operação de poucos dias estendiam-se por centenas de quilômetros de deserto, enfrentando forças hostis e tempestades de areia. O país que cumpriu essa missão e tantas outras de ataque a povos e nações espalhadas por todo o planeta, não foi no entanto, capaz de salvar daquele inferno seus cidadãos pobres e negros de Nova Orleans. Nenhuma outro país deixaria seus cidadãos tão desamparados diante de um desastre natural daquelas proporções. Geralmente, em situações daquela gravidade, as nações se dão as mãos, esquecem suas diferenças ideológicas e, principalmente, seu orgulho e soberba, colocando acima deles o bem estar de cada cidadão vitimado: pobre ou abastado, negro ou branco. Desconfio que as cenas de Nova Orleans não ocorreriam em países da nossa empobrecida América Latina, na Coréia do Sul ou mesmo em Cuba que, por sinal, colocou de imediato centenas de médicos à disposição dos seus eternos algozes. Aquelas cenas nos remeteram à situação de falência do poder público típica dos países mais pobres do mundo ou à completa irresponsabilidade de Estados que desprezam a vida das pessoas. Essa primeira premissa, concordo, é questionável por enquanto, mas, com relação à segunda, não tenho nenhuma dúvida de que é inteiramente verdadeira.
Um país que já cometeu as atrocidades que os EUA cometeram em tempos de guerra ou de paz, disfarçadas sempre por notícias favoráveis de uma mídia atrelada apenas a conveniências econômicas, ou acobertadas por resoluções submissas do Conselho de “Segurança” do ONU, dando a tantos atos terroristas americanos, títulos como: “Em Defesa da Democracia”, “Para Libertar Aquele Povo Oprimido”, ou, o que está mais em voga, “Exterminar os Terroristas”, e uma conseqënte aparência de legalidade.
O governo Bush é, obviamente, o culpado imediato pela tragédia, mas, é preciso enxergar a paisagem inteira. “Os EUA não souberam socorrer Nova Orleans pelo mesmo motivo que não conseguem imprimir cédulas eleitorais unificadas ou modernizar seu sistema de voto eletrônico. Desde a administração do outro republicano Ronald Reagan, nos anos 80, quase todo o serviço público americano foi desmontado, até se tornar uma montanha de ruínas. A máquina Federal renunciou ao propósito de atender a população e, como conseqüência, já não existem as repartições, os burocratas, as rotinas e os procedimentos voltados para responder a emergências civis. Nos tempos do faroeste, salvavam-se os que tinham armas. Hoje, escapam os que têm dinheiro.” – diz ainda Demétrio Magnoli.
Diante do furacão Katrina, o governo americano só conseguiu alertar os proprietários de automóveis para abandonarem a cidade. Bem depois do desastre, deslocou do Iraque forças militares com a prerrogativa de atirar contra as gangues que agiram em liberdade na cidade desamparada.
Nova Orleans é um diagnóstico sobre o sentido de uma vergonhosa opção histórica: os EUA sabem matar cidadãos civis, crianças e idosos de outras nações, seja individualmente com suas modernas armas que enxergam à noite e bombas que penetram qualquer superfície, ou seja coletivamente, através dos subsídios aos seus produtos agrícolas ou se valendo das envenenadas bombas nucleares que dizimaram milhares de civis japoneses após a segunda guerra mundial, mas, não sabem, sequer, proteger a vida dos seus negros e pobres.
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A l i m e n t o . . .
Quando avaliamos a gravidade do ato de tirar uma vida, não devemos levar em conta a raça, o sexo ou a espécie a que pertence o indivíduo, mas sim as características do ser individual que está sendo morto, como por exemplo seu próprio desejo de continuar a viver, ou o tipo de vida que é capaz de viver.“O jogo fraudulento de comércio não está apenas semeando a pobreza ao redor do mundo, mas também muito ressentimento. Nas Filipinas, uma ex-colônia americana, nossa política de comércio agrícola é vista como um plano para perpetuar o imperialismo. No Vietnã, um país que foi capaz de reduzir sua pobreza rural apenas quando se desviou de sua ortodoxia marxista e permitiu que empreendedores tivessem acesso aos mercados globais, um exportador de peixes desesperado nos disse: "Nós nos perguntamos se vocês nos desejam mal atualmente tanto quanto no passado". O Congresso americano ignorou até a ciência, para decretar que o bagre do Vietnã, que se tornou popular entre os consumidores americanos, não é bagre, e portanto não pode ser comercializado como tal.
