
Em ato de peculiar significado histórico, a OEA acaba de dar sepultura formal à vergonhosa resolução que, em 1962, excluiu Cuba do Sistema Interamericano.
Na ensolarada manhã de 16 de março de
A chacina aconteceu sob o comando do tenente William Calley, o responsável pela Companhia Charley, da 11º Brigada de Infantaria. A amplitude do episódio só não foi marior devido ao corajoso ato de um piloto que sobrevoava o local de helicóptero no momento exato da chacina. Muitas vidas foram salvas graças a Hugh Thompson Jr.
Ao observar do alto o que acontecia, Thompson ameaçou atirar com a metralhadora da aeronave nos soldados americanos e esses recuaram. O caso só veio à público cerca de um ano e meio depois, quando alguns soldados americanos resolveram denunciar o massacre cometido. Todavia, o conhecimento em escala mundial da notícia associa-se à um único nome: Seymour Hersh.
Com determinação e competência, o jornalista Seymour Hersh denunciou ao mundo as atrocidades cometidas
Quarenta e um anos depois, os EUA estão atolados em uma outra “guerra” que em seis anos já custou mais de US$ 3,5 trilhões e causou a morte de mais de um milhão e duzentos mil iraquianos. Os seis anos de invasão ao Iraque conseguem ser ainda mais assombrosos do que os dez anos de Vietnã. Hoje a tecnologia empregada nas armas tem um poder de destruição em massa nunca visto antes em toda a história da humanidade. Um poder de abate tão fulminante que até mesmo os soldados norte-americanos a sentem contra si, como, por exemplo, as munições fabricadas com urânio. Há um índice altíssimo de veteranos com sérios problemas de saúde e câncer por terem manipulado este tipo de munição.
Olhar para os EUA, hoje, é como olhá-lo ontem, pois, mudanças mesmo nunca aconteceram, mesmo com a tecnologia, o crescimento econômico e o avanço no IDH inclusos nesta avaliação. Em seguida vêm as falências de imensos conglomerados, crise econômica incontrolável, descarada destruição do meio-ambiente e derrocada financeira arrastando milhões de desempregados para o meio da rua, puxando meio mundo para o buraco também. Numa rápida análise percebemos que o outrora “país da liberdade” sempre esteve envolvido nos conflitos mais trágicos e cruéis da história da humanidade: Vietnã, 2ª Guerra Mundial, Guerra da Secessão, dupla invasão do Iraque, apoio a todas as barbáries israelenses, bombas atômicas sobre civis japoneses de Iroshima e Nagazaki evaporando centenas de milhares deles… Impossível numerá-los. E, em todas essas chacinas, tentam confundir a opinião pública interna e do resto do mundo, fazendo-se passar por agredidos e, até mesmo, tomando a iniciativa ao denunciar a suposta agressão sofrida, com provas documentais falsas.
Quando veremos os representantes desses usurpadores serem condenados e executados?...
É bom que seja Barack Obama quem esteja no comando da outrora primeira potência econômica do planeta, e ainda primeira em poder de fogo. Falo de fogo que mata, torra, evapora, como em Hiroshima e Nagazaki, e não de fogo verbal, também muito utilizado pelo coveiro Bush.
Obama tem origem africana, pois é filho de um economista queniano e de uma antropóloga estadunidense. Após uma infância emocionalmente instável, com a separação dos pais aos dois anos e um novo casamento da mãe em seguida com um indonésio, morou e estudou em Jakarta até os 10 anos, indo depois morar com os avós maternos no Havaí, e de lá, soube, aos vinte anos, da morte do pai em acidente automobilístico.
Com diplomas das universidades de Columbia e de Havard , atuou como líder comunitário e como advogado na defesa de direitos civis antes de iniciar sua carreira política, que não é constituída apenas de vitórias.
Certamente que a herança genética paterna tem influência preponderante sobre a confiança que chega a inspirar na maioria dos povos, negros ou não. Porém, seu discurso reformista, ao primeiro tropeço, o levará para o beco sem saída formado pelos ultra conservadores e os que costumam resolver todos os problemas com uma arma em punho.
Em queda livre e sem freios que a segurem, a economia americana está muito mais esfarrapada do que demonstram os números oficiais, e deixam transparecer os líderes de outros países, amedrontados com a profundidade do poço que nos aguarda