Os países desenvolvidos canalizam cerca de US$ 1 bilhão por dia em subsídios para seus próprios agricultores, encorajando a superprodução, que provoca queda dos preços. Os agricultores dos países pobres não conseguem competir com os produtos subsidiados, mesmo dentro de seus próprios países. Nos últimos anos, os agricultores americanos têm conseguido derrubar o preço do algodão, trigo, arroz, milho e outros produtos nos mercados mundiais a preços que nem começam a cobrir os custos de produção, tudo por cortesia dos contribuintes.
A traição de Washington aos seus princípios de livre comércio, ultrajaram não apenas os países mais pobres, mas também alguns aliados exportadores de alimentos, como a Austrália. O governo Bush podia ter-se unido a países como Austrália e Brasil em Cancún. Nossos representantes de comércio poderiam ter trabalhado para superar tanto os interesses mais mesquinhos do lobby agrícola americano, quanto o próprio protecionismo defensivo dos países em desenvolvimento. Em vez disso, os Estados Unidos se aliaram docilmente ao grupo de países que têm medo da concorrência justa.
Em uma aldeia onde se cultiva algodão em Burkina Fasso, nós vimos um escola com duas salas, mas devido à falta de verbas, apenas uma sala de aula está concluída. O mais embaraçoso para um americano é dar-se conta de que a cultura por trás das políticas agrícolas do nosso país, com suas barreiras comerciais e os bilhões de dólares em subsídios, contribui poderosamente para o atraso e as dificuldades vividas pelos produtores rurais dos países pobres e em desenvolvimento”
Na Cúpula Mundial da Alimentação, 186 chefes de Estado e de governo apresentaram sua meta de reduzir a quantidade de famintos (815 milhões) pela metade até 2015. Hoje, mais de dez anos depois, a FAO estima que os que estão nessa situação cheguem a 852 milhões, ou seja, cerca de 13% da população mundial, sem alimento diário suficiente para ter uma vida sã.
Com suas subvenções intactas, os Estados Unidos inundam de alimentos baratos e subsidiados as nações em desenvolvimento, destruindo a produção dos pequenos agricultores desses países. O México, por exemplo, cultiva milho por mais de dez mil anos, mas, em razão do Tratado de Livre Comércio da América do Norte – ALCA - que alguns supunham, igualaria o campo da competição comercial, abriu seus mercados para as importações norte-americanas, incluindo o milho. Os produtores mexicanos, a maioria mini e pequenos produtores rurais, não puderam competir contra os gigantes produtores de milho dos Estados Unidos. Embora nos últimos 50 anos as riquezas do Planeta tenham sido multiplicadas por sete, elas nunca estiveram tão mal distribuídas, pois 20% da população mundial detêm 82,7% das riquezas, enquanto os 20% mais pobres vivem mergulhados na miséria, tentando sobreviver com menos de US$ 1 diário; e 60% da população mundial – mais de 3 bilhões de pessoas – com menos de US$ 2.
O hemisfério Norte, onde vive 25% da população global, consome 70% da energia mundial, 75% dos metais, 85% da madeira e 60% dos alimentos. Em todo o mundo, os cerca de 1,3 bilhão de pessoas que vivem na pobreza extrema, não têm acesso sequer a água potável.
Segundo dados da ONU, para responder às necessidades básicas de toda a população do Globo, bastaria retirar 4% da riqueza acumulada pelas 225 maiores fortunas, pois, atingir a satisfação universal das necessidades sanitárias e nutricionais, custaria apenas US$ 13 bilhões. A cada 4 segundos uma pessoa morre de fome. Ou seja, 24 mil pessoas por dia, quase 9 milhões por ano. A fome mata mais pessoas que o terrorismo internacional que, não obstante, é combatido sem tréguas por todos os países ricos, OTAN e ONU, com os EUA à frente.
segunda-feira, novembro 13, 2006
O Poder Que Vem do Alto.
Os EUA devem pressionar os países árabes para que “absorvam” em seus territórios imigrantes palestinos expulsos de suas terras pelo exército israelense. Para entender o que levou Israel a tornar-se ponto focal numa assembléia de caubóis texanos, é preciso voltar ao século 19. Dois pregadores americanos passaram a usar em seus sermões, textos bíblicos nunca utilizados antes em qualquer narrativa de aparência consistente. “Jesus voltará à terra quando estiverem dadas certas pré-condições. A primeira delas é a criação do Estado de Israel. A segunda, a ocupação por parte de Israel, do restante das “Terras Bíblicas” – o que envolve grande parte do Oriente Médio. Um terceiro templo deve ser construído onde hoje é a esplanada das mesquitas, em Jerusalém. Legiões de “anticristos” se levantarão contra Israel e a guerra conduzirá a um confronto final no vale de Armageddon. Depois disso os Judeus serão queimados ou convertidos ao cristianismo e o Messias voltará à terra.”
O que faz tais cenários tão ao gosto dos cristãos fundamentalistas é uma profecia confortadora: “Antes da grande batalha os verdadeiros crentes serão sugados de suas roupas e colocados numa sala de espera no Paraíso. Desse lugar privilegiado, com a proteção da mão direita de Deus, verão seus inimigos serem massacrados ou devorados.”.
No momento, os verdadeiros crentes trabalham nas pré-condições. Ajudam colônias judaicas nos territórios palestinos ocupados, querem que os Estados Unidos ampliem ainda mais seu apoio a Israel e antevêem o duelo de última instância com o mundo islâmico, eixo do mal, Nações Unidas, União Européia – especialmente a França.
É preciso se libertar desses intermediários de coisa nenhuma e intérpretes de uma falsa verdade que pululam cada vez mais, ganhando bastante com o medo e a ignorância do povo.
domingo, novembro 12, 2006
CO2 no Kyoto dos Outros é Refresco!
O Protocolo de Kyoto, acordo sobre o clima global que foi finalmente assinado em novembro de 2001 em Marrakesh, transformou-se em lei em fevereiro de 2005 e será revisto em 2008. Este acordo não apenas exige que os países industrializados reduzam a emissão de gases poluentes durante um “primeiro período de compromisso" em 5.2% até 2012, em relação aos níveis de 1990, mas também recomenda que a comunidade internacional inicie as negociações para os próximos períodos de compromisso, dando um passo adiante na luta contra o efeito estufa.
Os Estados Unidos, o maior emissor de gases poluentes do planeta, decidiu não assinar o Protocolo de Kyoto. Com apenas cinco por cento da população do mundo, eles são responsáveis pela emissão de 25 por cento do principal gás poluente, o gás carbônico. Essa decisão do governo Bush influenciou vários outros países inclusive a Austrália, Japão, e Canadá a discutir se eles deveriam ratificar o acordo, ficando assim numa posição de desvantagem competitiva em relação aos EUA. Enquanto o Japão e o Canadá decidiram enfim assinar o protocolo, a Austrália, o segundo maior emissor per capita do mundo de gases poluentes, disse que não rira assinar. Outros 141 países o ratificaram, inclusive a China, Índia, Nova Zelândia, Rússia e países da União Européia.
A UE tem sido um parceiro importante do Protocolo, negociando incisivamente para que os países indecisos juntem-se ao acordo. A decisão do governo Bush de se retirar do Protocolo foi baseada em estudos sobre o impacto econômico de seus compromissos e não em pesquisas científicas sobre a mudança climática.
Evitar uma mudança climática catastrófica significa reduzir drasticamente a emissão de gazes poluentes que elevam perigosamente a temperatura do nosso planeta. Se essa decisão não for adotada já, haverá impactos significantes nos ecossistemas e milhões de pessoas estarão ameaçadas pelo risco de aumento da fome, malária e inundações, e bilhões correrão o risco de sofrer com a escassez de água. Uma ação internacional imediata deve ser tomada para reduzir a emissão de gases, ou o mundo pode enfrentar danos irreversíveis no clima global num curto prazo.
O governo Bush, no entanto, considera o tratado "fatalmente fracassado" sem a presença dos EUA.
Da Europa à China cresce um consenso que o mundo não pode se dar ao luxo de aguardar outra década para a elaboração de um outro protocolo sobre o clima. Da calota de gelo do Pólo Norte – que já perdeu 40 por cento de sua espessura na última década – até os recifes de coral próximos ao Equador – um quarto dos quais foram mortos pelo aumento da temperatura oceânica ou outras pressões – a Terra está nos dizendo que entramos numa era de perigosa mudança climática que já ameaça toda a população humana do planeta.
Ao rejeitar o Protocolo de Kyoto, o Governo Bush colocou as 180 nações co-signatárias numa posição difícil. A redução do apetite insaciável americano por combustíveis fósseis é crucial para a estabilização do clima da Terra.
A campanha de Bush para presidência foi apoiada e financiada pelas maiores empresas de petróleo dos EUA, que fizeram campanha contra o Protocolo e se opõem a qualquer redução na emissão de gases poluentes. No comando dessas corporações está a maior companhia de petróleo do mundo, a Exxon Mobil – Esso, para nós.
Desde 1990 – o ano-base do Protocolo de Kyoto – as emissões dos Estados Unidos cresceram mais 13 por cento. Na Europa, as emissões aumentaram em apenas um por cento. O aumento das emissões americanas durante os últimos 10 anos equivale ao aumento conjunto das emissões da China, Índia e África – regiões em rápido desenvolvimento que totalizam uma população dez vezes maior que a dos EUA.
Efetivamente, Kyoto é tudo que nos separa de um futuro de tempestades mais intensas e da elevação do nível do mar. Chegou a hora da Europa, do Japão e de outras nações desafiarem os Estados Unidos adotando o Protocolo.
Durante muitas décadas, o mundo dependeu desses arrogantes para a condução dos acordos ambientais internacionais. Mas agora acabou. Contrariamente ao Governo Clinton, cuja oposição a Kyoto era hesitante e opaca, a oposição do Governo Bush é grosseira, clara e irreversível.
Hoje, outros países, unidos pela ação autoritária do governo norte-americano, estão se preparando para assumir uma liderança maior. A Europa tem como aliado o Japão, forçado pelo Governo Bush a abandonar sua aliança tradicional com os Estados Unidos em política climática.
Logo após sua primeira eleição para presidente dos EUA, a imprensa americana noticiou: “Os antecedentes do presidente eleito George W. Bush como governador do Texas não permitem esperar por uma próxima administração norte-americana inclinada à proteção do meio ambiente, embora as cartas ainda não estejam totalmente à vista, afirmam os ecologistas.”
No Texas, Bush designara representantes de empresas petrolíferas e químicas para dirigir o escritório estatal de controle da poluição.
Por essa razão, o candidato do Partido Verde nas eleições de novembro, Ralph Nader, disse que o agora presidente eleito é "uma corporação multinacional com aparência humana"
À medida que entramos neste novo século, vai ficando cada vez mais evidente que o neoliberal "acordo de Washington" e as políticas e regras econômicas estabelecidas pelo Grupo dos Sete e suas instituições financeiras - o Banco Mundial, o FMI e a OMC - estão desencaminhadas. As análises de estudiosos e líderes comunitários (...) deixam claro que a "nova economia" está gerando um sem-número de conseqüências danosas e relacionadas entre si - um aumento de desigualdade e da exclusão social, um colapso da democracia, uma deterioração mais rápida e extensa do ambiente natural e uma pobreza e alienação cada vez maiores. O novo capitalismo global criou também uma economia criminosa de amplitude internacional que afeta profundamente a economia e a política nacional e internacional dos diversos países. O mesmo capitalismo põe em risco e destrói inúmeras comunidades locais pelo mundo inteiro; e, no exercício de uma biotecnologia mal-pensada, violou o caráter sagrado da vida e procurou transformar a diversidade em monocultura, a ecologia em engenharia e a própria vida numa mercadoria.
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Fritjof Capra
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em "As Conexões Ocultas" Cap. 7.
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quarta-feira, novembro 08, 2006
O Apocallípse do Átomo - "Assassinos..."
Oitenta e seis por cento das pessoas que estavam a até 1 km do centro da explosão foram incineradas instantaneamente. As bombas explodiram ainda no ar, bem nos centros das cidades e pulverizaram escolas, escritórios, prisões, lares, igrejas, veículos e hospitais. No epicentro do ataque, tudo virou pó, não havia cadáveres. Mais longe do ponto zero havia corpos espalhados por toda parte, inclusive de bebês e crianças. Os transportes coletivos completamente queimados, ainda traziam em seus assentos os passageiros, todos mortos instantaneamente, sentados ainda em seus lugares, compondo aquele cenário medonho. Todos os que estavam a quilômetros de distância do epicentro, mas voltados para o local da explosão, cegaram instantânea e definitivamente. A desidratação provocada pelas intensas queimaduras, deixou toda a sedenta população à mercê das águas dos pequenos reservatórios das duas cidades que literalmente ferviam com a intensidade do calor além de estarem terrivelmente contaminadas pela radioatividade.
Os dias imediatos às explosões foram de dor intensa: as pessoas perambulavam aos gritos e gemidos de horror com suas dores e com o que viam. Não sobrou atendimento médico nenhum, alimento algum, uma única gota de água não contaminada; pais tentando inutilmente cuidar das queimaduras nos corpinhos de seus filhos, choravam seu desespero sem saber sequer o que havia realmente acontecido para produzir todas aquelas fileiras de milhares de cadáveres.
Os menos atingidos, vítimas “apenas” da radiação, apresentaram, nos dias seguintes, febre e hemorragias arroxeadas na pele, gangrena e queda do cabelo. Esta morte dolorosa, tão parecida com o envenenamento por gás mostarda na tortura lenta que provoca, não era coisa na qual os americanos desejassem que o mundo se concentrasse após o lançamento das bombas. Afinal, os Estados Unidos da América haviam assinado tratados em 1889 e 1907 que baniam o uso de “armas envenenadas” na guerra. Pior que isso, haviam concordado com uma resolução de 1938 da Liga das Nações que tornava ilegal o bombardeio intencional a civis. Ou seja, com os ataques de Hiroshima e Nagasaki, os Estados Unidos simplesmente ignoraram todos os tratados que haviam assinado até então.
Quarenta e cinco por cento da população original das cidades de Hiroshima e Nagasaki, ou seja, 220 mil pessoas aproximadamente, morreram até dezembro daquele ano, mas, estes números estavam ainda longe de representarem a realidade. Milhares morreriam nos anos seguintes por conta das seqüelas deixadas pelas profundas queimaduras e efeitos da radioatividade. Em uma comparação meramente ilustrativa, é como se nos ataques do 11 de Setembro de 2001, ao invés de terem morrido três mil pessoas, aproximadamente quatro milhões de nova-iorquinos tivessem perdido sua vida no World Trade Center. E isso não é tudo, pois os efeitos da bomba não são apenas a morte e a destruição imediatas. Até hoje continuam morrendo pessoas vítimas de câncer herdado geneticamente de seus pais e avós, além de ser possível encontrarmos ainda hoje, milhares de pessoas com deformações físicas, câncer congênito, problemas de esterilidade e outras doenças decorrentes desse atentado monstruoso a civis, elevando o número total de mortos à casa dos milhões.
Os verdadeiros objetivos por trás dos bombardeios de Hiroshima e Nagasaki ficaram obscuros durante muito tempo. Na época foi alegada a resistência dos japoneses em aceitar rendição incondicional, já que os Estados Unidos exigiam a deposição do imperador japonês e eles não aceitavam essa condição. Eisenhower, general americano que futuramente se tornaria presidente, disse que “O Japão estava buscando alguma forma de render-se com uma perda mínima de aparência (...) não era necessário golpeá-lo com aquela coisa.” Com a recente liberação de documentos e diários antes considerados ultra-secretos, hoje já se pode concluir documentalmente que o principal objetivo por trás dos ataques a Hiroshima e Nagasaki foi a necessidade de enviar uma mensagem clara à União Soviética, de que os Estados Unidos tinham em mãos uma arma poderosa e que não hesitariam em utilizá-la caso fosse necessário. Infelizmente para os planos de Truman, a Alemanha havia assinado rendição incondicional em Maio de 1945 logo após o suicídio de Adolf Hitler. A Itália já havia se rendido anteriormente quando da prisão e assassinato de Mussolini. Naquele momento só restara o Japão.
De acordo com Peter Scowen, autor do Livro Negro dos Estados Unidos, “para os americanos, a detonação das bombas em Hiroshima e Nagasaki foram ações militares realizadas contra uma nação despótica que só podia culpar a si mesma pelo sofrimento de seu povo. (...) Havia até um fervor religioso pelo desempenho americano na construção da bomba atômica, pelo menos na cabeça de Truman: “... Agradecemos a Deus por [a bomba] ter vindo a nós ao invés de a nossos inimigos; e oramos para que Ele nos guie para usa-la à Sua maneira e com Seus propósitos...” . Pior que isso, só mesmo uma reveladora pesquisa que mostra o desejo desses assassinos em substituir um genocídio por outro. Ainda de acordo com Scowen, “...Uma pesquisa do Gallup feita em dezembro de 1944 revelou que 13% dos estadunidenses eram a favor da eliminação do povo japonês por meio do genocídio...”
Esse foi o maior crime de guerra já desferido contra a humanidade. Crime do qual jamais seus culpados foram sequer acusados, muito pelo contrário, foram saudados como heróis em todo o mundo simplesmente por terem vencido a guerra e movido uma propaganda capaz de fazer o mundo inteiro se esquecer do horror nuclear e lembrar apenas do holocausto contra o povo judeu.


















